Mesmo com pressão do União Brasil, Lula decide manter ministra do Turismo
O partido pede a saída de Daniela Carneiro, que integra a sigla, mas solicitou sua desfiliação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em abril
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Foto: Ricardo Stuckert
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu manter a ministra Daniela Carneiro (União) no comando do Ministério do Turismo. A informação foi confirmada pelo Palácio do Planalto após uma reunião entre os dois na manhã desta terça-feira (13). Lula convidou a ministra e seu marido Waguinho (Republicanos), prefeito de Belford Roxo, para uma reunião de emergência no Palácio do Planalto. A expectativa era que o presidente informasse a eles que o deputado federal Celso Sabino (União-PA) a substituiria no comando da pasta, o que não ocorreu. Nas últimas semanas, Lula vem sendo alvo de uma intensa pressão por parte do União Brasil. O partido pede a saída de Daniela, que integra a sigla, mas solicitou sua desfiliação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em abril. A mudança seria para fazer com que a bancada do partido na Câmara dos Deputados passe a apoiar o Planalto. O União atualmente tem três ministérios, mas, até então, o governo tem dificuldade de encontrar apoio de seus parlamentares.
“É hora de intensificar a vacinação”, diz ministra sobre covid-19
Nísia Trindade fez pronunciamento em cadeia de rádio e TV
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
- A ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou neste domingo (7) que infecções pelo vírus Sars-COV 2, responsável pela covid-19, vão continuar ocorrendo e que o momento é de fortalecimento dos sistemas de vigilância, diagnóstico, assistência e vacinação. As informações são da Agência Brasil. Segundo ela, o vírus ainda sofrerá mutações e, por isso, os cuidados devem ser mantidos. “É hora de intensificar a vacinação. As hospitalizações e óbitos pela covid-19 ocorrem principalmente em indivíduos que não tomaram as doses de vacina recomendadas”, destacou a ministra em cadeia de rádio e televisão. "Por esta razão, o Ministério da Saúde, ao lado de estados e municípios, realiza desde fevereiro um movimento nacional pela vacinação de reforço para covid- 19. Esta é a forma mais eficaz e segura de proteger nossa população. Precisamos estar unidos pela saúde, em defesa da vida", acrescentou. Na última sexta-feira (5), a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou o fim da emergência de saúde pública de importância internacional. “Depois de termos passado por um período tão doloroso, nosso país recebe essa notícia com esperança”, afirmou Nísia. “O momento é de transição do modo de emergência para enfrentamento continuado como parte da prevenção e controle de doenças infecciosas.” Durante o pronunciamento, a ministra lembrou que o Brasil perdeu 700 mil vidas durante o surto sanitário. "Outro teria sido o resultado se o governo anterior, durante toda a pandemia, respeitasse as recomendações da ciência. Se fossem seguidas e cumpridas as obrigações de governante de proteger a população do país. Não podemos esquecer. Precisamos preservar esta memória para construir um futuro digno", reforçou. Ela agradeceu os cientistas e os laboratórios que desenvolveram os imunizantes e fez uma referência especial aos trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS). "Apesar do negacionismo, dos ataques à ciência e da política de descaso, muitas vidas foram salvas devido ao SUS e ao esforço sem limites dos trabalhadores e das trabalhadoras da saúde", destacou a ministra. "A eles, agradeço em meu nome e em nome do presidente Lula, que tem se dedicado desde o primeiro dia de nosso governo à política do cuidado e ao fortalecimento do SUS", reforçou Nísia.























