AGU solicita ao STF perda do cargo do ministro Marco Buzzi
AGU solicita ao STF perda do cargo do ministro Marco Buzzi
Ministro foi condenado pelo STJ em processo disciplinar envolvendo acusações de assédio
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Advocacia‑Geral da União (AGU) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a perda definitiva do cargo do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, condenado em processo disciplinar por assédio sexual. O pedido inclui ainda a suspensão do salário do magistrado até o julgamento final, após o STF ter revogado a aposentadoria compulsória como pena máxima para faltas graves.
- Buzzi foi acusado de tentar agarrar uma jovem durante um banho de mar em Balneário Camboriú, SC, e de assediar uma ex‑funcionária terceirizada do seu gabinete. Apesar da defesa afirmar que não houve conduta imprópria, o ministro permanece afastado e pode recorrer da decisão ao STF.
Foto: Reprodução
A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (21), a perda definitiva do cargo do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, condenado em processo disciplinar relacionado a acusações de assédio sexual. Em agosto, o STJ decidiu pela perda do cargo após analisar o processo aberto para apurar as denúncias contra o magistrado. Na ação apresentada ao STF, a AGU também solicitou a suspensão do salário de Buzzi até o julgamento definitivo do caso. O pedido ocorre após o Supremo ter decidido, em maio, pelo fim da aposentadoria compulsória como pena máxima para magistrados condenados por faltas disciplinares graves, incluindo casos de venda de decisões e assédio sexual. Buzzi foi acusado de tentar agarrar uma jovem durante um banho de mar em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, em janeiro deste ano. Segundo a acusação, o episódio ocorreu durante um período de férias em que o ministro estava acompanhado da jovem e dos pais dela, que seriam amigos do magistrado. Depois que o caso veio a público, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete de Buzzi também relatou ter sido vítima de assédio sexual. Desde o início das acusações, a defesa do ministro afirma que ele não praticou qualquer ato impróprio. Buzzi permanece afastado do cargo e ainda poderá recorrer ao STF contra a decisão.
Conselho de Ética aprova continuidade de processo contra Erika Hilton
Conselho de Ética aprova continuidade de processo contra Erika Hilton
Por 10 votos a 5, colegiado admite representação por suposta quebra de decoro; deputada terá prazo para apresentar defesa
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados aprovou, por 10 votos a 5, a admissibilidade do processo disciplinar contra a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP). A representação, apresentada pelo partido Missão, acusa a parlamentar de quebra de decoro decorrente de publicações feitas em suas redes sociais após assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.
- O parecer favorável ao prosseguimento da ação foi relatado pelo deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB). A defesa de Erika Hilton tentou afastar o relator sob alegação de falta de imparcialidade, pedido que foi rejeitado pela presidência do colegiado. Com a decisão, o processo entra na fase de instrução para coleta de provas e depoimentos, podendo resultar em sanções que vão de advertência à perda de mandato.
Foto: Reprodução
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (11), o parecer que autoriza a continuidade do processo disciplinar contra a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP). A admissibilidade da representação foi aprovada por 10 votos a 5. Com a decisão, o processo seguirá sua tramitação no colegiado. A parlamentar será notificada para apresentar defesa, indicar testemunhas e acompanhar as próximas etapas do procedimento, que poderá resultar no arquivamento da ação ou na aplicação de sanções previstas no Regimento Interno da Câmara, incluindo a perda do mandato, cuja decisão final cabe ao plenário da Casa. A representação foi protocolada pelo partido Missão, em março deste ano, e questiona declarações feitas por Erika Hilton nas redes sociais após sua eleição para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Segundo o partido, as publicações configurariam quebra de decoro parlamentar. Entre as manifestações citadas está uma mensagem publicada na rede social X, em que a deputada respondeu às críticas recebidas após assumir o comando da comissão. O parecer favorável à continuidade da ação foi apresentado pelo deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), relator do caso e líder da oposição na Câmara. Durante a análise, ele afirmou que seu voto tratava apenas da admissibilidade da representação, ressaltando que a decisão sobre eventual punição caberá ao Conselho de Ética ao fim da instrução do processo. Erika Hilton não participou da reunião desta terça-feira. Em manifestação apresentada anteriormente ao Conselho, a deputada pediu o afastamento do relator sob a alegação de falta de imparcialidade. O pedido, no entanto, foi rejeitado pelo presidente do colegiado, deputado Fábio Schiochet (União-SC). Na defesa, a parlamentar argumentou que Cabo Gilberto é autor de um projeto de lei que prevê que a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher seja exercida exclusivamente por deputadas do sexo feminino, o que, segundo ela, comprometeria sua isenção para relatar o caso. Com a aprovação da admissibilidade, o Conselho de Ética iniciará a fase de instrução, na qual serão analisadas as provas e os argumentos apresentados pelas partes antes da elaboração do parecer final.
























