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Levantamento ouviu 1.200 pessoas entre 23 e 27 de abril29 Abr 2026 / 09h00

Mandados foram cumpridos em Alagoas e Pernambuco, com bloqueio de até R$ 10 milhões, afastamento de PMs e suspensão de lojas de armas.
Foto: Polícia Civil da Bahia
A segunda fase da Operação Fogo Amigo foi deflagrada na manhã desta terça-feira (27) e teve como alvo uma organização criminosa especializada na venda ilegal de armas e munições para facções que atuam na Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais ligados a lojistas e policiais militares suspeitos de integrar o esquema. As ações ocorreram nos municípios de Arapirina e Petrolina, em Pernambuco, e em Maceió, Arapiraca e Marechal Deodoro, em Alagoas.A Justiça também determinou o sequestro de bens e o bloqueio de valores de até R$ 10 milhões dos investigados. Além disso, duas lojas de comercialização de armas tiveram as atividades suspensas por funcionarem de forma irregular. Quatro policiais militares foram afastados cautelarmente de suas funções. Segundo as investigações, o grupo atuava de forma organizada e interestadual, abastecendo facções criminosas com armas e munições, fortalecendo o poder de fogo do crime e ampliando a violência em diversos estados do Nordeste.A operação é resultado de investigação conjunta do Ministério Público da Bahia, por meio do Gaeco Norte, e da Polícia Federal. A ação contou com o apoio da Cipe Caatinga, do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior de Pernambuco (Bepi), das Corregedorias da Polícia Militar da Bahia e de Pernambuco e do Exército Brasileiro. Durante o cumprimento dos mandados, materiais e documentos foram apreendidos e serão analisados para aprofundar as apurações e identificar outros possíveis envolvidos no esquema.A Operação Fogo Amigo teve sua primeira fase deflagrada em 21 de maio de 2024, quando a polícia mirou uma organização criminosa formada por policiais militares da Bahia e de Pernambuco, CACs e lojistas de armas. Na ocasião, foram cumpridos 20 mandados de prisão preventiva e 33 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, Pernambuco e Alagoas.Os alvos incluíam agentes de segurança pública, empresários e estabelecimentos comerciais suspeitos de vender armas, munições e acessórios de forma ilegal para facções criminosas. Os investigados podem responder por: Organização criminosa (Lei 12.850/2013); Comércio ilegal de armas e munições (Estatuto do Desarmamento); Lavagem de dinheiro (Lei 9.613/98); Falsidade ideológica (art. 299 do Código Penal). Somadas, as penas podem chegar a até 35 anos de prisão.
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