TJ-BA impõe regras para visitas de deputados em hospitais estaduais da Bahia
Decisão atende pedido do Estado e determina cumprimento de protocolos da Sesab para visitas e ações de fiscalização em unidades hospitalares.10 Jun 2026 / 11h00

Acordos firmados com artistas e empresários impactam 620 contratos em mais de 200 municípios e reduzem gastos públicos com festas juninas.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Foto: Divulgação
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) informou que já garantiu uma economia superior a R$ 21 milhões nas contratações artísticas para os festejos juninos de 2026. O resultado é fruto de acordos firmados com artistas, bandas e empresários do setor, em uma iniciativa voltada à redução de gastos públicos sem comprometer a realização das festas tradicionais nos municípios baianos. Segundo o órgão, 44 artistas aderiram voluntariamente aos compromissos desde o fim de maio. As negociações, conduzidas com apoio do Centro de Autocomposição e Construção de Consensos (Compor), alcançaram 620 contratos firmados por mais de 200 prefeituras. A economia estimada chega a R$ 21,05 milhões, o equivalente a uma redução média de 11,57% nos cachês analisados. Entre os nomes que aceitaram os ajustes estão artistas consagrados do forró e da música popular, como Adelmário Coelho, Mastruz com Leite, Limão com Mel, Solange Almeida, Devinho Novaes, Tyrone, Netto Brito, Daniel Vieira, Fulô de Mandacaru, Chambinho do Acordeon, Silvano Sales e Paula Fernandes. De acordo com a promotora de Justiça Rita Tourinho, coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Defesa do Patrimônio Público (Caopam), a iniciativa busca garantir maior equilíbrio entre a valorização dos artistas e a responsabilidade na aplicação dos recursos públicos. O debate ganhou repercussão após o cantor Flávio José anunciar que não realizará apresentações na Bahia durante o período junino de 2026. O artista havia questionado a redução dos valores de contratação e retirou o estado de sua agenda de São João. Segundo Rita Tourinho, representantes do cantor participaram de uma reunião com o Ministério Público, mas não houve consenso. “Tentamos de todo jeito fazer algum tipo de diálogo. Ele não acatou absolutamente nada, disse que não faz acordo absolutamente algum. Essa foi uma decisão dele”, afirmou a promotora. O MP-BA destaca que os parâmetros adotados não representam tabelamento de cachês, mas servem como referência técnica para avaliar a compatibilidade dos valores contratados com os preços praticados no mercado.
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