Patrimônio de Jaques Wagner cresce mais de 600% em oito anos, aponta declaração ao TSE
Senador informa R$ 24,5 milhões em bens; aumento envolve venda de terreno ao Bahia e negociação de imóvel de luxo em Salvador
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O patrimônio declarado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a eleição deste ano apresentou um crescimento de 631% em comparação com o informado há oito anos. Em 2018, o parlamentar registrou R$ 3,3 milhões em bens, enquanto agora a soma chega a R$ 24,5 milhões.
- A maior parte do patrimônio informado vem da venda de um terreno à Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Bahia e à Lagoons Empreendimentos, no valor de R$ 13,8 milhões. Além disso, Wagner é investigado pela Polícia Federal por suspeita de recebimento de propina do Banco Master, com a apuração de possíveis crimes financeiros atribuídos ao banco. Outros bens, como um apartamento no Corredor da Vitória em Salvador e uma área de terras em Vila de Abrantes, também integram o patrimônio do senador, que apresentou um aumento significativo em aplicações financeiras e veículos.
Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
O patrimônio declarado pelo senador Jaques Wagner (PT‑BA) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a eleição deste ano cresceu 631% em comparação com o informado há oito anos. Em 2018, o parlamentar registrou R$ 3,3 milhões em bens. Agora, a soma chega a R$ 24,5 milhões, segundo dados apresentados à Justiça Eleitoral. O valor pode ser ainda maior. Um apartamento de quatro quartos no Corredor da Vitória, em Salvador, declarado por Wagner como bem de R$ 1,6 milhão, foi vendido por R$ 10 milhões ao prefeito de Conceição do Coité, Marcelo Passos de Araújo. O montante já foi integralmente quitado. Venda de terreno ao Bahia e bloqueio judicial - A maior parte do patrimônio informado pelo senador vem da venda de um terreno à Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Bahia e à Lagoons Empreendimentos, no valor de R$ 13,8 milhões. O local fica em Vila de Abrantes, em Camaçari, mesma região onde o clube planeja construir seu centro de treinamento. A reportagem do Estadão Conteúdo aponta que Wagner tentou vender outro terreno, avaliado em R$ 15 milhões, um dia após ser alvo de operação da Polícia Federal. A transferência, porém, foi barrada pelo cartório após ordem de bloqueio de bens assinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. Na declaração ao TSE, Wagner informou R$ 13,8 milhões em crédito decorrente da venda do imóvel. Segundo a apuração, o senador teria solicitado R$ 2 milhões à vista, já pagos, e o restante em lotes de 5.510 m² do empreendimento imobiliário que será construído no local. Bens que deixaram de constar e novos investimentos - Em 2018, Wagner declarou ser dono de um lote de terras em Vila de Abrantes avaliado em R$ 28 mil — área que hoje integra o projeto adquirido pelo Bahia. Também não aparece mais na lista um apartamento no Rio de Janeiro, recebido como herança e avaliado em R$ 25 mil. O senador informou possuir apenas mais um imóvel: 50% de um sítio em Andaraí, na Chapada Diamantina, avaliado em R$ 204,4 mil. O percentual é menor do que o declarado em 2018, quando dizia ter 76% da propriedade. O valor em aplicações financeiras também cresceu. Há oito anos, Wagner declarou R$ 1,2 milhão em investimentos. Em 2026, o montante informado subiu para R$ 8,3 milhões, distribuídos em diferentes modalidades. O número de veículos também aumentou: de quatro carros avaliados em R$ 174 mil para seis automóveis que somam R$ 575 mil. Investigação da Polícia Federal - Wagner é investigado pela Polícia Federal por suspeita de recebimento de propina do Banco Master. A PF apura se o senador teria solicitado ao então sócio do banco, Augusto Lima, a compra de um apartamento de luxo de R$ 2,5 milhões em Salvador, supostamente destinado à filha do parlamentar. Segundo a investigação, o imóvel foi adquirido por uma empresa em nome de laranja, com recursos enviados pela corretora Reag, suspeita de atuar em conjunto nos crimes financeiros atribuídos ao Banco Master. A PF também apreendeu US$ 65.795 e 39 mil euros em endereços ligados ao senador durante operação realizada em junho deste ano. Os valores não aparecem na declaração enviada ao TSE. Wagner foi procurado pela reportagem, mas ainda não se manifestou.
Candidato ao Senado, Rui Costa informa patrimônio de R$ 1,2 milhão à Justiça Eleitoral
Maior bem declarado é metade de um apartamento em Salvador avaliado em R$ 1,25 milhão.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- O ex-governador da Bahia e ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), oficializou sua candidatura ao Senado Federal para as eleições de 2026, apresentando ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um patrimônio total de R$ 1.264.911,31. O montante reflete um crescimento de aproximadamente 87% em comparação com o pleito de 2018, tendo como principal ativo declarado a metade de um apartamento de quatro quartos em Salvador, avaliado em R$ 1,25 milhão.
- A documentação entregue não registra propriedades rurais em nome do candidato, ocorrendo após o Tribunal de Contas da União (TCU) arquivar, por unanimidade, uma representação que investigava possíveis irregularidades ligadas a uma suposta fazenda. Para a disputa ao Senado, a chapa terá o ex-deputado federal Ronaldo Carletto (Avante) como primeiro suplente e a ex-prefeita de Banzaê, Jailma Gama (PT), como segunda suplente.
Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
O ex-governador da Bahia e ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa, oficializou sua candidatura ao Senado Federal pelo PT nas eleições de 2026. De acordo com a declaração de bens apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o patrimônio informado pelo candidato soma R$ 1.264.911,31. O valor representa um aumento de aproximadamente 87% em comparação com a eleição de 2018, quando Rui Costa declarou possuir bens avaliados em R$ 674.317,43 durante a campanha à reeleição para o Governo da Bahia. Segundo a prestação de contas entregue à Justiça Eleitoral, o principal bem declarado é 50% de um apartamento de quatro quartos localizado em Salvador, avaliado em R$ 1,25 milhão. O restante do patrimônio é composto por aplicações financeiras mantidas no Banco do Brasil. Na declaração apresentada em 2018, Rui Costa informou um apartamento no bairro da Graça, em Salvador, além de saldo em conta bancária, investimentos em ações e valores mantidos em cartões pré-pagos utilizados em viagens internacionais. A documentação entregue ao TSE não registra propriedades rurais em nome do candidato. Em relação às informações divulgadas anteriormente sobre uma suposta fazenda na Bahia, o Tribunal de Contas da União arquivou, por unanimidade, a representação que apurava possíveis irregularidades envolvendo o ex-ministro. Segundo a Corte, não foram encontrados elementos que comprovassem favorecimento pessoal ou irregularidades na destinação de recursos federais. Na chapa ao Senado, Rui Costa terá como primeiro suplente o ex-deputado federal Ronaldo Carletto, do Avante, e como segunda suplente a ex-prefeita de Banzaê, Jailma Gama, filiada ao PT.
























