Região: Municípios em epidemia de dengue intensificam ações de combate ao mosquito
No período entre 1º de janeiro a 17 de fevereiro deste ano, foram registrados 8.674 casos de dengue na Bahia
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Foto: Gov/BA
- O município de Piripá, no sudoeste da Bahia, teve ações de combate ao mosquito Aedes aegypti intensificadas nesta quinta-feira (22). Agentes municipais de combate às endemias realizaram a aplicação de larvicida em locais críticos, como caixas d’água de difícil acesso e em áreas residenciais da cidade. Piripá é um dos 30 municípios baianos que se encontram em epidemia de dengue. A ação ordenada entre o Governo do Estado e o município, tem o propósito de exterminar os focos do mosquito através da eliminação de água parada. Além disso, uma força-tarefa de assistência à saúde em diversas regiões do Estado, foi montada pelo Governo da Bahia, que atuou com a distribuição de equipamentos e carros fumacês para reforçar os trabalhos dos municípios. Na última terça-feira (20), Piripá e Jacaraci, ambos em epidemia de dengue, receberam um mutirão de limpeza e assistência à saúde que reuniu mais de 100 profissionais das forças de saúde e resgate. Bombeiros militares percorreram ruas e casas, enquanto as equipes de vigilância epidemiológica estadual entregaram medicamentos, insumos e equipamentos que pudessem dar suporte a populução.
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Por: Roberto Wagner
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Foto: Reprodução
- Enquanto os pesquisadores ainda se debruçam sobre os estudos para entender melhor o comportamento do novo coronavírus, a dengue continua sendo motivo de preocupação no Brasil. Para se ter uma ideia da complexidade dessa enfermidade, uma mesma pessoa pode ser infectada em até quatro ocasiões diferentes. O mosquito Aedes aegypti é vetor de quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. “Temos quatro sorotipos e todos eles circulam no Brasil. Uma pessoa que tenha contraído um desses tipos cria anticorpos contra ele (fica imune), mas não para os demais. Por isso, é possível pegar a dengue até quatro vezes”, explica o virologista José Eduardo Levi, do Laboratório Exame. As infecções subsequentes tendem a ser mais graves, sobretudo a segunda. “Isso ocorre porque os anticorpos criados para a tipo 1, por exemplo, combatem a tipo 1. Nos outros, eles ajudam a disseminar o vírus, mas não o neutralizam”, explica Levi. A epidemia de dengue costuma variar de um lugar para outro, justamente em razão da diversidade dos sorotipos. Estudos apontam que a cada quatro anos há uma grande epidemia, por causa da inserção de um sorotipo diferente do combatido anteriormente. A variação dos sorotipos da dengue é tão complicada que dificulta a criação de uma vacina 100% eficaz contra a enfermidade. Sintomas mais comuns de dengue: Febre; vômito; enjoo; dores de cabeça; dores musculares; dores ao movimentar os olhos.























