TSE dá 48 horas para que Meta esclareça possível restrição a posts da campanha de Lula
PT apresentou dois levantamentos para embasar a acusação de prejuízo à candidatura do atual presidente; Empresa dona do Instagram, WhatsApp e Facebook diz que “alegações são falsas e não encontram respaldo nos fatos”
Por: Mateus Maia
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- O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu à Meta um prazo de 48 horas para esclarecer as acusações de restrição seletiva de posts da campanha de Lula feitas pelo PT, exigindo a preservação de registros, logs de moderação, dados de anúncios e métricas, além de detalhar as medidas aplicadas aos perfis oficiais e de terceiros desde 16 de agosto. O TSE também solicitou que a Meta explique anomalias nas visualizações de vídeos, o fundamento da desativação da conta de anúncios em 23 de setembro, a identificação da rede de 255 perfis e a aplicação da regra de exclusão de perfis de candidatos, enquanto a Agência Lupa e o Instituto Democracia em Xeque foram chamados a apresentar suas metodologias.
- Após a resposta da Meta, que negou as alegações afirmando serem falsas e sem respaldo nos fatos, a coligação e a Procuradoria‑Geral Eleitoral terão 24 horas cada para se manifestar antes que o pedido de tutela de urgência seja avaliado.
Foto: Reprodução | Adobe Stock
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estipulou, neste sábado, 10, o prazo de 48 horas para que a Meta preste esclarecimentos sobre a acusação de restrição seletiva a posts da campanha de Lula, feita pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Segundo o despacho, a Meta deve: Preservar todos os registros, logs de moderação, dados de anúncios e métricas relacionados ao caso; Informar, perfil a perfil, todas as medidas aplicadas desde 16 de agosto aos perfis oficiais de Lula e às contas de terceiros, como redução de alcance, exclusão de recomendação, restrição de busca, etc.; Explicar as anomalias nas métricas dos vídeos publicados em 7 de outubro, inclusive se houve recontagem ou expurgo de visualizações; Especificar o fundamento concreto da desabilitação da conta de anúncios da campanha em 23 de setembro; Demonstrar se identificou a rede de 255 perfis e quais providências adotou; Descrever como aplica a regra de exclusão de perfis de candidatos dos sistemas de recomendação (art. 28, § 1º-A, da Res.-TSE nº 23.610/2019) e se o faz de forma idêntica para as duas candidaturas. O Tribunal também oficiou a Agência Lupa e o Instituto Democracia em Xeque para que apresentem a metodologia de seus levantamentos. Após a resposta da Meta, a coligação e a Procuradoria-Geral Eleitoral terão 24 horas cada para se manifestar, e o pedido de tutela de urgência será então apreciado. A Meta afirmou, em nota, que as alegações feitas mais cedo pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são “simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos”. “ As alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos. Muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas. Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos”, afirmou a Meta, em nota.
TSE suspende candidatura de Renan Santos, do Missão, nas eleições 2026
TSE suspende candidatura de Renan Santos, do Missão, nas eleições 2026
Decisão do ministro Dias Toffoli impede atos de campanha na internet, repasses do fundo eleitoral e participação do candidato em debates.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu a candidatura de Renan Santos (Missão) à Presidência da República, impedindo a campanha na internet, o recebimento de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e a participação do candidato em debates.
- A decisão, confirmada pelo porta-voz do Movimento Brasil Livre, foi motivada pela falta de informação dos endereços de sites, blogs, redes sociais e aplicativos de mensagens utilizados na divulgação da candidatura, violando a legislação eleitoral que exige a comunicação desses canais no registro ou em até 24 horas após sua criação.
Foto: Reprodução
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu, nesta segunda-feira (31), a candidatura de Renan Santos (Missão) à Presidência da República. A medida afeta atos de campanha na internet, o recebimento de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e a participação do candidato em debates. A decisão foi confirmada por Ricardo Almeida, porta-voz e coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL). Segundo ele, Renan Santos deve realizar uma coletiva de imprensa às 17h desta segunda para comentar a determinação. O processo é relatado pelo ministro Dias Toffoli. De acordo com a decisão, a candidatura foi suspensa porque a campanha não teria informado à Justiça Eleitoral os endereços de sites, blogs, redes sociais e aplicativos de mensagens utilizados na divulgação da candidatura. A legislação eleitoral determina que os canais digitais já existentes sejam informados no momento do registro da candidatura. No caso de novas contas, a comunicação à Justiça Eleitoral deve ser feita em até 24 horas após a criação. Com a decisão, a campanha de Renan Santos fica impedida de utilizar os canais digitais não regularizados, além de sofrer restrições relacionadas ao financiamento eleitoral e à participação do candidato em debates. O caso ainda poderá ter novos desdobramentos na Justiça Eleitoral.
























