Congresso aprova fim da taxa das blusinhas
Congresso aprova fim da taxa das blusinhas
Texto aprovado nesta quinta-feira prevê monitoramento dos efeitos da isenção sobre setores brasileiros e medidas para evitar o uso comercial do benefício
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Congresso Nacional aprovou nesta quinta‑feira (3) a extinção da chamada “taxa das blusinhas”, que cobrava 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A medida provisória segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e inclui mecanismos de monitoramento para avaliar impactos em emprego, competitividade, preços e arrecadação, com avaliações periódicas do Ministério da Fazenda e do próprio Congresso.
Foto: Ton Molina | Agência Senado
O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (3) o fim da chamada taxa das blusinhas, cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A medida provisória agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A votação foi concluída pela Câmara e pelo Senado no último dia da semana de esforço concentrado. A tramitação precisou ser acelerada porque a medida provisória perde a validade em 8 de setembro. O texto enfrentou resistência de setores produtivos brasileiros, que argumentam que a redução da tributação sobre produtos importados pode prejudicar a concorrência com empresas nacionais. Para viabilizar a aprovação, a relatora da proposta, senadora Leila Barros (PDT-DF), incluiu mecanismos para acompanhar e mitigar possíveis impactos econômicos. Impactos serão avaliados periodicamente - A primeira análise dos efeitos da medida deverá ocorrer três meses após o início de sua vigência. Depois disso, o Ministério da Fazenda terá de realizar avaliações a cada seis meses, enquanto o Congresso fará uma revisão anual. O acompanhamento deverá considerar seis pontos: emprego e renda; competitividade da indústria e do comércio nacional; preços dos produtos; volume de compras internacionais; diferença entre bens importados e nacionais; e efeitos sobre a arrecadação. Cinco setores terão avaliação obrigatória: têxteis e vestuário, calçados, acessórios, brinquedos e cosméticos. O regime de tributação simplificada das remessas internacionais também será reavaliado anualmente pelo Congresso. Para isso, o Poder Executivo deverá apresentar, até 30 de abril de cada ano, um relatório sobre os impactos fiscais e econômicos da medida. O texto ainda autoriza o governo federal a estabelecer limites de quantidade ou frequência para compras internacionais feitas por pessoas físicas. A intenção é impedir o fracionamento de remessas e o uso do benefício tributário para atividades comerciais. Pontos ficaram de fora - Propostas discutidas durante a tramitação não entraram na versão final aprovada pelo Congresso. Entre elas está a exigência de utilização dos Correios pelas empresas beneficiadas para a realização das entregas. Também ficou de fora a criação de um sistema de cashback para consumidores. Segundo congressistas, o tema deverá ser discutido no âmbito da reforma tributária. O presidente da comissão mista que analisou a medida, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), comemorou a aprovação e afirmou que o texto buscou conciliar o acesso da população a produtos importados com a proteção de setores da economia nacional. “Nós conciliamos os interesses da economia nacional. Pela primeira vez, cinco setores intensivos na geração de obras e empregos para o povo, terão políticas compensatórias se forem comprovados os impactos. Setor de calçados, têxteis e vestuários, cosméticos e brinquedos terão a possibilidade de discutir com transparência os impactos”, afirmou. Taxa entrou em vigor em 2024 - A cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 passou a vigorar em agosto de 2024, após aprovação do Congresso. A regra incidia sobre remessas incluídas no programa Remessa Conforme. A taxação enfrentou forte repercussão negativa entre consumidores. Em maio deste ano, o governo editou uma medida provisória para acabar com a cobrança. A nova regra entrará em vigor na data que for definida pelo governo, que terá prazo máximo de 180 dias após a publicação da norma para colocá-la em funcionamento. A articulação para destravar a votação foi construída na semana passada, durante um almoço entre Lula e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Além da medida sobre as compras internacionais, o governo também pretendia avançar nesta semana com a PEC que prevê o fim da escala 6x1 e com a PEC da Segurança. As duas propostas foram aprovadas pela Comissão de Constituição e Justiça na quarta-feira (2), mas devem ter a votação em plenário retomada apenas no intervalo entre o primeiro e o segundo turno das eleições.
Prazo para renegociar dívidas pelo Novo Desenrola Brasil termina nesta segunda-feira (31)
Programa oferece descontos para consumidores com dívidas bancárias em atraso e não tem nova prorrogação prevista.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Novo Desenrola Brasil, programa federal que permite renegociar dívidas bancárias, tem prazo até segunda-feira (31) para adesão. A iniciativa, prorrogada em agosto, destina-se a pessoas físicas com renda mensal de até cinco salários mínimos, permitindo negociação de débitos contratados até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 91 dias e dois anos.
- Até agora, o programa já renegociou cerca de 5,03 milhões de dívidas, reduzindo o valor total de R$ 26,33 bilhões para aproximadamente R$ 5,27 bilhões. Consumidores que desejam aproveitar a oportunidade devem concluir a negociação antes do encerramento do prazo.
Foto: Reprodução
Os consumidores que desejam renegociar dívidas bancárias por meio do Novo Desenrola Brasil têm até a próxima segunda-feira (31) para aderir ao programa do governo federal. O prazo foi prorrogado no início de agosto e, até o momento, não há previsão de uma nova extensão. A iniciativa é voltada para pessoas físicas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105, e contempla dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 91 dias e dois anos. O programa permite a negociação de débitos com condições especiais de pagamento e descontos oferecidos pelas instituições financeiras participantes, com o objetivo de facilitar a regularização da situação financeira dos consumidores. De acordo com o balanço mais recente, a modalidade destinada às famílias já possibilitou a renegociação de cerca de 5,03 milhões de dívidas. Os débitos, que somavam aproximadamente R$ 26,33 bilhões, foram reduzidos para cerca de R$ 5,27 bilhões após a formalização dos acordos. Quem pretende utilizar o programa deve concluir a negociação até o encerramento do prazo, previsto para esta segunda-feira (31).
TCU aprova contas de Lula, mas faz 11 alertas fiscais
TCU aprova contas de Lula, mas faz 11 alertas fiscais
Relatório aponta superestimação de receitas, crescimento da dívida pública e fragilidades na gestão de estatais, mas recomenda aprovação das contas ao Congresso.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou com ressalvas as contas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva referentes ao exercício de 2025, em decisão tomada nesta quarta-feira. O tribunal, apesar de recomendar a aprovação, emitiu uma série de alertas significativos sobre a condução da política fiscal e econômica do país. As principais preocupações destacadas incluem a superestimação de receitas no Orçamento em cerca de R$ 60 bilhões, o crescimento da dívida pública, com projeção de atingir 84,2% do PIB até 2028, e a concessão de benefícios fiscais.
- Adicionalmente, o TCU apontou fragilidades na governança de empresas estatais, com foco nos Correios, e questionou operações financeiras e garantias para empréstimos bilionários envolvendo a empresa. Apesar das observações, o tribunal concluiu que os apontamentos não são suficientes para a rejeição das contas presidenciais, mantendo um padrão de aprovações com ressalvas desde 2000. O parecer será agora encaminhado ao Congresso Nacional para a decisão final, lembrando que as últimas rejeições ocorreram em 2014 e 2015, durante o governo Dilma Rousseff.
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O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou com ressalvas as contas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva referentes ao exercício de 2025. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (10) durante sessão que analisou a condução da política fiscal e econômica da União. Embora tenha recomendado a aprovação das contas, o tribunal apresentou uma série de alertas relacionados à situação fiscal do país. Entre os principais pontos levantados estão a superestimação de receitas no Orçamento, o crescimento da dívida pública, a concessão de benefícios fiscais e fragilidades na governança de empresas estatais. O parecer foi relatado pelo ministro Benjamin Zymler, que destacou preocupações com a sustentabilidade das contas públicas nos próximos anos. Segundo o TCU, as receitas previstas na Lei Orçamentária Anual (LOA) apresentaram uma diferença estimada em cerca de R$ 60 bilhões em relação aos valores efetivamente arrecadáveis, o que, na avaliação da Corte, pode comprometer a transparência e o planejamento fiscal. Outro ponto de atenção é a trajetória da dívida pública. Dados analisados pelo tribunal indicam que o endividamento do país continua em crescimento e poderá atingir o pico de 84,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2028, antes de iniciar uma possível trajetória de queda. O relatório também apontou questionamentos sobre a supervisão de estatais federais, especialmente em relação aos Correios. O tribunal acompanha operações financeiras envolvendo a empresa e avalia possíveis irregularidades na concessão de garantias para empréstimos bilionários. Apesar das observações, o TCU concluiu que os apontamentos não configuram irregularidades suficientes para recomendar a rejeição das contas presidenciais. O parecer agora será encaminhado ao Congresso Nacional, responsável pela decisão final sobre a aprovação ou não das contas do governo. Desde 2000, o tribunal tem aprovado as contas presidenciais com ressalvas. As últimas rejeições ocorreram durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, nos exercícios de 2014 e 2015.
























