SUS terá três novos medicamentos para tratamento de câncer de pulmão a partir de outubro
Medida deve ampliar em 35% a oferta de tratamentos oncológicos de alto custo no sistema público de saúde.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A partir de outubro, o Ministério da Saúde incorporará três novos medicamentos de alta tecnologia ao Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento do câncer de pulmão: brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe. Os tratamentos, que chegam a custar até R$ 643 mil ao ano na rede privada, contemplam terapias-alvo orais e imunoterapia, beneficiando inicialmente cerca de 1,9 mil pacientes da rede pública.
- A medida faz parte da Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), política federal com orçamento anual de R$ 2,1 bilhões que disponibilizará 23 medicamentos oncológicos. A iniciativa representa uma expansão de 35% na oferta de terapias contra o câncer no SUS e deve atender mais de 100 mil pessoas.
Foto: Fernando Frazão | Agência Brasil
Três novos medicamentos para o tratamento do câncer de pulmão serão incorporados ao Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de outubro, segundo o Ministério da Saúde. As medicações brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe deverão beneficiar cerca de 1,9 mil pacientes em tratamento na rede pública. Considerados medicamentos de alta tecnologia, os três podem representar um custo de até R$ 643 mil por ano para pacientes que precisam recorrer à rede privada. O brigatinibe e o gefitinibe são terapias-alvo administradas por via oral que atuam sobre alterações específicas presentes nas células cancerígenas e podem ser utilizadas em casa, além de apresentarem menor incidência de alguns efeitos adversos quando comparadas a esquemas tradicionais de quimioterapia. Já o durvalumabe atua sobre o sistema imunológico para aumentar a capacidade do organismo de combater as células tumorais e será destinado a pacientes com câncer de pulmão em estágio 3 que não podem ser submetidos à cirurgia. Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento com o medicamento apresenta ganhos na sobrevida global dos pacientes. A incorporação dos três remédios ocorrerá por meio da Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), política criada pelo governo federal para ampliar o acesso a tratamentos de alto custo no SUS. Ao todo, 23 medicamentos oncológicos serão disponibilizados pela iniciativa, o que, de acordo com o ministério, representa um aumento de 35% na oferta de tratamentos contra o câncer na rede pública. A estimativa do governo é de que mais de 100 mil pessoas sejam beneficiadas pela política, que terá orçamento anual previsto de R$ 2,1 bilhões.
























