HGG enfrenta alta demanda e denúncias de suposto favorecimento político
HGG enfrenta alta demanda e denúncias de suposto favorecimento político
Pacientes relatam dificuldades para conseguir internações e procedimentos; Sesab afirma que atendimento segue critérios clínicos e técnicos.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- O Hospital Geral de Guanambi, uma das principais referências da rede pública de saúde no sudoeste da Bahia, enfrenta reclamações de demora no atendimento e dificuldade de acesso a internações e procedimentos.
- A alta demanda tem provocado situações que repercutem entre usuários e nas redes sociais, incluindo vídeos de pacientes aguardando atendimento em corredores do hospital. O Hospital Geral de Guanambi atende pacientes de mais de 40 municípios e alcança uma população estimada de 1 milhão de pessoas.
Foto: Reprodução
O Hospital Geral de Guanambi (HGG), uma das principais referências da rede pública de saúde no sudoeste da Bahia, enfrenta reclamações relacionadas à demora no atendimento e à dificuldade de acesso a internações e determinados procedimentos. A unidade atende pacientes de mais de 40 municípios da região, alcançando uma população estimada em mais de 1 milhão de pessoas. A alta demanda tem provocado situações que repercutem entre usuários e nas redes sociais, incluindo vídeos de pacientes aguardando atendimento em corredores do hospital. Pacientes, no entanto, relatam que o atendimento é considerado satisfatório depois da internação. Para eles, uma das principais dificuldades está justamente em conseguir acesso à unidade e a determinados procedimentos diante da grande procura pelos serviços. Além das queixas sobre o atendimento, também surgiram relatos de uma possível interferência política no acesso a serviços do hospital. Segundo pessoas que afirmam conhecer a rotina da unidade, haveria situações em que pacientes de determinados municípios conseguiriam atendimento sem passar pelos fluxos regulares de regulação do Sistema Único de Saúde (SUS). Também foram levantadas suspeitas de que procedimentos cirúrgicos poderiam ser liberados para pessoas ligadas a vereadores ou grupos políticos. Até o momento, porém, as denúncias não foram acompanhadas de documentos ou provas públicas que confirmem eventual favorecimento. Por isso, os relatos são apresentados como alegações, e a reportagem procurou a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). A Sesab negou qualquer uso político da rede estadual de saúde. Segundo a secretaria, os atendimentos seguem critérios técnicos, assistenciais e clínicos, sem distinção por vínculos políticos, partidários ou eleitorais. De acordo com a pasta, a prioridade é definida pela necessidade de saúde do paciente, e não pelo município de origem ou por critérios políticos. Em casos de cirurgias, internações em UTI e outros procedimentos, a definição considera a avaliação clínica e a indicação das equipes de saúde. Especificamente sobre o HGG, a Sesab informou que cirurgias e demais procedimentos seguem os fluxos estabelecidos pelo SUS, levando em conta a indicação médica, a condição clínica do paciente, a disponibilidade e a organização dos serviços. A secretaria afirmou ainda que não adota critérios políticos para autorizar ou priorizar procedimentos e que não compactua com qualquer tentativa de utilização da assistência à saúde para fins político-partidários. A Sesab informou que denúncias acompanhadas de informações que permitam a verificação dos fatos podem ser encaminhadas aos canais oficiais de controle e fiscalização. Dessa forma, eventuais casos de favorecimento político no acesso aos serviços do HGG dependem de comprovação e apuração pelos órgãos competentes.























