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Levantamento ouviu 2.028 eleitores entre 24 e 26 de abril; margem de erro é de dois pontos percentuais27 Abr 2026 / 13h00

PF cumpriu mandados de busca e apreensão contra Beto Oliveira, de Ibipitanga, e Alan França, de Boquira, dentro de investigações sobre desvios de emendas enviadas por deputado baiano
Foto: Reprodução
A quarta fase da Operação Overclean, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (27) para avançar nas investigações sobre um esquema de desvios de emendas parlamentares, resultou no afastamento de dois prefeitos tidos como lideranças expressivas em duas cidades do interior baiano por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Um deles é o empresário Humberto Raimundo Rodrigues de Oliveira, mais conhecido como Beto Oliveira (PT), prefeito de Ibipitanga, cidade de aproximadamente 14 mil habitantes localizada no Sudoste do estado. Eleito pela primeira vez em 2008, Oliveira renovou o mandato na sucessão de 2012 com 77% dos votos válidos e se tornou, hoje, a principal força política do município. Em 2020, o petista concorreu ao terceiro mandato e ganhou a corrida em Ibipitanga em uma eleição mais apertada, por 55% a 45%, contra um antigo aliado, o advogado Aluisio Antonio Mendes de Araújo, o Tõe de Xavier, ex-vice-prefeito da cidade de 2013 a 2016. Na ocasião, Tõe foi eleito na chapa liderada por Beto Oliveira. Em 2024, conseguiu se reeleger com 63% dos votos. O segundo prefeito afastado por determinação do STF foi Alan França (PSB), que comanda desde janeiro deste ano a cidade de Boquira, também no Sudoeste do estado. Ex-secretário de Saúde do município, França ganhou capilaridade com apoio do então prefeito da cidade, o médico veterinário Luciano de Oliveira e Silva, o Luciano da Farmácia (PSB), e foi alçado ao posto de novo líder do grupo político que representa.
Ao todo, a PF cumpriu 16 mandados de busca e apreensão na nova etapa da Overclean. Além do dois prefeitos, foram alvos também o ex-prefeito de Paratinga, Marcel José Carneiro de Carvalho (PT), e Marcelo Chaves Gomes, assessor parlamentar do deputado federal Félix Mendonça Júnior, presidente do PDT na Bahia, que teve o sigilo telefônico quebrado por ordem do ministro do Supremo Kassio Nunes Marques.
A ação investiga o repasse irregular de emendas parlamentares enviadas pelo deputado aos três municípios do estado, com indícios de que o assessor dele, Marcelo Chaves Gomes, atuava como principal operador financeiro do esquema. A nova fase da Overclean investiga indícios de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos e lavagem de dinheiro.
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