Pesquisa: 84% dos brasileiros defendem controle sobre uso de IA nas eleições de 2026
Levantamento CNT/MDA mostra que 49,8% querem proibir qualquer propaganda eleitoral feita com inteligência artificial
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em parceria com o Instituto MDA revelou que 84,1% dos brasileiros defendem algum tipo de restrição ao uso de inteligência artificial (IA) em propagandas eleitorais para o pleito de 2026. Do total de entrevistados, 49,8% são favoráveis à proibição total de vídeos produzidos com a tecnologia, enquanto 34,3% defendem o veto apenas aos conteúdos que apresentem informações falsas sobre os candidatos.
- O debate ganha relevância no momento em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa diretrizes para o uso de IA nas campanhas, incluindo o julgamento de um vídeo com a imagem virtual de Jair Bolsonaro em uma convenção do PL. Para mitigar riscos e combater a desinformação, a Corte Eleitoral firmou parcerias tecnológicas, como o acordo com a ElevenLabs para monitorar o uso de vozes artificiais, e criou um conselho consultivo voltado para acompanhar os impactos das novas tecnologias nas eleições de 2026.
Foto: Reprodução | TSE
Uma pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), em parceria com o Instituto MDA, mostra que 84,1% dos brasileiros defendem algum tipo de restrição ao uso de inteligência artificial (IA) em vídeos e propagandas eleitorais nas eleições de 2026. Segundo o levantamento, 49,8% dos entrevistados consideram que nenhum vídeo ou propaganda de candidato produzido com inteligência artificial deveria ser permitido durante a campanha. Outros 34,3% defendem a proibição apenas de conteúdos gerados por IA que contenham informações falsas sobre candidatos. A liberação de qualquer tipo de material eleitoral produzido com inteligência artificial é defendida por 8,9% dos entrevistados. Outros 7% não souberam responder ou não responderam à pergunta. O resultado da pesquisa ocorre em meio à discussão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre as regras para o uso de inteligência artificial nas campanhas eleitorais deste ano. Entre os casos que devem ser analisados pela Corte está um vídeo exibido durante a convenção do PL, em julho, no qual o ex-presidente Jair Bolsonaro aparece virtualmente para declarar apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. O PT acionou o TSE contra a utilização do vídeo. A defesa de Flávio Bolsonaro afirma que o material foi exibido em uma convenção partidária e que não houve intenção de induzir o público ao erro sobre o conteúdo ter sido produzido com inteligência artificial. O caso deverá ser discutido pelos ministros do TSE antes de chegar ao plenário. A análise pode contribuir para definir o entendimento da Corte sobre o uso de deepfakes e outros conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial durante a campanha. O TSE também adotou outras medidas relacionadas ao uso da tecnologia. A Corte firmou parceria com a ElevenLabs, empresa especializada em geração de vozes artificiais, para dificultar a reprodução digital de vozes consideradas sensíveis para o processo eleitoral. A Justiça Eleitoral poderá solicitar providências contra o uso indevido dessas vozes na plataforma. Além disso, o tribunal criou um conselho consultivo para acompanhar os riscos relacionados à inteligência artificial e à desinformação nas eleições de 2026. O grupo reúne especialistas e deverá auxiliar a presidência do TSE no monitoramento dos impactos dessas tecnologias durante o processo eleitoral. A Pesquisa CNT de Opinião foi realizada entre os dias 5 e 8 de agosto, com entrevistas presenciais em municípios de todas as regiões do país. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-06935/2026.
Reprovação ao governo Lula atinge o maior índice desde janeiro de 2023, diz pesquisa
44% dos entrevistados avaliam negativamente o governo, sendo 32% que consideram a administração
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
44% dos entrevistados avaliam negativamente o governo - Foto: Ricardo Stuckert | PR
A reprovação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu o pior índice desde o início de sua gestão, de acordo com pesquisa de avaliação de governo realizada pela CNT. Atualmente, 44% dos entrevistados avaliam negativamente o governo, sendo 32% que consideram a administração "péssima" e 12% "ruim". Esse aumento de 13 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, realizado em novembro de 2024, marca um momento de forte desaprovação. A avaliação positiva ao governo de Lula é de 28,7%, com 19,4% dos entrevistados considerando a gestão "boa" e 9,3% avaliando-a como "ótima". A pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 23 de fevereiro, com 2.002 entrevistas presenciais em 137 municípios de todo o Brasil. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. O índice de reprovação de 44% é o pior registrado na série histórica para o governo Lula, igualando-se ao índice registrado no governo de Michel Temer (MDB) em fevereiro de 2017. O desempenho do atual presidente também superou o de seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL), que, a essa altura de seu mandato, registrava 36% de reprovação. A pesquisa revelou que a maior reprovação ao governo Lula ocorre entre os evangélicos, com 54% desse segmento avaliando negativamente a gestão. Além disso, a imagem de Lula é rejeitada por 55% dos brasileiros, enquanto 40% aprovam sua figura.
























