Confira os números que explicam a virada histórica de Lula sobre Flávio Bolsonaro
Petista reverteu desvantagem de 2,2 milhões de votos do primeiro turno, conquistou mais de 10 milhões de votos adicionais e terminou a disputa com vantagem de 4,38 milhões
Por: Jairo Costa Jr.
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Narração automática (IA)Resumo
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu a eleição presidencial de 2026 ao reverter uma desvantagem de cerca de 2,2 milhões de votos no primeiro turno, alcançando 51,77 % dos votos válidos no segundo turno com 64,17 milhões de eleitores, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) ficou com 59,79 milhões (48,23 %).
- O salto de 10,3 milhões de votos de Lula foi impulsionado por 9,32 milhões de eleitores dos candidatos derrotados, um aumento de 2,83 milhões no comparecimento às urnas e a redução de 1,83 milhão de votos brancos e nulos, o que também fez a abstenção cair para 30,46 milhões (19,21 %). Esses fatores explicam a virada decisiva no segundo turno.
Foto: Reprodução | Ricardo Stuckert
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu a eleição presidencial de 2026 após protagonizar uma virada inédita contra Flávio Bolsonaro (PL). Depois de encerrar o primeiro turno com uma desvantagem de aproximadamente 2,2 milhões de votos, o petista reverteu o resultado e chegou ao segundo turno com cerca de 64,2 milhões de votos, contra 59,8 milhões do adversário. Com 99,9% das urnas apuradas, Lula registrava 51,77% dos votos válidos, ante 48,23% de Flávio. A diferença entre os dois candidatos era de 4,38 milhões de votos. A dimensão da vitória fica evidente na comparação entre os turnos: Lula acrescentou mais de 10,2 milhões de votos à sua votação inicial, enquanto Flávio obteve cerca de 3,68 milhões a mais. Os números ajudam a entender como o candidato petista conseguiu reverter a vantagem construída pelo adversário na primeira etapa da disputa. Veja os principais dados que explicam o resultado. De uma desvantagem de 2,2 milhões à liderança de 4,4 milhões: No primeiro turno, Flávio Bolsonaro recebeu 56.104.503 votos, correspondentes a 47,03% dos válidos. Lula ficou com 53.879.538 votos, ou 45,16%. A diferença de 2.224.965 votos representou a menor distância entre os dois candidatos mais votados em um primeiro turno presidencial desde a redemocratização. No segundo turno, o quadro se inverteu. Lula alcançou 64.168.778 votos, enquanto Flávio terminou com 59.788.685. A mudança alterou em aproximadamente 6,6 milhões de votos a diferença entre os dois concorrentes. Lula saiu de uma desvantagem de 2,22 milhões para uma vantagem de 4,38 milhões. Lula ganhou 10,3 milhões de votos; Flávio, 3,7 milhões: A votação de Lula cresceu 10.289.240 votos entre o primeiro e o segundo turnos, um aumento de 19,1% em relação ao resultado inicial. Flávio Bolsonaro, por sua vez, conquistou mais 3.684.182 votos, crescimento de 6,6%. Somados, os dois candidatos receberam aproximadamente 13,97 milhões de votos adicionais. Desse total, 73,6% foram incorporados à votação de Lula e 26,4% à de Flávio. A diferença no ritmo de crescimento foi um dos fatores determinantes para a inversão do resultado. De onde vieram os quase 14 milhões de votos adicionais? A comparação entre os turnos aponta três componentes que ajudam a explicar contabilmente o crescimento líquido da votação dos dois finalistas: 9,32 milhões de votos: total obtido pelos candidatos derrotados no primeiro turno. 2,83 milhões de eleitores: aumento do comparecimento às urnas entre os dois turnos. 1,83 milhão de votos: redução do total de votos brancos e nulos. O comparecimento passou de 125,28 milhões de eleitores no primeiro turno para 128,11 milhões no segundo. No mesmo período, os votos brancos e nulos diminuíram de 5,98 milhões para 4,15 milhões. A combinação desses movimentos ampliou o universo de votos válidos disponíveis na disputa final. É importante ressaltar, porém, que esses números explicam a variação agregada da votação, mas não permitem identificar, individualmente, em quem votaram os eleitores que mudaram de escolha ou compareceram apenas no segundo turno. Abstenção caiu e votos brancos e nulos diminuíram: O segundo turno registrou maior participação eleitoral. A abstenção recuou de 33,47 milhões de eleitores, ou 21,08%, para 30,46 milhões, equivalentes a 19,21%. A queda foi de 1,87 ponto percentual, enquanto o comparecimento aumentou em aproximadamente 2,83 milhões de pessoas. Também houve redução dos votos brancos e nulos, que passaram de cerca de 5,98 milhões para 4,15 milhões, uma diminuição de aproximadamente 1,83 milhão. Com mais eleitores comparecendo e uma parcela menor dos votos sendo destinada a brancos e nulos, aumentou o número de votos válidos em disputa entre Lula e Flávio.
























