Justiça autoriza promotor investigado por grilagem e venda de sentenças a retomar o cargo
Wallace Carvalho Mesquita de Barros estava afastado desde agosto de 2024, após ser alvo da Operação Liga da Justiça
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) revogou a medida cautelar que afastava o promotor de Justiça Wallace Carvalho Mesquita de Barros, investigado por suspeita de integrar um esquema de grilagem de terras e venda de sentenças. Com isso, Wallace Carvalho Mesquita de Barros foi autorizado a retomar o exercício de suas funções.A decisão foi proferida na última quarta-feira (1º) e faz parte das investigações da Operação Liga da Justiça, que apura a atuação de um suposto esquema criminoso em Porto Seguro e região. O grupo é suspeito de utilizar influência sobre a estrutura do Judiciário para obter vantagens ilícitas.
Foto: Reprodução
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) revogou a medida cautelar que determinava o afastamento do promotor de Justiça Wallace Carvalho Mesquita de Barros, investigado por suspeita de integrar um suposto esquema de grilagem de terras, agiotagem e venda de sentenças no sul da Bahia. A informação foi confirmada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), que informou que a decisão foi proferida na última quarta-feira (1º). Com isso, Wallace Carvalho Mesquita de Barros foi autorizado a retomar o exercício de suas funções. O promotor estava afastado desde agosto de 2024, quando foi alvo da Operação Liga da Justiça, que apura a atuação de um suposto esquema criminoso em Porto Seguro e região. Segundo as investigações, o grupo é suspeito de utilizar influência sobre a estrutura do Judiciário para obter vantagens ilícitas. Entre os crimes apurados estão grilagem de terras, agiotagem com cobrança de juros abusivos, venda de decisões judiciais e uso de processos para favorecer aliados e facilitar a apropriação de imóveis de alto valor. Até o momento, não houve divulgação de manifestação da defesa do promotor sobre a decisão do TJ ou sobre as investigações.
Desembargadora afastada por suspeita de venda de sentenças recebeu R$ 1,3 milhão
Desembargadora afastada por suspeita de venda de sentenças recebeu R$ 1,3 milhão
Segundo investigação, magistrada é acusada de integrar esquema de corrupção e lavagem de dinheiro ligado à venda de decisões judiciais no oeste baiano
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago recebeu aproximadamente R$ 1,3 milhão em salários desde seu afastamento em abril de 2024, devido à suspeita de envolvimento em um esquema de venda de sentenças investigado pela Operação Faroeste. As informações, divulgadas pelo jornal Estadão, apontam que o Tribunal de Justiça da Bahia efetuou pagamentos mensais médios de R$ 54,3 mil à magistrada durante os 24 meses de afastamento cautelar, sendo R$ 104 mil líquidos recebidos apenas em abril deste ano.
- Maria do Socorro é acusada de integrar o núcleo principal do esquema, que envolve corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro ligadas à comercialização de decisões judiciais e disputas fundiárias no oeste da Bahia. Segundo as investigações, ela teria simulado empréstimos para ocultar o recebimento de propinas. Em resposta, a defesa da desembargadora nega as acusações, reiterando sua convicção na inocência e afirmando que não há comprovação de ilícitos.
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A desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago recebeu cerca de R$ 1,3 milhão em salários desde que foi afastada do cargo, em abril de 2024, por suspeita de participação em um esquema de venda de sentenças investigado na Operação Faroeste. As informações foram divulgadas pelo jornal Estadão. A defesa da magistrada nega as acusações. Segundo a publicação, o Tribunal de Justiça da Bahia registrou média mensal de R$ 54,3 mil pagos à desembargadora durante os 24 meses de afastamento cautelar. Em abril deste ano, quando se tornou ré após decisão do Superior Tribunal de Justiça, Maria do Socorro recebeu o maior contracheque do período: R$ 104 mil líquidos. Apenas em 2026, os pagamentos já somam cerca de R$ 267 mil. Em 2025, segundo o Estadão, ela recebeu R$ 664 mil. De acordo com investigações da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, a desembargadora integraria o núcleo principal do esquema investigado pela Operação Faroeste. O caso envolve suspeitas de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro relacionadas à venda de decisões judiciais e disputas fundiárias no oeste da Bahia. Também se tornaram réus no processo Adailton Maturino dos Santos e Geciane Souza Maturino dos Santos. Segundo a PGR, a magistrada teria simulado empréstimos com familiares no valor de R$ 480 mil para ocultar pagamentos de propina supostamente feitos por Adailton Maturino, por meio de cheques emitidos por empresas ligadas ao investigado. Ao Estadão, a defesa afirmou que não há comprovação de ilícitos e sustentou que os fatos apresentados pela acusação não foram confirmados durante a instrução processual. “A defesa reafirma sua convicção na absoluta inocência da desembargadora”, declararam os advogados em nota enviada ao jornal.























