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Produto estava em caixa de encomenda dentro de ônibus de viagem29 Abr 2026 / 12h30

Dona Chica sobre as dificuldades da vida: Se fosse, eu poderia dizer que era ruim, mas eu te falo que vida é boa, e só resta vontade de viver
Por: Tiago Rego | Sudoeste Bahia
Foto: Acervo Pessoal
- Foi veiculado neste último domingo (18), no Jornal Correio, da cidade de Salvador, a história da caetiteense de 74 anos, Francisca Valdivino, conhecida por Dona Chica. A matéria de uma página inteira é assinada pela jornalista Fernanda Santana, que descreve parte da trajetória de Dona Chica, de forma poética, ao mesmo tempo que roteiriza os acontecimentos de vida de Dona Chica. Em um dos trechos da narrativa, Fernanda conta a passagem da vida de Dona Chica, da perda trágica de três dos seus oito filhos, vítimas de suicídio entre os anos de 1998 e 2016. Em vez de se entregar à dor, Dona Chica fez desta perda o impulso para ajudar inúmeras pessoas em situação de vulnerabilidade social em Caetité. “Nos últimos tempos, Francisca Valdivino, conhecida por Dona Chica em Caetité, no sudoeste baiano, diz: “Acho que desaprendi [a cantar], a música foi saindo de mim”. Ainda assim, Dona Chica canta, porque a música não saiu completamente. “Tem gente que fala que a vida é ruim. Se fosse, eu poderia dizer que era ruim, mas eu te falo que vida é boa, e só resta vontade de viver.
Foto: Acervo Pessoal
Dona Chica teve três dos oito filhos vítimas de suicídio, entre 1998 e 2016, e queria compor dezenas de músicas para cada um deles. Fez diferente: mandou derrubar o pé de manga e o coqueiro que existiam nos fundos de casa e passou a receber homens, mulheres e crianças que conhecem a fome. Há 13 anos, Dona Chica promove, na casa dela e do marido, um sopão conhecido na cidade. Não é música, mas ela pensou que fazia sentido ajudar outras pessoas. A ideia veio de um vizinho, que um dia a avistou chorando. “Por que você não dá um sopão? Algo para ajudar?”. Mas, Dona Chica tinha pouco, talvez o suficiente para a família”, diz assim um trecho da matéria. A fé de Dona Chica - Dona Chica reza todos os dias. Católica por vocação, ela tem diversas imagens de santos católicos no interior de sua residência. E conforme conta Fernanda, assim que seu coração aperta, ela fecha os olhos e reza. “Tem horas que as pessoas falam: você é uma mulher forte. Eu não sou forte, é de Deus, Deus nunca me deixou parar”, confessou Dona Chica que foi presenteada com um capelinha, ao lado de sua casa, onde ela se abriga para rezar durantes várias vezes ao dia. A íntegra da matéria do Correio pode ser acessada aqui.
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