Ministério da Saúde lança campanha nacional para alertar sobre os riscos das apostas on-line
Campanha será veiculada na TV, rádio e redes sociais e orienta a população sobre prevenção e tratamento pelo SUS.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional de conscientização sobre os riscos associados às apostas on-line, conhecidas popularmente como bets. A iniciativa, que será veiculada em rádio, TV e redes sociais, alerta para consequências graves do uso excessivo dessas plataformas, tais como endividamento, problemas de saúde mental e conflitos familiares, além de direcionar os cidadãos aos serviços de tratamento e acolhimento gratuitos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
- Como parte de uma estratégia integrada, o governo federal também destacou outras ações regulatórias já implementadas para conter os impactos negativos das bets. Entre as principais medidas estão a criação de uma ferramenta de autoexclusão voluntária, que já conta com cerca de 1 milhão de usuários, e a restrição rigorosa das regras de publicidade, que agora proíbem a associação de apostas a investimentos ou sucesso financeiro e exigem alertas obrigatórios sobre os riscos envolvidos.
Foto: Reprodução | Agência Brasil
O Ministério da Saúde lançou, neste domingo (26), uma campanha nacional para conscientizar a população sobre os riscos das apostas on-line, conhecidas como bets. A ação será divulgada em emissoras de TV, rádio e redes sociais durante o período de retomada do Campeonato Brasileiro e de outras competições esportivas, que contam com o patrocínio de casas de apostas. A campanha alerta para os impactos do uso excessivo das plataformas, como problemas de saúde mental, endividamento e dificuldades familiares. Além disso, informa onde as pessoas podem buscar acolhimento e tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o Ministério da Saúde, o atendimento especializado pode ser feito de forma sigilosa pelo aplicativo Meu SUS Digital. Também é possível receber assistência presencial nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). O governo federal informou que já adotou outras medidas para reduzir os impactos das apostas. Entre elas está uma plataforma de autoexclusão, criada em dezembro de 2025, que permite ao usuário bloquear voluntariamente o acesso às plataformas de apostas. De acordo com o governo, cerca de 1 milhão de pessoas já utilizaram o serviço. Outra medida foi o endurecimento das regras para a publicidade das bets. Agora, as propagandas não podem associar as apostas à ideia de investimento ou sucesso financeiro e devem conter alertas obrigatórios sobre os riscos da atividade.
Fachin diz que apostas clandestinas financiam organizações criminosas
Fachin diz que apostas clandestinas financiam organizações criminosas
Presidente do STF afirmou que plataformas clandestinas são usadas para lavagem de dinheiro e outras atividades criminosas.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente do STF, Edson Fachin, alertou sobre o uso de plataformas clandestinas de apostas esportivas por organizações criminosas no Brasil. Ele afirmou que isso facilita a lavagem de dinheiro, criação de empresas de fachada e integração com outras modalidades criminosas. O mercado clandestino de apostas pode fortalecer facções criminosas e ter uma forte dimensão transnacional.
- O encontro da Rede Nacional de Magistrados com Competência em Criminalidade Organizada discutiu estratégias de combate às organizações criminosas e aperfeiçoamento da atuação do Poder Judiciário.
Foto: Antonio Augusto | STF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (14) que plataformas clandestinas de apostas esportivas têm sido utilizadas por organizações criminosas para a prática de diversos crimes no Brasil. A declaração foi feita durante o primeiro encontro da Rede Nacional de Magistrados com Competência em Criminalidade Organizada. Ao abordar os desafios no combate ao crime organizado, Fachin destacou que o mercado ilegal de apostas eletrônicas se tornou um instrumento para movimentação de recursos ilícitos e fortalecimento de facções criminosas. "Um exemplo elucidativo dessa complexidade crescente é a relação entre o crime organizado e o mercado de apostas eletrônicas. As plataformas clandestinas são utilizadas como instrumento de organizações criminosas", afirmou o ministro. Segundo o presidente do STF, o uso dessas plataformas favorece uma série de práticas ilegais, entre elas a lavagem de dinheiro, a criação de empresas de fachada e a integração com outras modalidades criminosas. "O mercado clandestino de apostas favorece práticas como lavagem de dinheiro, formação de estruturas empresariais aparentemente lícitas, integração com outras atividades ilícitas, tráfico, contrabando, corrupção, além de apresentarem forte dimensão transnacional", declarou Fachin. O encontro reuniu magistrados especializados no enfrentamento ao crime organizado para discutir estratégias de combate às organizações criminosas e aperfeiçoar a atuação do Poder Judiciário diante do avanço de crimes financeiros e transnacionais. Nos últimos anos, o crescimento do mercado de apostas esportivas no Brasil tem ampliado o debate sobre fiscalização, regulamentação e combate às operações ilegais, especialmente diante das suspeitas de utilização dessas plataformas para ocultação de recursos provenientes de atividades criminosas.
























