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Levantamento ouviu 1.200 pessoas entre 23 e 27 de abril29 Abr 2026 / 09h00

Ação investiga esquema que teria desviado mais de R$ 12 milhões por meio de contratos superfaturados e clínicas de fachada.
Foto: Polícia Civil
A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta terça-feira (18), a segunda etapa da Operação USG, conduzida pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD) e pela Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (DECCOR). Mandados judiciais são cumpridos na Bahia e no Piauí, ampliando as investigações sobre o desvio de recursos públicos. As diligências ocorrem em residências de médicos, ex-secretários municipais de saúde, agentes políticos e clínicas que mantinham contratos com o município. Todos são suspeitos de envolvimento em um esquema que, segundo a apuração, desviou mais de R$ 12 milhões. A fase atual inclui ainda bloqueio de contas bancárias e sequestro de bens de investigados e de três clínicas utilizadas na estrutura do grupo.
Foto: Polícia Civil da Bahia
De acordo com o Draco-LD, o grupo criminoso utilizava clínicas de fachada e contratos superfaturados para justificar pagamentos por serviços médicos que não eram prestados. Entre as irregularidades identificadas estão exames incompatíveis com a demanda do município, plantões fictícios, listas de pacientes com dados incoerentes e notas fiscais emitidas para encobrir atendimentos inexistentes. A nova etapa foi deflagrada após análise de documentos e mídias apreendidos em dezembro de 2024, na primeira fase da operação. O material levantado forneceu indícios suficientes para aprofundar a investigação e identificar novos envolvidos.Cerca de 80 policiais participam da ação, com efetivos do Draco-LD, da DECCOR, da 11ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Barreiras) e da Polícia Civil do Piauí.
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