Lula usa dados de emprego para criticar gastos com jogos
Lula usa dados de emprego para criticar gastos com jogos
Presidente participou da divulgação de dados da Rais e defendeu o uso responsável do crédito e do dinheiro.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o uso excessivo de dinheiro em jogos e defendeu o consumo responsável durante a divulgação dos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Ele enfatizou que o problema está em assumir dívidas sem retorno para a vida financeira das pessoas e defendeu a orientação para que a população gaste apenas o que está dentro do próprio orçamento.
- De acordo com os dados apresentados pelo governo, o Brasil acumulou um saldo positivo de 10,1 milhões de empregos entre janeiro de 2023 e junho de 2026. Os setores de serviços, comércio, indústria, construção e agropecuária registraram crescimento, com os serviços tendo a maior alta, de 42% em relação a 2023. No entanto, os números mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicam uma desaceleração na contratação formal.
Foto: Ricardo Stuckert | PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou a divulgação dos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), nesta quinta-feira (13), para criticar o uso de dinheiro em jogos e defender o consumo responsável. Lula afirmou que não é contra o endividamento, desde que a dívida tenha um objetivo e possa ser paga. Segundo o presidente, o problema está em assumir dívidas sem retorno para a vida financeira das pessoas. Ele também defendeu que a população seja orientada a gastar apenas o que está dentro do próprio orçamento. Ao falar sobre jogos, Lula criticou o ciclo de dívidas provocado por apostas e afirmou que muitas pessoas acabam tentando recuperar perdas com novos gastos. A participação do presidente na divulgação dos dados da Rais foi considerada incomum. Lula normalmente não participa de eventos específicos dos ministérios. De acordo com os dados apresentados pelo governo, o Brasil acumulou saldo positivo de 10,1 milhões de empregos entre janeiro de 2023 e junho de 2026. Desse total, 5,35 milhões correspondem a vínculos no setor privado e 4,75 milhões ao setor público. O crescimento foi registrado nos setores de serviços, comércio, indústria, construção e agropecuária. Serviços tiveram a maior alta, de 42% em relação a 2023. Na agropecuária, o avanço foi de 5%. Entre as regiões, Norte e Centro-Oeste apresentaram os maiores crescimentos no período, de 34,7% e 28,6%, respectivamente. Apesar do resultado acumulado positivo, os números mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicam uma desaceleração na contratação formal. Entre abril e junho, o Caged registrou os piores resultados para o período desde 2020, durante a pandemia. Pela Rais, a variação acumulada no primeiro semestre de 2026 foi de 2,6%. Em 2025, o Brasil tinha 59,9 milhões de empregos formais, 5% a mais que no ano anterior. O aumento representou 2,8 milhões de vínculos. A maior parte dos trabalhadores estava no regime celetista, com 46,1 milhões de vínculos. O setor público reunia outros 12,6 milhões de servidores estatutários.
Prejuízo dos Correios sobe para R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026
Prejuízo dos Correios sobe para R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026
Resultado foi impactado por provisões trabalhistas bilionárias, aumento das despesas financeiras e queda nas receitas de serviços e encomendas.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- Os Correios encerraram o primeiro trimestre de 2026 com um prejuízo de R$ 3,16 bilhões, o que representa quase o dobro das perdas registradas no mesmo período do ano anterior, intensificando a crise financeira da estatal. Os números, divulgados nas demonstrações financeiras da empresa, refletem uma combinação de queda nas receitas, aumento nas despesas e um significativo reconhecimento de passivos judiciais que pressionaram o balanço.
- A receita bruta da companhia caiu 2,2% no período, somando R$ 4,04 bilhões, impactada pela retração nos segmentos de encomendas, mensagens e postagens internacionais. Apesar da redução em custos operacionais e gastos com pessoal, o balanço foi severamente afetado pelo reconhecimento de uma provisão adicional de R$ 1,06 bilhão para ações trabalhistas e pelo salto nas despesas financeiras. Em operação no vermelho desde 2022, os Correios buscam reverter o cenário através de um amplo processo de reestruturação e modernização.
Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
Os Correios encerraram o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo de R$ 3,16 bilhões, resultado que representa um agravamento da crise financeira enfrentada pela estatal. O valor é quase o dobro das perdas registradas no mesmo período do ano passado, quando o resultado negativo ficou em R$ 1,7 bilhão. Os números foram divulgados nas demonstrações financeiras da empresa e refletem um cenário de queda nas receitas, aumento das despesas e reconhecimento de passivos judiciais que pressionaram o balanço. Entre janeiro e março deste ano, a receita bruta com vendas e prestação de serviços somou R$ 4,04 bilhões, uma redução de 2,2% em comparação ao mesmo período de 2025. Os principais segmentos da companhia — encomendas, mensagens e postagens internacionais — registraram retração, afetando diretamente o faturamento. Apesar da redução das receitas, a empresa conseguiu diminuir parte dos custos operacionais. As despesas relacionadas aos serviços prestados caíram 7,6%, enquanto os gastos com pessoal tiveram redução de 4,1%. Segundo a estatal, o Programa de Demissão Voluntária (PDV) implementado anteriormente contribuiu para esse resultado. O principal impacto negativo veio da revisão de processos trabalhistas. Os Correios reconheceram uma provisão adicional de R$ 1,06 bilhão referente a ações judiciais, elevando o valor total reservado para contingências trabalhistas para R$ 4,66 bilhões. A medida atende a recomendações de órgãos de controle que questionavam a retirada dessa obrigação dos balanços anteriores. Outro fator que pesou nas contas foi o avanço das despesas financeiras, que saltaram de R$ 283 milhões para R$ 985 milhões na comparação anual. O resultado ocorre após a estatal registrar prejuízo recorde de R$ 8,5 bilhões em 2025. Desde 2022, os Correios operam no vermelho e tentam recuperar o equilíbrio financeiro por meio de um amplo processo de reestruturação. A atual gestão aposta na reorganização das contas e na modernização das operações para reverter o cenário nos próximos anos.























