Opinião: Lula repete Bolsonaro e faz reajuste eleitoreiro no Bolsa Família, pressionado por queda em pesquisa
Populismo econômico atinge candidatos de esquerda e de direita; nos EUA, Trump prometeu cheque de US$ 5 mil
Por: Alvaro Gribel / Estadão Conteúdo
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- O governo federal anunciou um reajuste de 15% no Bolsa Família, medida divulgada a apenas 17 dias das eleições e vista como estratégia eleitoreira para reconquistar eleitores que vêm diminuindo seu apoio ao presidente Lula. A decisão, comparada ao aumento de 50% do antigo Auxílio Brasil em 2022, foi justificada como correção inflacionária, remanejamento de rubricas e combate a fraudes, mas gera um impacto de R$ 22 bilhões ao ano, exigindo revisão do orçamento de 2027 e dificultando o cumprimento das metas fiscais em um cenário de juros altos e dívida pública crescente.
- Pesquisas recentes mostram oscilações na intenção de voto entre os beneficiários: de 65% para 51% entre agosto e setembro, com recuperação para 64% em 14 de setembro, refletindo a influência do programa nas preferências eleitorais. Analistas apontam que, embora o Bolsa Família seja um programa meritório de redução da pobreza, seu uso como moeda de barganha política pode comprometer a sustentabilidade fiscal e a efetividade das políticas sociais no Brasil.
Foto: Reprodução
O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17), um reajuste de 15% no Bolsa Família, depois de passar meses negando a hipótese de aumento no valor do programa. A medida é claramente eleitoreira, pois acontece a apenas 17 dias das eleições, e reflete a perda de votos de Lula entre essa parcela do eleitorado, capturada por algumas pesquisas de intenção de votos. De certa forma, Lula repete Bolsonaro, que anunciou um forte aumento no então Auxílio Brasil em 2022. O reajuste naquela época, contudo, foi muito maior: uma alta de 50%, de R$ 400 para R$ 600, e sem que os seus valores tivessem contemplados na peça orçamentária herdada pelo próprio governo Lula, em 2023. Um erro não justifica o outro, porque em ambos os casos o programa tem sido usado para conquistar votos de forma artificial. Nos EUA, o presidente americano, Donald Trump, prometeu um cheque de US$ 5 mil para cada americano caso o seu partido vença as eleições de meio de mandato, em novembro. O populismo na economia está disseminado entre presidentes de esquerda e de direita. Aqui no Brasil, a pesquisa BTG/Nexus acendeu um sinal de alerta para o governo. De 17 de agosto a 8 de setembro as intenções de voto para Lula entre quem recebe o programa caíram de 65% para 51%. Na última pesquisa, do dia 14, houve forte recuperação, para 64%. Com o empate no quadro geral entre Lula e Flávio Bolsonaro, e com o candidato do PL aparecendo à frente já em algumas sondagens, o governo preferiu não mais esperar e fazer o que havia negado. A equipe econômica até tentou dar um ar de caráter técnico para o anúncio, afirmando que ele reflete três aspectos: primeiro, que é apenas uma correção da inflação desde 2023, segundo, que não haverá impacto no Orçamento total, porque acontecerá por meio de remanejamento de rubricas. Terceiro, diz que o combate a fraudes permitiu que houvesse queda no dispêndio total com o programa. O fato é que o reajuste terá um impacto de R$ 22 bilhões ao ano, como admitiu o próprio ministro do Planejamento, Bruno Moretti. Valor que não está previsto na peça orçamentária de 2027, enviada pelo governo ao Congresso no final de agosto. O Orçamento terá que ser refeito, em um valor considerável. Também significa que o governo terá mais dificuldade para cumprir as metas primárias, em um contexto de juros altos e dívida pública elevada. Apesar de o Bolsa Família não ser uma despesa obrigatória como a Previdência, dificilmente algum governo gastará capital político para reduzir o seu valor. O Bolsa Família é um programa meritório, que ajudou a diminuir os índices de pobreza do País. O melhor seria que fosse usado como programa de Estado, para atingir seus objetivos, e não como instrumento de barganha de voto com o eleitor.
ACM Neto lidera pesquisa para governo da Bahia com 49,8%; Jerônimo tem 44,4%
ACM Neto lidera pesquisa para governo da Bahia com 49,8%; Jerônimo tem 44,4%
Ex-prefeito de Salvador aparece numericamente à frente do governador, mas diferença está dentro da margem de erro de 3,1 pontos percentuais.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A pesquisa realizada pelo instituto Futura Inteligência, divulgada pelo Política Livre, indica que ACM Neto (União) lidera a intenção de voto para o governo da Bahia com 49,8%, frente a 44,4% de Jerônimo Rodrigues (PT). Dentro da margem de erro de 3,1 pontos, os números variam entre 46,7%‑52,9% para Neto e 41,3%‑47,5% para Jerônimo. Na simulação espontânea, onde os nomes não são apresentados, a vantagem diminui, ficando em 39,4% contra 34,7%, e em cenário de segundo turno ACM Neto mantém a liderança com 50,4% contra 46,6% do governador.
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ACM Neto (União) aparece com 49,8% das intenções de voto para o governo da Bahia, contra 44,4% do governador Jerônimo Rodrigues (PT), segundo pesquisa do instituto Futura Inteligência contratada pelo Política Livre e divulgada nesta terça-feira (1º). A diferença de 5,4 pontos percentuais está dentro da margem de erro, que é de 3,1 pontos para mais ou para menos. Com isso, ACM Neto varia entre 46,7% e 52,9%, enquanto Jerônimo fica entre 41,3% e 47,5%. O levantamento ouviu mil pessoas em 214 cidades da Bahia, por telefone, entre os dias 24 e 26 de agosto. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) sob o número 08990/2026. No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, ACM Neto aparece com 49,8%, seguido por Jerônimo Rodrigues, com 44,4%. Maria Bona (PCO) tem 0,5%; Ronaldo Mansur (Psol), 0,2%; Ariel Capistrano (DC), 0,1%; e Aroldo Felix (UP), 0,1%. Brancos, nulos e eleitores que afirmam não votar em nenhum candidato somam 1,9%, enquanto 2,9% não sabem ou estão indecisos. Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, ACM Neto também lidera, com 39,4%, contra 34,7% de Jerônimo. Outros nomes somam 3,3%. Brancos, nulos e eleitores que não escolheriam nenhum candidato representam 1,9%, enquanto 20,8% não sabem ou não responderam. O levantamento também mostra diferenças no perfil do eleitorado dos dois principais candidatos. Entre os eleitores de ACM Neto, 52,7% são homens. No caso de Jerônimo, 45,3% são mulheres. Entre os eleitores de 16 a 24 anos, 63,7% afirmam votar em ACM Neto. Já entre os entrevistados com mais de 60 anos, 50,7% declaram preferência por Jerônimo. Na taxa de rejeição, quando o eleitor é questionado em quem não votaria de jeito nenhum, Jerônimo aparece à frente, com 39,9%. ACM Neto tem 30,7%. Ronaldo Mansur registra 18,3%; Maria Bona, 15,2%; Adolfo Felix, 14,3%; José Estevão, 13,7%; e Ariel Capistrano, 13%. O nome de José Estevão aparece no levantamento porque o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia ainda deve decidir, em definitivo, quem será o candidato do partido ao governo: ele ou Ariel Capistrano. Na simulação de segundo turno entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues, o ex-prefeito de Salvador também aparece numericamente à frente. Ele tem 50,4%, contra 46,6% do governador. Brancos, nulos e eleitores que não escolheriam nenhum dos dois somam 1,4%, enquanto 1,6% não sabem ou estão indecisos. A pesquisa também avaliou a influência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo governo da Bahia. Ao serem questionados sobre a preferência por um candidato apoiado pelo presidente, 47% afirmaram que votariam nesse nome. Outros 29,4% disseram preferir um candidato independente, enquanto 20,8% escolheriam um nome ligado ao bolsonarismo. Não sabem ou não responderam 2,8%. Em relação à avaliação do governo estadual, 52,6% dos entrevistados disseram aprovar a gestão de Jerônimo Rodrigues, enquanto 41,6% desaprovam. Outros 5,8% não sabem ou não responderam. A aprovação é maior entre as mulheres, com 54,2%, e entre os entrevistados de 45 a 49 anos, com 57,5%. A desaprovação é mais alta entre os homens, com 45,3%, e entre os jovens de 15 a 24 anos, faixa em que chega a 64,9%.
























