Fotos mostram viagem de Lulinha com lobista em jatinho de 20 milhões de dólares, diz revista
Registros mostram filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em viagem com lobista Roberta Luchsinger; Presidência foi procurada, mas não respondeu
Por: João Caires
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- A reportagem da revista Veja traz fotos que mostram a lobista Roberta Luchsinger viajando com o filho do presidente, Fabio Luis da Silva (Lulinha), a bordo de um jatinho Embraer Praetor 600, avaliado em mais de 20 milhões de dólares, durante uma visita à Finlândia e em eventos de alto padrão, como uma festa de réveillon em mansão alugada pela própria lobista.
- As imagens também revelam Lulinha ao lado de empresários como Marcelo Checon e de autoridades como Swedenberger Barbosa, enquanto a Polícia Federal investiga suspeitas de tráfico de influência e a ampliação de contratos federais ligados a essas relações, gerando intenso debate sobre possíveis irregularidades na gestão federal.
Foto: Reprodução | Revista Veja
Fotos obtidas pela revista Veja mostram que a lobista Roberta Luchsinger viajou na companhia do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o empresário Fabio Luis da Silva, conhecido como Lulinha. Uma das fotos mostra Lulinha, a lobista e amigos em um jatinho Embraer Praetor 600, cujo modelo novo é avaliado em mais de 20 milhões de dólares. Segundo a reportagem, a imagem foi captada durante uma viagem à Finlândia. Em outro registro, Lulinha, a lobista e um amigo posam em frente à aeronave. Procurada por Veja, a defesa de Lulinha negou irregularidades e afirmou que os registros se devem à amizade entre o filho do presidente e a empresária. O Estadão procurou a Presidência da República, que não respondeu até a publicação desta reportagem.
Foto: Reprodução | Revista Veja
O espaço segue aberto. Em outra imagem a que Veja teve acesso, Lulinha e Roberta posam ao lado do empresário Marcelo Checon. Segundo a reportagem, após janeiro de 2023, ao mesmo tempo que Checon estreitava seus laços de amizade com Lulinha e Roberta, uma de suas firmas expandiu o valor dos contratos que detinha com a gestão federal. Em outra imagem, Lulinha aparece em uma festa de réveillon em uma mansão alugada pela lobista. O filho do presidente posa ao lado de Swedenberger Barbosa, atual chefe-adjunto do gabinete pessoal de Lula, e de Marco Aurélio Santana, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente. Neste sábado, 17, em entrevista à CNN, Roberta Luchsinger afirmou que Lulinha reuniu-se com diversos ministros da gestão federal. A lobista e o filho do presidente são investigados pela Polícia Federal por tráfico de influência.
Lobista diz que Lulinha reuniu-se inúmeras vezes com ministros e quer fazer delação sem poupar Lula
Roberta Luchsinger declarou em entrevista à CNN que o filho do presidente tinha acesso a ministros do governo e teria ajudado construtora a obter contratos; o Palácio do Planalto e a defesa de Lulinha ainda não se manifestaram
Por: Levy Teles
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- A lobista Roberta Luchsinger anunciou que pretende firmar acordo de delação premiada, afirmando que não poupará ninguém, inclusive o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu filho Fábio Lula, também investigados por tráfico de influência. Em entrevista à CNN Brasil, ela denunciou ameaças de morte, criticou duramente Lula, chamando‑o de “mau‑caráter” e “covarde”, e detalhou supostos contatos frequentes com ministros e autoridades do Palácio do Planalto para favorecer clientes, enquanto nega envolvimento em fraudes ao INSS.
- A defesa de Lulinha ainda não se manifestou, e o governo nega qualquer vínculo contratual decorrente das visitas da lobista a órgãos federais. O caso ganhou destaque após Lula chamar Luchsinger de “pilantra” e “Vorcaro feminino”, intensificando o embate político e as investigações da Polícia Federal sobre possíveis esquemas de influência e corrupção.
Foto: Reprodução | CNN
A lobista Roberta Luchsinger quer fazer um acordo de delação premiada e disse que não irá poupar nem o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e nem o filho mais velho de Lula, Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, amigo dela. Ela também afirmou que Lulinha esteve “inúmeras vezes” com ministros. “Vou fazer uma delação premiada porque não serei eu o boi de piranha”, disse. A lobista e o filho do presidente são investigados pela Polícia Federal por tráfico de influência. O Planalto ainda não se manifestou nem a defesa de Lulinha. Chamada de pilantra por Lula em entrevistas, a lobista revidou e disse que o presidente é mau-caráter, mentiroso, senil e machista. Ela também relatou receber ameaças de morte e temer pela segurança das filhas. “(A Polícia Federal) vai poder fazer o trabalho dela investigativo e contar com minha absoluta colaboração. Eu não vou poupar ninguém. Pode ser o presidente da República, que a meu ver é um grande mau caráter, é um grande mentiroso, e eu repito, um grande covarde. Não vou poupar filho de presidente, ninguém, porque o que está em questão é a verdade”, disse Roberta à CNN Brasil. Roberta também é investigada por sua relação com Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como artífice do esquema de fraudes a benefícios previdenciários. Ela nega participação no esquema. A defesa critica vazamentos de informações sigilos e diz que só vai se manifestar nos processos. As investigações mostram que ela usava acessos ao Palácio do Planalto, como ao filho do presidente e ao ex-chefe de gabinete, para tentar emplacar negócios de seus clientes. A lobista Roberta Luchsinger fez mais de 40 visitas a órgãos do governo federal desde o início do terceiro mandato de Lula. O governo nega ter havido desdobramentos contratuais a partir de reuniões de Luchsinger. A lobista disse que decidiu dar entrevista após ser chamada de “pilantra” e equiparada a Daniel Vorcaro, do Banco Master por Lula. Ela disse que o presidente teve uma atitude “canalha, covarde, de mau-caráter”. “No momento em que o presidente da República foi ao ar para mais de 200 milhões de telespectadores falar que eu era uma pilantra por uma, duas, três vezes, eu tive que tomar a minha própria defesa. Venho tentando ser calada. Venho sofrendo o que os olhos atrás dessa câmera não veem”, disse. Lula negou conhecer Luchsinger já chamou ela de “pilantra” em entrevista ao jornal nacional e de “Vorcaro feminino”. Lula também disse que Roberta teria atribuído a ele uma suposta oferta de cargo no governo, o que negou. Em razão do silêncio de Lulinha após os ataques feitos pelo presidente, Luchsinger chamou o filho de Lula de “covarde como o pai”. Na entrevista, Luchsinger disse que Lula mentiu ao falar que Lulinha nunca esteve com algumas das principais autoridades do governo federal. “O Lula é um grande mentiroso quando fala: ‘Ela é uma pilantra, mas meu filho, não. Meu filho jamais sentou com algum ministro. O filho dele sentava semanalmente com ministros, seja para trocar figurinha, seja para trocar outro tipo de diálogo. Eu sentava com ministros para discutir pautas relativas a políticas públicas”, disse. A lobista disse que Lula sabe quem ela é e agora diz não conhecê-la. “Acho que a principal coisa que ele tem certeza é que a melhor amiga do filho dele sou eu. O filho dele vivia comigo para cima e para baixo para todo lado, como ele não vai saber?” questionou. “Ele esqueceu, talvez, acho o presidente pode estar esclerosado e não se lembra, isso é normal. Ele está com 80 anos pode estar com alguma senilidade e não lembra. Ele não lembrava nem do Bolsa Família. Ele nunca sabe de nada do entorno dele.”
Lula diz que filho terá direito de provar inocência em investigação da PF
Lula diz que filho terá direito de provar inocência em investigação da PF
Presidente afirmou que não interfere no trabalho da Polícia Federal e defendeu o direito à ampla defesa.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Lula afirmou que "todo mundo tem o direito de provar ser inocente" ao comentar a investigação da Polícia Federal que envolve seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, por suspeitas de tráfico de influência e corrupção em favor de empresas junto ao governo federal. Ele destacou que não interfere no trabalho dos órgãos de investigação e defendeu a ampla defesa.
- O presidente também alertou para a cautela diante das informações divulgadas durante as investigações, ressaltando que a mesma lógica se aplica a qualquer pessoa, inclusive membros da família, e que ninguém está impune se cometer erro.
Foto: Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que "todo mundo tem o direito de provar ser inocente" ao comentar a investigação da Polícia Federal que envolve seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, por suspeitas de tráfico de influência e corrupção em favor de empresas junto ao governo federal. A declaração foi dada em entrevista à Record, na noite deste domingo (23). Durante a conversa, Lula afirmou que não interfere no trabalho dos órgãos de investigação e defendeu que todos tenham direito à ampla defesa. "Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora, eu não ameaço delegado. Todo mundo tem o direito de provar ser inocente. Se isso acontecer, eles serão perdoados, mas se alguém cometeu erro, e esse erro for ser prejuízo aos quais todos essas pessoas terão que pagar", declarou. O presidente também disse que é preciso cautela diante das informações divulgadas durante as investigações e afirmou que o mesmo entendimento vale para qualquer pessoa, inclusive integrantes de sua família. "Olha, eu acho que há muita ilação e nós temos que tomar muito cuidado com isso. Quando começa a vazar [informações] você pode perder o equilíbrio. [...] Eu tenho dito para pessoas que são inocentes: 'provem, não tem coragem de ser investigado, de participar de inquérito'. Isso vale pro meu filho, vale pra qualquer pessoa. Ninguém está impune se cometeu erro", acrescentou.
Flávio Dino autoriza abertura de terceiro inquérito envolvendo Lulinha
Flávio Dino autoriza abertura de terceiro inquérito envolvendo Lulinha
Filho do presidente já é alvo de outros dois inquéritos que investigam suspeitas de tráfico de influência, corrupção e possível favorecimento de interesses privados em órgãos federais
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um terceiro inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. A investigação, solicitada pela Polícia Federal (PF), visa apurar a suspeita de atuação de um grupo que realizava negócios ilícitos envolvendo setores do governo federal. Na mesma decisão, Dino também determinou a abertura de um quarto procedimento para apurar o vazamento de informações sigilosas relacionadas ao caso.
- Esta nova frente de investigação se soma a outros dois inquéritos autorizados recentemente pelo ministro André Mendonça, também no STF. As investigações anteriores de Mendonça buscam apurar supostos crimes de corrupção e tráfico de influência em contratos públicos envolvendo o Ministério da Saúde, a Dataprev e outras repartições federais, elevando para quatro o total de inquéritos abertos contra Lulinha em menos de uma semana.
Foto: Gustavo Moreno | STF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (4) a abertura de um terceiro inquérito envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A investigação foi solicitada pela Polícia Federal (PF) e tem como objetivo apurar a suspeita de atuação de um grupo que teria realizado negócios ilícitos envolvendo setores do governo federal. Lulinha já é investigado em outros dois procedimentos que tramitam no Supremo a partir de apurações conduzidas pela PF. Na mesma decisão, Dino também autorizou a abertura de um quarto inquérito, igualmente solicitado pela Polícia Federal, para investigar o suposto vazamento de informações sigilosas relacionadas ao caso. Esta é a terceira solicitação de investigação da PF contra Lulinha autorizada em menos de uma semana. Em 30 de julho, o ministro André Mendonça determinou a abertura de um inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência e corrupção em negociações envolvendo o Ministério da Saúde. De acordo com a Polícia Federal, o filho do presidente Lula teria atuado em benefício de interesses ligados ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS". No dia seguinte, Mendonça autorizou uma segunda investigação para apurar se Lulinha teria favorecido empresários interessados em contratos com a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) e outros órgãos federais.
PF pede ao STF abertura de terceiro inquérito para investigar Lulinha por suposto tráfico de influência
Defesa do filho do presidente Lula nega irregularidades, afirma que ele está à disposição da Justiça e vê perseguição nas investigações
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Polícia Federal (PF) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, por suposta prática do crime de tráfico de influência. Os dois pedidos de investigação anteriores que tratam da mesma suspeita foram autorizados pelo ministro André Mendonça, enquanto o relator do novo caso ainda não foi definido por sorteio. O filho do presidente da República reside atualmente em Madri, na Espanha, e afirma, por meio de nota, estar inteiramente à disposição das autoridades brasileiras para prestar os esclarecimentos necessários.
- Por sua vez, a defesa de Lulinha, representada pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, contesta a abertura de um novo inquérito sobre o mesmo fato e alega que há uma perseguição de cunho político com o objetivo de atingir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em ano eleitoral. O advogado criticou publicamente o vazamento de informações sigilosas do processo, comparando a situação aos métodos utilizados durante a Operação Lava Jato, e confirmou uma reunião com o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, para debater a condução das três investigações.
Foto: Reprodução
A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um terceiro inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suposta prática do crime de tráfico de influência. Até o momento, não foi divulgado qual ministro será o relator responsável por analisar o novo pedido. Os dois pedidos anteriores de investigação, que tratam da mesma suspeita, foram distribuídos por sorteio ao ministro André Mendonça, que autorizou a instauração dos respectivos inquéritos. A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade e afirma que ele está à disposição das autoridades brasileiras para prestar esclarecimentos, caso seja convocado. Atualmente, o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reside em Madri, na Espanha. O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou considerar incomum a abertura de um terceiro inquérito sobre o mesmo suposto crime e sustentou que há uma tentativa de perseguição contra seu cliente com o objetivo de atingir politicamente o presidente da República, que disputará a reeleição neste ano. Ainda segundo a defesa, o advogado deve se reunir nesta segunda-feira com o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, para discutir as três investigações. Marco Aurélio também criticou o vazamento de informações relacionadas aos inquéritos, afirmando que a situação remete aos métodos adotados durante a Operação Lava Jato.
























