BC pode limitar Pix de empresas com falhas de segurança
BC pode limitar Pix de empresas com falhas de segurança
Medidas em estudo preveem limitações para instituições que descumprirem requisitos de segurança cibernética e buscam reduzir o risco de novos ataques hackers.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- O Banco Central do Brasil estuda implementar novas regras regulatórias para limitar o acesso ao Pix por parte de instituições financeiras que apresentem vulnerabilidades em sua segurança cibernética. A proposta visa permitir a aplicação de sanções preventivas e cautelares imediatas, como a limitação de horários, dias e valores para transações, além da suspensão do registro de novas chaves Pix. A medida busca dar mais agilidade à supervisão da autoridade monetária, evitando fraudes antes que processos administrativos demorados sejam concluídos na Justiça.
- A iniciativa ganhou urgência após uma série de ataques cibernéticos em 2025 que resultaram em prejuízos de aproximadamente R$ 1,5 bilhão, incluindo um desvio expressivo de R$ 813 milhões envolvendo a empresa C&M Software. Para embasar a nova regulamentação e identificar gargalos tecnológicos, o Banco Central iniciou um diagnóstico do setor por meio de um questionário com mais de 400 perguntas enviado às instituições financeiras sobre infraestrutura de TI, uso de inteligência artificial e proteção de dados.
Foto: Marcello Casal jr | Agência Brasil
O Banco Central (BC) estuda criar novas regras para restringir o acesso ao Pix por instituições financeiras que não cumprirem os requisitos mínimos de segurança cibernética. A proposta faz parte de um conjunto de medidas para reforçar a proteção do sistema financeiro nacional após ataques hackers que provocaram desvios bilionários de recursos nos últimos anos. Pelas mudanças em discussão, instituições que apresentarem fragilidades em seus mecanismos de proteção poderão sofrer sanções preventivas. Entre as medidas avaliadas estão a limitação de horários, dias e valores para transações via Pix, além da proibição do registro de novas chaves no sistema de pagamentos instantâneos. Atualmente, o Banco Central pode aplicar multas e outras penalidades em casos de descumprimento das normas do Pix. No entanto, segundo técnicos da autoridade monetária, os processos administrativos costumam ser demorados e frequentemente acabam sendo contestados na Justiça. Com o novo modelo regulatório, o objetivo é permitir que a área de supervisão adote medidas cautelares antes que falhas de segurança resultem em prejuízos aos usuários e ao sistema financeiro. A expectativa é incentivar bancos e instituições de pagamento a ampliar os investimentos em tecnologia e proteção contra ataques cibernéticos. Enquanto as novas regras são elaboradas, o Banco Central iniciou uma ampla avaliação das instituições reguladas. Um questionário com mais de 400 perguntas foi enviado para medir o nível de segurança das empresas, incluindo estrutura de tecnologia da informação, utilização de inteligência artificial e mecanismos de proteção de dados relacionados às chaves Pix. As respostas servirão de base para identificar instituições com maior exposição a riscos e orientar futuras ações de fiscalização. O debate ganhou força após uma série de ataques registrados em 2025. Segundo o Banco Central, os prejuízos causados por fraudes e invasões chegaram a cerca de R$ 1,5 bilhão. O maior caso envolveu a empresa C&M Software, responsável por serviços tecnológicos ao sistema financeiro, quando cerca de R$ 813 milhões foram desviados de contas utilizadas por bancos e instituições de pagamento para operações do Pix.
Tempo de espera na regulação da saúde aumenta em 14 especialidades na Bahia
Tempo de espera na regulação da saúde aumenta em 14 especialidades na Bahia
Auditoria do TCE aponta demora maior para cirurgias e consultas; Sesab não se posicionou
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Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
O tempo de espera para atendimento em diversas especialidades médicas na Bahia aumentou nos últimos anos, segundo auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA) julgada em outubro. O relatório mostra que, entre 2019 e 2024, houve piora em 14 das 26 especialidades monitoradas. De acordo com o levantamento, pacientes que antes aguardavam em média 4 dias por uma cirurgia torácica agora esperam 10,4 dias, podendo chegar a 17 dias em algumas regiões. Também houve aumento na espera por consultas em áreas como Hematologia (7,8 dias), Oncologia (6,7 dias), Urologia (5,7 dias) e Pneumologia (5,6 dias). Apesar da ampliação de leitos, o TCE concluiu que a rede estadual continua insuficiente para reduzir os atrasos. Apenas 9 especialidades tiveram melhora no tempo de resposta e 3 permaneceram iguais. O relatório também apontou problemas estruturais, como falta de médicos nas centrais de regulação, predominância de servidores terceirizados e ausência de concursos públicos desde 2019. Outro ponto destacado foi a centralização da regulação: desde 2020, os complexos regionais foram desmobilizados e a Central Estadual de Regulação (CER) passou a absorver quase toda a demanda, atendendo 389 municípios e mais de 13 milhões de pessoas. Especialistas ouvidos pelo TCE afirmam que a demora está ligada à baixa cobertura da atenção básica e à escassez de profissionais especializados em áreas críticas, como oncologia e hematologia. A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) foi procurada para comentar os resultados da auditoria, mas não respondeu até a última atualização desta reportagem.
Regulação de apostas online será concluída até julho, divulga Ministério da Fazenda
As normas complementarão a portaria com as regras para as empresas de auditoria das apostas online, publicada em fevereiro deste ano
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Foto: Senado Federal
- A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda divulgou documento que mostra que a regulamentação do mercado de apostas online será concluída até o início do segundo semestre de 2024. As normas complementarão a portaria com as regras para as empresas de auditoria das apostas online, publicada em fevereiro. Serão quatro etapas para a regulamentação. Na primeira fase, prevista para ser concluída até o final deste mês, as portarias vão estabelecer as regras gerais dos meios de pagamento, os requisitos técnicos e de segurança dos sistemas de apostas. Além das regras, condições e abertura do pedido de autorização para exploração comercial das apostas de quota fixa em todo o país. A segunda etapa está prevista para o final de maio. A terceira, até o fim de junho. A quarta e última fase final do cronograma, que acontece em julho, prevê mais duas portarias. A primeira definirá o conceito de jogo responsável. Já a segunda, detalha os procedimentos para efetivar as destinações sociais, assegurando que as contribuições da indústria das apostas beneficiem a sociedade de maneira transparente.
Demanda por regulação na Bahia cresce mais de 900% em janeiro
Demanda por regulação na Bahia cresce mais de 900% em janeiro
No início da semana, fila tinha 257 baianos
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Foto: Reprodução | GOV/BA
- O aumento dos casos de Covid-19 na Bahia fez crescer, consequentemente, a fila de regulação para leitos de internamento em toda Bahia. Desde o início de janeiro o aumento da espera por uma vaga hospitalar ultrapassou os 900%. Em 1º de janeiro eram 25 pessoas na fila – oito para Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e 17 para leitos clínicos. Já na última segunda-feira (24), eram 257 baianos na espera – 75 para UTI e 182 para a enfermaria - o que representa um aumento de 928%. O aumento foi de 837.5% quando analisados apenas os números relativos à UTI. Já para os leitos clínicos, o crescimento foi de 970,6%. A estratégia da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) para lidar com o crescimento nos números foi aumentar, também, a quantidade de leitos. O número de leitos de UTI exclusivos para o novo coronavírus passou de 546 para 609, neste mesmo período. Mesmo com o crescimento, algumas regiões do estado apresentam ocupação acima de 70% para os leitos de UTI. A região Nordeste do estado, onde ficam localizados os municípios de Alagoinhas e Ribeira do Pombal, é a mais crítica, com 88%, segundo dados de monitoramento da Sesab.
























