Flávio diz que defesa de mudança na Constituição é sobre reforma do Judiciário e maioridade penal
Declaração ocorreu após candidato do PL à Presidência dizer que a direita tem maioria para uma mudança constitucional
Por: Naomi Matsui / Geovani Bucci
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- Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, afirmou que respeitará a Constituição, mas defendeu a necessidade de alterações via Propostas de Emenda à Constituição (PEC). Em declarações recentes, ele destacou a intenção de promover reformas no Judiciário, reduzir a maioridade penal, modificar a reforma tributária e acabar com a reeleição, todas dependentes de PECs aprovadas pelo Congresso dominado pela direita.
Foto: Wilton Junior | Estadão
O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira, 7, que respeitará à Constituição, mas defendeu alterações no texto constitucional. A declaração ocorreu após ele dizer que a direita tem maioria para uma mudança constitucional, o que foi interpretado como uma defesa de uma nova Constituição. Segundo Flávio, várias propostas que pretende realizar, caso eleito, precisariam passar por Propostas de Emenda à Constituição (PEC). “Temos que respeitar a política. Há várias PECs possíveis. Tem que haver uma reforma do Judiciário, sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo, tem que ser feito por PEC, tem pontos aqui da Reforma Tributária que têm que ser alterados por PEC, o fim da reeleição”, listou a jornalistas, após encontro com integrantes do PP e do União Brasil. Nesta terça-feira (06), durante evento em Goiânia (GO), Flávio disse: “O Brasil me deu um Congresso mais à direita do que é hoje, com maioria no Senado, para fazer presidente do Senado. Com maioria na Câmara, para fazer presidente da Câmara. Para mudarmos a Constituição, para redemocratizar esse País, para as instituições voltarem a respeitar a Constituição”. Perguntado por jornalistas o que quis dizer com “redemocratizar o País”, Flávio questionou: “Vocês acham que o Brasil está numa democracia plena hoje?” Mencionou, porém, o fim da reeleição e falou que “qualquer coisa longe disso” é mera “especulação”. “Já vi gente começar a dizer: ‘o Flávio, com esse Congresso, com ampla maioria, vai fazer o que o pai dele não fez’. Vamos parar de mentir, vamos aterrissar no mundo real, parar de fazer torcida. Ameaça que tem à democracia é com o Lula”, afirmou. O candidato ainda voltou a citar um suposto elo entre Lula e o Supremo Tribunal Federal. “Com o Flávio Bolsonaro, não vai ter presidente da República combinando com um amigo no Supremo para fazer busca e apreensão na fonte de vocês jornalistas. Essa é a democracia que estou falando que está abalada hoje”, disse.
Flávio Bolsonaro promete enquadrar facções como terroristas durante ato em Vitória da Conquista
Em discurso no Lomantão, senador afirmou que pretende declarar guerra a esses grupos a partir de janeiro de 2027; mobilização teve registros de trechos com público reduzido.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Flávio Bolsonaro (PL) destacou o combate ao crime organizado como prioridade em discurso realizado na quinta‑feira (17) em frente ao Estádio Municipal Lomanto Júnior, em Vitória da Conquista (Bahia). O senador prometeu buscar apoio no Congresso para classificar facções criminosas e milícias como organizações terroristas e anunciou que, caso eleito, declarará guerra a esses grupos a partir de janeiro de 2027, marcando seu primeiro compromisso de campanha no Nordeste.
- A agenda incluiu uma motociata pelas ruas da cidade, embora o candidato tenha percorrido o trajeto em carro de apoio. O evento contou com presença de aliados como o deputado Alfredo Gaspar (vice‑presidente), João Roma (candidato ao Senado) e outros parlamentares bolsonaristas, mas registrou público reduzido nas imagens divulgadas nas redes sociais.
Foto: Reprodução
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) colocou o combate ao crime organizado no centro do discurso durante ato realizado nesta quinta-feira (17), em frente ao Estádio Municipal Lomanto Júnior, em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. Ele afirmou que, se eleito, buscará apoio do Congresso para classificar facções criminosas e milícias como organizações terroristas e declarou que pretende “declarar guerra” a esses grupos a partir de janeiro de 2027. A proposta foi apresentada pelo próprio candidato durante o discurso. A agenda marcou o primeiro compromisso de campanha de Flávio na Bahia. A mobilização começou com uma motociata pelas ruas da cidade. Diferentemente do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que costuma participar desse tipo de evento pilotando motocicletas, o senador percorreu o trajeto em um carro de apoio, de onde acenou e gravou imagens dos apoiadores. Durante o percurso e na concentração em frente ao estádio, foram registrados espaços vazios. Imagens divulgadas nas redes sociais do próprio candidato mostraram trechos com público reduzido, apesar da presença de motociclistas e militantes vestidos de verde e amarelo. Antes do evento, aliados haviam anunciado a participação de lideranças e caravanas de municípios da região. O local também remete a um ato eleitoral realizado por Jair Bolsonaro em 2022, durante a campanha à reeleição. No palanque, Flávio citou o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), indicado como seu vice, e destacou sua atuação como ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas. O candidato também foi recebido por aliados, entre eles João Roma (PL), candidato ao Senado, e parlamentares bolsonaristas. A passagem por Vitória da Conquista integra a agenda eleitoral do senador pelo Nordeste.



















