TCM descobre 244 baterias compradas para 51 veículos e multa prefeito de Ibitiara
Tribunal apontou mais de 150 trocas em menos de um ano e identificou falhas na fiscalização dos contratos.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) multou o prefeito de Ibitiara, Wilson dos Santos Souza, após identificar irregularidades na compra e substituição de baterias da frota municipal. Entre 2022 e 2024, a prefeitura adquiriu 244 baterias para apenas 51 veículos e realizou 203 trocas, sendo 152 delas em menos de 12 meses no mesmo automóvel, o que levanta dúvidas sobre a qualidade das baterias ou problemas mecânicos não resolvidos.
- A investigação apontou ausência de ordens de serviço, laudos técnicos e histórico de manutenção, e embora não tenha constatado prejuízo direto ao erário, o TCM constatou falha na fiscalização dos contratos e aplicou multa de R$ 3 mil ao gestor, decisão que ainda pode ser recorrida.
Foto: Reprodução
O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) multou o prefeito de Ibitiara, Wilson dos Santos Souza, o "Wilson de Bududa", após identificar irregularidades na compra e substituição de baterias da frota municipal. Segundo o órgão, entre 2022 e 2024 a prefeitura adquiriu 244 baterias para apenas 51 veículos e realizou 203 substituições, sendo que 152 delas aconteceram em menos de 12 meses no mesmo automóvel. Para a relatora do processo, o volume de trocas levanta dúvidas sobre a qualidade das baterias fornecidas ou sobre possíveis problemas mecânicos na frota que não foram solucionados pela administração. A investigação também apontou ausência de ordens de serviço, laudos técnicos e histórico de manutenção dos veículos. Apesar de não identificar prejuízo direto aos cofres públicos, o TCM concluiu que houve falha na fiscalização dos contratos e aplicou multa de R$ 3 mil ao gestor. A decisão ainda cabe recurso.
Lula usa dados de emprego para criticar gastos com jogos
Lula usa dados de emprego para criticar gastos com jogos
Presidente participou da divulgação de dados da Rais e defendeu o uso responsável do crédito e do dinheiro.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o uso excessivo de dinheiro em jogos e defendeu o consumo responsável durante a divulgação dos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Ele enfatizou que o problema está em assumir dívidas sem retorno para a vida financeira das pessoas e defendeu a orientação para que a população gaste apenas o que está dentro do próprio orçamento.
- De acordo com os dados apresentados pelo governo, o Brasil acumulou um saldo positivo de 10,1 milhões de empregos entre janeiro de 2023 e junho de 2026. Os setores de serviços, comércio, indústria, construção e agropecuária registraram crescimento, com os serviços tendo a maior alta, de 42% em relação a 2023. No entanto, os números mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicam uma desaceleração na contratação formal.
Foto: Ricardo Stuckert | PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou a divulgação dos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), nesta quinta-feira (13), para criticar o uso de dinheiro em jogos e defender o consumo responsável. Lula afirmou que não é contra o endividamento, desde que a dívida tenha um objetivo e possa ser paga. Segundo o presidente, o problema está em assumir dívidas sem retorno para a vida financeira das pessoas. Ele também defendeu que a população seja orientada a gastar apenas o que está dentro do próprio orçamento. Ao falar sobre jogos, Lula criticou o ciclo de dívidas provocado por apostas e afirmou que muitas pessoas acabam tentando recuperar perdas com novos gastos. A participação do presidente na divulgação dos dados da Rais foi considerada incomum. Lula normalmente não participa de eventos específicos dos ministérios. De acordo com os dados apresentados pelo governo, o Brasil acumulou saldo positivo de 10,1 milhões de empregos entre janeiro de 2023 e junho de 2026. Desse total, 5,35 milhões correspondem a vínculos no setor privado e 4,75 milhões ao setor público. O crescimento foi registrado nos setores de serviços, comércio, indústria, construção e agropecuária. Serviços tiveram a maior alta, de 42% em relação a 2023. Na agropecuária, o avanço foi de 5%. Entre as regiões, Norte e Centro-Oeste apresentaram os maiores crescimentos no período, de 34,7% e 28,6%, respectivamente. Apesar do resultado acumulado positivo, os números mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicam uma desaceleração na contratação formal. Entre abril e junho, o Caged registrou os piores resultados para o período desde 2020, durante a pandemia. Pela Rais, a variação acumulada no primeiro semestre de 2026 foi de 2,6%. Em 2025, o Brasil tinha 59,9 milhões de empregos formais, 5% a mais que no ano anterior. O aumento representou 2,8 milhões de vínculos. A maior parte dos trabalhadores estava no regime celetista, com 46,1 milhões de vínculos. O setor público reunia outros 12,6 milhões de servidores estatutários.
Prejuízo dos Correios sobe para R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026
Prejuízo dos Correios sobe para R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026
Resultado foi impactado por provisões trabalhistas bilionárias, aumento das despesas financeiras e queda nas receitas de serviços e encomendas.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Os Correios encerraram o primeiro trimestre de 2026 com um prejuízo de R$ 3,16 bilhões, o que representa quase o dobro das perdas registradas no mesmo período do ano anterior, intensificando a crise financeira da estatal. Os números, divulgados nas demonstrações financeiras da empresa, refletem uma combinação de queda nas receitas, aumento nas despesas e um significativo reconhecimento de passivos judiciais que pressionaram o balanço.
- A receita bruta da companhia caiu 2,2% no período, somando R$ 4,04 bilhões, impactada pela retração nos segmentos de encomendas, mensagens e postagens internacionais. Apesar da redução em custos operacionais e gastos com pessoal, o balanço foi severamente afetado pelo reconhecimento de uma provisão adicional de R$ 1,06 bilhão para ações trabalhistas e pelo salto nas despesas financeiras. Em operação no vermelho desde 2022, os Correios buscam reverter o cenário através de um amplo processo de reestruturação e modernização.
Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
Os Correios encerraram o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo de R$ 3,16 bilhões, resultado que representa um agravamento da crise financeira enfrentada pela estatal. O valor é quase o dobro das perdas registradas no mesmo período do ano passado, quando o resultado negativo ficou em R$ 1,7 bilhão. Os números foram divulgados nas demonstrações financeiras da empresa e refletem um cenário de queda nas receitas, aumento das despesas e reconhecimento de passivos judiciais que pressionaram o balanço. Entre janeiro e março deste ano, a receita bruta com vendas e prestação de serviços somou R$ 4,04 bilhões, uma redução de 2,2% em comparação ao mesmo período de 2025. Os principais segmentos da companhia — encomendas, mensagens e postagens internacionais — registraram retração, afetando diretamente o faturamento. Apesar da redução das receitas, a empresa conseguiu diminuir parte dos custos operacionais. As despesas relacionadas aos serviços prestados caíram 7,6%, enquanto os gastos com pessoal tiveram redução de 4,1%. Segundo a estatal, o Programa de Demissão Voluntária (PDV) implementado anteriormente contribuiu para esse resultado. O principal impacto negativo veio da revisão de processos trabalhistas. Os Correios reconheceram uma provisão adicional de R$ 1,06 bilhão referente a ações judiciais, elevando o valor total reservado para contingências trabalhistas para R$ 4,66 bilhões. A medida atende a recomendações de órgãos de controle que questionavam a retirada dessa obrigação dos balanços anteriores. Outro fator que pesou nas contas foi o avanço das despesas financeiras, que saltaram de R$ 283 milhões para R$ 985 milhões na comparação anual. O resultado ocorre após a estatal registrar prejuízo recorde de R$ 8,5 bilhões em 2025. Desde 2022, os Correios operam no vermelho e tentam recuperar o equilíbrio financeiro por meio de um amplo processo de reestruturação. A atual gestão aposta na reorganização das contas e na modernização das operações para reverter o cenário nos próximos anos.
























