Varejo da Bahia deve faturar R$ 15,2 bilhões no Dia das Mães
Setores básicos puxam alta, enquanto segmentos dependentes de crédito devem recuar.28 Abr 2026 / 05h42

Alta acompanha valorização do petróleo no mercado internacional
Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
O preço da gasolina voltou a subir nos postos de combustíveis em todo o país, mesmo sem um reajuste oficial da Petrobras. Levantamentos semanais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam aceleração nos valores cobrados ao consumidor nas últimas semanas, em meio à alta do petróleo no mercado internacional, influenciada pelo agravamento das tensões geopolíticas envolvendo o Irã. Na semana encerrada em 28 de fevereiro, quando o conflito teve início, o preço médio da gasolina no Brasil era de R$ 6,28 por litro, com leve queda de 0,32% em relação à semana anterior. A partir de então, os valores passaram a subir: em 7 de março, o litro foi vendido a R$ 6,30; na semana seguinte, chegou a R$ 6,46; e, em 21 de março, alcançou R$ 6,65. No período, a alta acumulada foi de aproximadamente 5,9%. O último reajuste da Petrobras no preço da gasolina ocorreu em janeiro deste ano, quando houve redução de 5,2%. O aumento mais recente foi anunciado em julho de 2024, de 1,72%. Já o diesel teve reajuste em 13 de março, com alta de 11,6% nas refinarias. Segundo a ANP, o preço médio do diesel chegou a R$ 7,65 por litro na segunda semana de março, alta de 20,6% em relação ao fim de fevereiro. Especialistas explicam que a elevação da gasolina nas bombas ocorre em um cenário em que a Petrobras não é mais a única responsável pela formação de preços. Parte do parque de refino está sob controle de empresas privadas, e a distribuição também é feita por diferentes companhias, o que permite ajustes ao longo da cadeia, independentemente de mudanças nos valores praticados pela estatal. O impacto imediato da alta deve ser limitado no IPCA-15 de março, que será divulgado nesta quinta-feira (26), já que o período de coleta do índice inclui semanas em que os preços ainda estavam mais estáveis. Economistas avaliam, no entanto, que o efeito será mais perceptível no IPCA cheio de março, com divulgação prevista para abril. Estimativas de analistas indicam que a gasolina pode registrar alta entre 2,8% e 3,5% no índice mensal, contribuindo de forma relevante para a inflação do período. Segundo especialistas, além do petróleo, fatores como o preço do etanol anidro — que compõe cerca de 26% da gasolina vendida nos postos — e as margens de revenda também influenciam as variações observadas ao consumidor. Economistas ressaltam que, embora o cenário internacional pressione os preços, oscilações no mercado interno podem ocorrer mesmo sem relação direta com conflitos externos, devido à dinâmica própria do setor de combustíveis no Brasil.
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