Angelo Coronel não descarta sabotagem após susto em voo de ACM Neto
Parlamentar afirmou que Cenipa e Polícia Federal devem apurar se houve falha mecânica, humana ou ação provocada.11 Jun 2026 / 13h30

Em contrapartida, o centrão tem interesse no comando da Caixa Econômica Federal, da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e em órgãos como os ministérios do Esporte e do Desenvolvimento Social
Por: Juliana Rodrigues
Foto: José Cruz | Agência Brasil
- Após meses de uma relação turbulenta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), estão finalmente encaminhando um acordo para que o centrão passe a integrar a base aliada do governo no Congresso Nacional. Em um telefonema na manhã de sexta-feira (7), os dois sinalizaram a "intenção" de dar prosseguimento a essa união. De acordo com O Valor, Lula teria se comprometido, durante a conversa, a acomodar o grupo em cargos na Esplanada dos Ministérios. Entre os espaços de interesse do centrão estão a Caixa Econômica Federal, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e órgãos como os ministérios do Esporte e do Desenvolvimento Social. O "namoro" do presidente com o centrão começou já na quarta-feira (5), antes da votação da reforma tributária. Na ocasião, deputados do grupo chegaram a se reunir com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT), e informaram que o grupo tem interesse de passar a integrar a base governista se o Planalto ceder cargos e espaço na estrutura federal. Apesar da reunião com Padilha, foi só a ligação entre Lula e Lira que teria simbolizado o aval. Na conversa, no entanto, Lula explicou que não conseguiria negociar cargos às vésperas de votações tão importantes, mas pediu que Lira garantisse a aprovação para que, em seguida, ele iniciasse as negociações. As conversas sobre os cargos devem começar na próxima semana, durante o recesso parlamentar. Essa negociação tem sido fundamental para que presidente da Câmara acelere as votações de interesse do Planalto antes do recesso da Casa. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a reforma tributária e o projeto que muda a regra de empate nos julgamentos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).
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