Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino sobre afastamento do chefe da PF
Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino sobre afastamento do chefe da PF
Presidente do STF interrompe efeitos do afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, determinada por André Mendonça, e da posterior reintegração determinada por Flávio Dino
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O ministro Edson Fachin, do STF, suspendeu nesta quarta‑feira (9) os efeitos das decisões que afastaram o diretor‑geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada, bem como a posterior reintegração ordenada pelo ministro Flávio Dino. Fachin determinou ainda que Andrei se manifeste em até 48 horas, enquanto permanecem pendentes o julgamento da Segunda Turma do STF e o pedido de suspensão de liminar em análise pela Presidência da Corte.
- A disputa surge no contexto das investigações do caso Master, que já envolveu ministros como André Mendonça, Alexandre de Moraes e o procurador‑geral da República, Paulo Gonet. Após o afastamento preventivo decretado por Mendonça, Dino reintegrou os diretores, mas a nova decisão de Fachin deixa ambas as medidas sem efeito, ampliando a crise institucional entre os ministros e a condução das apurações na Polícia Federal.
Foto: Alejandro Zambrana | STF
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta quarta-feira (9) os efeitos das decisões que alteraram o comando da Polícia Federal. A medida interrompe tanto o afastamento do diretor-geral Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência, Leandro Almada, determinado por André Mendonça, quanto a decisão posterior de Flávio Dino que havia reintegrado os dois aos cargos. “É grave o quadro em que decisões de Ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal, quanto o pedido de suspensão de liminar que se encontra sob apreciação desta Presidência”, escreveu Fachin. Na decisão, ele determinou o prazo de 48 horas para que Andrei se manifeste. Crise começou com investigações do caso Master - A disputa entre ministros do Supremo se intensificou a partir de decisões relacionadas às investigações sobre o Banco Master. O caso envolveu inicialmente Mendonça e Alexandre de Moraes e, posteriormente, passou a incluir Fachin, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a direção da PF e Dino. Antes da sequência de decisões, já havia divergências entre o gabinete de Mendonça e a direção da Polícia Federal sobre a condução das apurações do caso Master. O ministro era relator das investigações relacionadas ao banco e também de um inquérito sobre repasses para a produção de um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia orientado Andrei Rodrigues a procurar Mendonça para discutir a relação entre a Polícia Federal e o gabinete do relator. Afastamento, reintegração e nova suspensão - Na terça-feira (8), Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e Leandro Almada. A decisão também suspendeu a produção e o compartilhamento de relatórios de inteligência e determinou a abertura de procedimentos criminais e administrativos na Corregedoria da PF. A medida foi questionada pela Advocacia-Geral da União (AGU), que recorreu a Fachin. Nesta quarta, antes da decisão do presidente do STF, Flávio Dino havia determinado a reintegração dos dois diretores, suspendendo os efeitos do afastamento de Mendonça. Agora, Fachin suspendeu os efeitos das duas decisões, deixando sem efeito, neste momento, tanto o afastamento determinado por Mendonça quanto a reintegração ordenada por Dino. A decisão ocorre enquanto continuam pendentes outros procedimentos relacionados à disputa entre os ministros e à condução das investigações envolvendo a Polícia Federal.
Fachin dá 72 horas para Mendonça responder sobre afastamento de diretores da PF
Fachin dá 72 horas para Mendonça responder sobre afastamento de diretores da PF
Presidente do STF vai analisar pedido da AGU para suspender decisão
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, determinou que o ministro André Mendonça apresente, em até 72 horas, sua posição sobre o recurso da Advocacia‑Geral da União que busca reverter a medida que afastou temporariamente o diretor‑geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.
- A AGU argumenta que a decisão coloca em risco a organização administrativa da PF e que a nomeação e exoneração dos dirigentes cabe ao presidente da República. Mendonça, que alega ter sido monitorado ilegalmente por cerca de um mês, pediu que a Corregedoria investigue quem solicitou e produziu os relatórios de inteligência. Enquanto aguarda a manifestação de Mendonça, Fachin mantém os afastamentos em vigor.
Foto: Rômulo Serpa | STF
O afastamento dos principais dirigentes da Polícia Federal entrou em uma nova etapa nesta terça-feira (8). O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou que o ministro André Mendonça apresente, em até 72 horas, sua posição sobre o recurso apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU) para tentar derrubar a medida. A decisão de Mendonça retirou temporariamente dos cargos o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. A AGU considera que a medida representa risco à organização administrativa e ao funcionamento das atividades de polícia judiciária. O órgão também defende que cabe ao presidente da República nomear e exonerar integrantes da direção da Polícia Federal. Outro ponto levantado pelo governo é que a produção e a divulgação dos relatórios de inteligência que deram origem ao afastamento já estão sendo examinadas em um procedimento sob responsabilidade de Fachin. Para a AGU, Mendonça adotou medidas cautelares antes da conclusão dessa análise e submeteu à Segunda Turma do STF uma questão que deveria ser apreciada pelo plenário. A decisão do ministro ocorreu após ele apontar possíveis irregularidades em documentos de inteligência da PF que trataram de sua atuação, decisões judiciais e contatos com outras autoridades. Mendonça afirma que sofreu um “monitoramento sistemático” e ilegal por aproximadamente um mês. Além de afastar os dois dirigentes, determinou que a Corregedoria da PF investigue, nas esferas penal e administrativo-disciplinar, quem solicitou e produziu os relatórios. Agora, Fachin aguarda a manifestação de Mendonça para decidir sobre o pedido da AGU. Até lá, os afastamentos de Andrei Rodrigues e Leandro Almada continuam valendo.
Diretor-geral da PF é afastado por decisão de André Mendonça
Diretor-geral da PF é afastado por decisão de André Mendonça
Ministro do STF aponta indícios de monitoramento de magistrados e determina apuração na Corregedoria da Polícia Federal.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O ministro André Mendonça, do STF, determinou o afastamento preventivo do diretor‑geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada da Costa, e ordenou a abertura de investigações criminais e administrativas sobre relatórios de inteligência que monitoravam autoridades.
- A decisão, que será analisada pela Segunda Turma do STF, também proibiu a elaboração e o compartilhamento de novos relatórios sobre magistrados, a AGU e a polícia judiciária, apontando falta de assinatura, identificação formal e valor probatório nos documentos.
Foto: Reprodução
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada da Costa. A decisão também determina a abertura de investigações criminais e administrativas para apurar a produção de relatórios de inteligência que, segundo o ministro, monitoravam autoridades. Mendonça ainda proibiu a elaboração e o compartilhamento de novos relatórios com análises sobre a atuação de magistrados, da Advocacia-Geral da União (AGU) e da polícia judiciária. A decisão será analisada pela Segunda Turma do STF. Na decisão, o ministro afirma que documentos produzidos pela inteligência da PF continham análises sobre integrantes do Supremo e outras autoridades. Ele também apontou irregularidades na elaboração dos relatórios, que, segundo destacou, não possuíam assinatura, identificação formal ou valor probatório.
Fachin cobra que Moraes, Mendonça e chefes da PGR e da PF esclareçam vazamentos
Fachin cobra que Moraes, Mendonça e chefes da PGR e da PF esclareçam vazamentos
Decisão do presidente do Supremo ocorre em meio ao agravamento da crise causada pela divulgação de dados do celular de Vorcaro e documentos sigilosos do Caso Master
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente do STF, Edson Fachin, determinou que os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, o procurador‑geral da República Paulo Gonet e o diretor‑geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues apresentem, por escrito, esclarecimentos sobre o vazamento de conteúdos sigilosos obtidos a partir do celular do ex‑banqueiro Daniel Vorcaro. Cada um tem cinco dias úteis para responder, conforme decisão divulgada na noite de 3 de junho.
- A medida surge no meio de uma crise institucional desencadeada por mensagens que apontam envolvimento dos ministros no caso Master e nas fraudes ao INSS, além de um pedido de investigação de Moraes contra Mendonça por supostos crimes de responsabilidade e abuso de autoridade. Fachin pretende mapear a cadeia de decisões que levou à apreensão do aparelho, ao relatório da PF e à divulgação dos documentos, atuando como árbitro para conter a turbulência no Supremo.
Foto: Nelson Jr. | STF
Em meio à escalada da crise que envolve integrantes do Supremo Tribunal Federal desde a revelação de mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o presidente da Corte, Edson Fachin, determinou na noite desta quinta-feira (3) que os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, prestem informações por escrito sobre o vazamentos de conteúdos sigilosos. Segundo a decisão de Fachin, os quatro terão cinco dias úteis para apresentar os esclarecimentos. Fachin abriu o procedimento depois de receber manifestações relacionadas ao relatório da PF que reuniu mensagens extraídas do celular de Vorcaro e que mencionam Moraes, Gonet e Rodrigues. Somente após receber o posicionamento, o presidente do STF vai decidir sobre os próximos passos da crise, inclusive em relação ao pedido para que o plenário da Corte examine o caso. A decisão foi tomada poucas horas depois de Moraes encaminhar a Fachin um pedido de investigação contra Mendonça. No documento, Moraes aponta possíveis crimes de responsabilidade, abuso de autoridade e improbidade administrativa na condução de investigações relacionadas ao Banco Master e às fraudes no INSS. Moraes acusa Mendonça de atuar de maneira parcial e de direcionar medidas contra ele e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). No centro do conflito entre os dois ministros, está o relatório produzido pela PF a partir dos dados apreendidos no celular de Vorcaro. Mendonça, relator do caso Master, determinou que a PF identificasse o interlocutor de mensagens enviadas pelo banqueiro. Posteriormente, Mendonça retirou o sigilo dos documentos e indicou que o material deveria ser submetido ao plenário do STF. Entre as mensagens estão conversas que a PF atribui a Moraes e pedidos de Vorcaro para que fossem acionados Gonet e Andrei Rodrigues com o objetivo de blindá-lo. A divulgação do material provocou forte reação na cúpula da PGR. Gonet pediu a anulação do relatório, argumentando que Mendonça teria ultrapassado os limites de sua competência ao determinar a investigação de elementos envolvendo outro ministro do Supremo sem provocação da PF ou do Ministério Público Federal. No material produzido pela PF, o procurador-geral também é citado pelos investigadores. Ofensiva do presidente do Supremo sinaliza pressão contra 'vale-tudo' - Ao pedir informações simultaneamente a dois ministros do Supremo diretamente envolvidos na crise e aos chefes da PGR e da Polícia Federal, Fachin deixa clara sua intenção: elencar a cadeia de decisões que levou à apreensão do celular de Vorcaro, à produção do relatório, à manutenção do sigilo e à consequente divulgação do material. Segundo as informações divulgadas na decisão, Fachin quer esclarecer, em especial, como se deu o acesso e a utilização dos dados e a atuação dos diferentes órgãos no episódio. Em resumo, não é uma simples ordem para que os quatro “expliquem vazamentos”. Como pano de fundo, está uma eventual apuração de maior amplitude sobre a condução do caso e a obediência às regras processuais. Com a ofensiva, Fachin assume o posto de "árbitro" de uma crise que coloca em xeque a própria credibilidade do Supremo. Antes de apertar o cerco para reduzir a temperatura interna, o presidente do STF já havia afirmado que os fatos eram de “especial gravidade” e que as circunstâncias exigiam da presidência do tribunal “serenidade, responsabilidade e firmeza”.
Moraes confronta Mendonça após investigação sigilosa chegar a conversa com Vorcaro
Segundo coluna do Metrópoles, encontro no STF teve clima tenso e quase terminou em agressão física.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Ministros do STF Alexandre de Moraes e André Mendonça protagonizaram uma discussão acalorada após a Polícia Federal apontar Moraes como interlocutor do empresário Daniel Vorcaro, conforme apurou a coluna de Andreza Matais no Metrópoles.
- O encontro, que ocorreu na segunda‑feira (31), terminou em clima de forte tensão, com troca de acusações e risco de agressão física. Mendonça havia solicitado à PF a identificação de quem conversava com Vorcaro, citando o procurador‑geral Paulo Gonet e o diretor‑geral da PF Andrei Rodrigues; Moraes respondeu que tem suas fontes e acusou o colega de direcionar a investigação contra ele, prometendo reagir nos próximos dias.
Foto: Reprodução
Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tiveram uma discussão acalorada após uma investigação da Polícia Federal identificar Moraes como interlocutor do empresário Daniel Vorcaro. As informações são da Coluna Andreza Matais, do Metrópoles. Segundo a publicação, Moraes procurou Mendonça na segunda-feira (31) e foi recebido no gabinete do colega. O encontro, porém, teria terminado em clima de forte tensão, com troca de acusações e uma discussão que, de acordo com a coluna, quase chegou a uma agressão física. Mendonça havia determinado à PF que identificasse quem conversava com Vorcaro em um diálogo no qual eram citados o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A apuração apontou que o interlocutor era Moraes. Na conversa, Vorcaro teria pedido a Moraes “proteção” de Gonet e Andrei Rodrigues. Durante o encontro, Mendonça questionou como Moraes havia tomado conhecimento de uma investigação sigilosa que está sob sua relatoria. Conforme o relato publicado pelo Metrópoles, Moraes respondeu: “Eu tenho minhas fontes. Fui ministro da Justiça”. Ainda segundo a coluna, Moraes acusou Mendonça de direcionar a investigação contra ele. O ministro também estaria se preparando para reagir ao colega nos próximos dias.
Moraes e Mendonça têm bate-boca e quase chegam às vias de fato no STF, afirma colunista
Discussão teria ocorrido após Moraes descobrir o aprofundamento das investigações que identificaram o ministro como suposto destinatário de mensagens de Daniel Vorcaro
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Uma discussão entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e André Mendonça quase resultou em agressão física após Moraes confrontar o colega sobre o avanço de investigações sigilosas no caso Master. Relatada por Mendonça, a apuração da Polícia Federal identificou Moraes como o suposto destinatário de mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, nas quais era solicitada proteção em relação ao procurador-geral Paulo Gonet e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
- O episódio expôs uma crise interna que divide grupos na Corte e no comando da PF sobre os rumos do inquérito e o risco de vazamentos. Enquanto aliados de Moraes articulam questionar Mendonça por suposto desvio de finalidade e tentar retirá-lo da relatoria, o entorno de Mendonça aponta tentativas de blindagem e teme interferências em eventuais negociações de delação premiada de Vorcaro.
Foto: Antônio Augusto | STF
Uma discussão entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), quase terminou em agressão física, segundo informações da colunista Andreza Matais, do Metrópoles. O confronto teria acontecido depois de Moraes tomar conhecimento de que Mendonça havia determinado o aprofundamento das investigações que acabaram identificando o ministro como o suposto destinatário de mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Moraes teria pedido uma conversa com Mendonça para tratar do assunto, mas o encontro acabou em bate-boca. A discussão ficou acalorada e, segundo a apuração, por pouco não evoluiu para agressões físicas. A investigação, que tramita sob sigilo e está sob relatoria de Mendonça, buscou identificar o interlocutor de Vorcaro em mensagens nas quais eram citados o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Após o aprofundamento das apurações, a Polícia Federal concluiu que as mensagens teriam sido enviadas a Moraes. Nos textos, Vorcaro pede suposta “proteção” em relação a Gonet e Andrei Rodrigues. Mendonça também teria questionado como Moraes tomou conhecimento do avanço de uma investigação sigilosa. Já Moraes teria acusado o colega de direcionar as apurações contra ele. Disputa deixa os bastidores - A jornalista Andréia Sadi avalia que o novo pedido de Mendonça no caso Master tornou explícita uma disputa que vinha sendo travada nos bastidores do Supremo. A crise passou a envolver diferentes grupos dentro da Corte e uma disputa sobre os rumos das investigações. No entorno de Mendonça, há a avaliação de que existiram movimentos para limitar o alcance das apurações e impedir que elas avançassem sobre as relações de Vorcaro com políticos e integrantes do Judiciário. Do outro lado, aliados de Moraes, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues reagiram à atuação do relator. Nos bastidores, há quem defenda questionar Mendonça por suposto desvio de finalidade e abuso de autoridade. Também é discutida a possibilidade de tentar retirar Mendonça da relatoria do caso Master. A disputa também chegou ao comando da Polícia Federal. Entre investigadores, há preocupação de que a atuação de Mendonça possa provocar uma crise envolvendo o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. Também há preocupação com possíveis vazamentos de informações sigilosas. A possibilidade de uma colaboração premiada de Daniel Vorcaro é outro ponto de tensão no caso. No entorno de Mendonça, existe desconfiança sobre a resistência enfrentada em negociações anteriores e a avaliação de que uma eventual delação mais ampla poderia revelar relações de Vorcaro com personagens influentes da política e do Judiciário.
























