Lula deve anunciar Desenrola 2.0 nesta semana, diz Durigan
Ministro se reuniu com representantes de divernos bancos do país para acordo final das condições do novo programa de renegociação de dívidas27 Abr 2026 / 18h00

Levantamento mostra que quase 40 mil servidores estão entre os 1% mais ricos
Foto: Divulgação | TJ-BA
O Brasil lidera o gasto com supersalários no serviço público entre países da Europa e das Américas. Entre agosto de 2024 e julho de 2025, a despesa chegou a R$ 20 bilhões, valor mais de vinte vezes superior ao da Argentina, segunda colocada do levantamento. O estudo, conduzido pelo pesquisador Sergio Guedes-Reis, da Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD), aponta a dimensão do problema. Segundo a pesquisa, 53,5 mil servidores ativos e inativos recebem acima do teto remuneratório de R$ 46.366,19, número que supera amplamente o de outras nações avaliadas. O grupo representa 1,34% do universo de quatro milhões de funcionários públicos analisados, distribuídos entre Executivo, Judiciário, Ministérios Públicos, Legislativo e órgãos federais e estaduais. A maior concentração está no Poder Judiciário, com 21 mil integrantes responsáveis por R$ 11,5 bilhões. Nos Ministérios Públicos, 10,3 mil membros somam R$ 3,2 bilhões. No governo federal, 12,2 mil servidores ultrapassam o limite legal, somando R$ 4,33 bilhões, sobretudo em carreiras jurídicas. A Câmara também conta com mil funcionários acima do teto. O levantamento compara ainda esses rendimentos à renda da população em geral. A mediana anual brasileira é de R$ 28 mil, enquanto quase 40 mil servidores ultrapassam R$ 685 mil ao ano. Quase metade pertence à magistratura e parte relevante ao Ministério Público, compondo o grupo do 1% mais rico do país.
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