Bahia está entre estados com mais combustível irregular
Bahia está entre estados com mais combustível irregular
Levantamento do ICL analisou mais de 3,2 mil amostras em 14 estados.
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
Um estudo do Instituto Combustível Legal (ICL) identificou irregularidades em 28% das amostras de gasolina, etanol e diesel comercializadas no Brasil ao longo de 2025. O levantamento analisou mais de 3.200 amostras em 14 estados, por meio do programa “Cliente Misterioso”. A Bahia aparece com destaque negativo e figura entre os cinco estados com maior incidência de combustível irregular no país, ao lado de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Goiás.Dentro do estado, o estudo aponta a existência de “zonas de risco”, com maior probabilidade de fraude no eixo metropolitano. Salvador, Lauro de Freitas e Camaçari concentram os principais registros de irregularidades. As fraudes identificadas se dividem em dois tipos principais. O mais recorrente na Bahia é a fraude volumétrica, conhecida como “bomba baixa”. Nesse caso, dispositivos eletrônicos ou softwares adulterados fazem com que a bomba registre um volume maior do que o efetivamente abastecido, levando o consumidor a pagar por combustível que não recebe.O segundo grupo envolve problemas de qualidade, como excesso de etanol anidro na gasolina, adição de metanol e mistura de solventes. Essas práticas comprometem a queima do combustível e podem causar danos ao motor. Além do prejuízo financeiro imediato e da evasão fiscal, o uso contínuo de combustível adulterado pode danificar componentes do veículo, como bicos injetores, velas, filtros, bomba de combustível e catalisador.A fiscalização é realizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) e pelos Procons, que reforçam o papel do consumidor no combate às irregularidades. Por lei, os postos são obrigados a realizar o teste de qualidade do combustível na presença do cliente, sempre que solicitado, além do teste de litragem para verificar se o volume abastecido corresponde ao valor pago.























