Defesa de Bolsonaro desiste de pedir suspensão da pena no STF horas após protocolar recurso
Pedido havia sido apresentado a Nunes Marques nesta quinta-feira (24), mas foi retirado horas depois.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A defesa de Jair Bolsonaro desistiu, nesta quinta‑feira (24), do pedido para suspender a execução da pena de 27 anos e três meses imposta pelo STF no caso da tentativa de golpe de Estado. A solicitação, feita horas antes ao ministro Kassio Nunes Marques, foi substituída por uma petição que apenas homologa a desistência da medida cautelar, mantendo a revisão criminal em curso.
- A revisão criminal continua sob relatoria de Nunes Marques, sem retirada da defesa, enquanto Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março de 2026. O recuo da estratégia foi motivado por reavaliação jurídica, após a Corte já ter rejeitado a tese de que o caso deveria ser julgado pelo Plenário do STF.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom | Agência Brasil
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro desistiu nesta quinta-feira (24) do pedido para suspender o cumprimento da pena de 27 anos e três meses de prisão imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo sobre a tentativa de golpe de Estado. A solicitação havia sido apresentada horas antes ao ministro Kassio Nunes Marques, relator da revisão criminal protocolada pela defesa no Supremo. Em uma nova petição, os advogados pediram a homologação da desistência especificamente da medida cautelar, enquanto a revisão criminal deve continuar tramitando normalmente. O pedido inicial buscava interromper a execução da pena até o julgamento definitivo da revisão e tinha como um dos principais argumentos o questionamento sobre a competência da Primeira Turma do STF para julgar o caso. A defesa sustentava que Bolsonaro deveria ter sido julgado pelo Plenário da Corte, sob o argumento de que os fatos atribuídos a ele ocorreram durante o exercício da Presidência da República. Essa tese já havia sido apresentada durante o julgamento e rejeitada pela Primeira Turma. A defesa também alegou que o acesso ao conjunto de provas da investigação teria ocorrido de forma tardia e incompleta. Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025 e passou a cumprir a pena em novembro daquele ano. Desde março de 2026, ele cumpre prisão domiciliar por decisão judicial. A revisão criminal continua sob relatoria de Nunes Marques e não foi retirada pela defesa. Segundo informações divulgadas nesta quinta-feira, o recuo ocorreu após uma reavaliação da estratégia de defesa.
Moraes ordena destruição de sete armas apreendidas de Bolsonaro
Moraes ordena destruição de sete armas apreendidas de Bolsonaro
Decisão do ministro do STF não inclui pistola Glock apreendida em junho com um segurança do ex-presidente.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a destruição de sete armas apreendidas de Jair Bolsonaro, decisão que será executada pelo Comando de Operações Especiais do Exército. A ordem não abrange a pistola Glock calibre 9 mm, ainda sob custódia, cuja destinação será analisada após o término das investigações.
Foto: Reprodução
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (1º) a destruição de sete armas de Jair Bolsonaro (PL). A ordem será cumprida pelo Comando de Operações Especiais do Exército Brasileiro. Segundo Moraes, o Código Penal prevê, como efeito da condenação, a perda de instrumentos utilizados na prática de crimes em favor da União, além de bens obtidos por meio de infrações. A decisão não inclui uma pistola Glock calibre 9 milímetros que pertence ao ex-presidente e foi apreendida em junho com um de seus seguranças durante uma blitz. De acordo com o ministro, a destinação definitiva da arma será analisada posteriormente, após a conclusão das investigações e a avaliação sobre a necessidade de mantê-la para a apuração dos fatos. Até uma nova decisão, a arma permanecerá sob custódia no procedimento investigatório relacionado ao caso. Moraes afirmou que os armamentos apreendidos e utilizados ou destinados à atuação da associação criminosa armada são considerados instrumentos do crime e, por isso, estão sujeitos ao confisco como consequência da condenação. A apreensão da pistola em junho levou Moraes a avaliar a possibilidade de revogar a prisão domiciliar de Bolsonaro e determinar seu retorno à unidade prisional conhecida como Papudinha. Em julho, o ministro autorizou a manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente por tempo indeterminado e determinou que ele entregasse todas as dez armas que possuía. Também revogou a autorização para porte e os certificados de registro dos armamentos. Bolsonaro foi condenado pelo STF em setembro de 2025 no processo que apurou a tentativa de golpe de Estado. Em novembro daquele ano, foi preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, após tentar romper a tornozeleira eletrônica. Em janeiro de 2026, foi transferido para a Papudinha, no Complexo da Papuda.
























