Projeção do governo prevê reajuste de 5,92% no salário mínimo para 2027
Projeção do governo prevê reajuste de 5,92% no salário mínimo para 2027
Novo valor, se confirmado, passa a valer em janeiro de 2027 e servirá de referência para benefícios e aposentadorias
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O governo federal projeta que o salário mínimo nacional alcançará o valor de R$ 1.717 em 2027, conforme estimativa apresentada no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) enviado ao Congresso Nacional. Este valor representa um aumento nominal de R$ 96 (5,92%) em relação à estimativa anterior de R$ 1.621, embora o montante final ainda dependa da consolidação da inflação (INPC) acumulada até novembro de 2026 e do desempenho do PIB de 2025.
- A projeção do Ministério do Planejamento e Orçamento adota a atual política de valorização real do salário mínimo, que limita o ganho real a 2,5% conforme as regras do arcabouço fiscal. O piso nacional definitivo será oficializado por decreto presidencial no final de 2026, servindo como referência para reajustes de trabalhadores sob o regime da CLT, aposentadorias do INSS, seguro-desemprego e benefícios assistenciais como o BPC.
Foto: Marcello Casal Jr | Agência Brasil
O governo federal estima que o salário mínimo passe dos atuais R$ 1.621 para R$ 1.717 em 2027. A projeção consta no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), enviado ao Congresso Nacional, e representa um aumento nominal de R$ 96, equivalente a 5,92%. O valor, porém, ainda não é definitivo. O reajuste dependerá da inflação acumulada até novembro de 2026, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), além dos critérios estabelecidos na legislação. Após a divulgação do índice pelo IBGE, o governo publicará o decreto que definirá oficialmente o novo piso nacional, válido a partir de 1º de janeiro de 2027. A estimativa apresentada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento considera um ganho real de 2,5%, acima da inflação, mantendo a política de valorização do salário mínimo. Pela regra em vigor, o reajuste combina a reposição inflacionária, calculada pelo INPC, com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) registrado dois anos antes. Para o cálculo de 2027, será levado em conta o desempenho da economia em 2025, respeitando o limite de ganho real de 2,5% previsto pelo arcabouço fiscal. O valor projetado integra inicialmente o PLDO, que orienta a elaboração do Orçamento da União. Em seguida, será incluído no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). A definição oficial ocorrerá somente após a divulgação do INPC de novembro e da publicação do decreto presidencial. O salário mínimo é utilizado como referência para trabalhadores contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e para benefícios como aposentadorias e auxílios do INSS, seguro-desemprego, abono salarial PIS/Pasep e Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Governo mantém subsídio ao diesel, mas descarta retorno de benefício extra de R$ 0,35 por litro
Equipe econômica afirma que aumento do petróleo ainda não justificou reajustes que exijam a retomada da ajuda complementar.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O governo federal decidiu manter a suspensão do benefício adicional de R$ 0,35 por litro de diesel, conforme anunciado pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. A decisão baseia-se na avaliação de que a recente alta do petróleo no mercado internacional ainda não gerou impactos significativos nos preços finais ao consumidor brasileiro. Dessa forma, a equipe econômica optou por monitorar o mercado antes de reintroduzir o auxílio, priorizando o equilíbrio das contas públicas.
- Atualmente, permanecem em vigor os subsídios de R$ 1,12 por litro de diesel e de R$ 0,44 por litro de gasolina, este último prorrogado por mais um mês. Esses programas representam um custo mensal expressivo para os cofres públicos, alcançando cerca de R$ 5,5 bilhões para o diesel e R$ 1,3 bilhão para a gasolina. O governo reforçou seu compromisso em conciliar a proteção ao poder de compra da população com a responsabilidade fiscal.
Foto: Reprodução
O governo federal decidiu manter suspenso, por enquanto, o benefício adicional de R$ 0,35 por litro do diesel, mesmo com a recente valorização do petróleo no mercado internacional. A medida foi confirmada pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, durante a apresentação do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, na última sexta-feira (24). Segundo o ministro, a alta do petróleo ainda não provocou um impacto significativo nos preços pagos pelos consumidores brasileiros. Por isso, a avaliação da equipe econômica é de que não há necessidade, neste momento, de restabelecer o auxílio complementar que havia sido interrompido no início de julho. A estratégia do governo é acompanhar de perto a evolução dos preços dos combustíveis antes de adotar novas medidas. Enquanto monitora o mercado, o Executivo decidiu preservar apenas os subsídios já em vigor, evitando ampliar os gastos públicos em um cenário de pressão sobre as contas da União. Com isso, continua valendo o subsídio de R$ 1,12 por litro de diesel, enquanto o benefício de R$ 0,44 por litro da gasolina foi prorrogado por mais um mês para reduzir o impacto dos reajustes aos consumidores. O peso dessas medidas no orçamento também influenciou a decisão. De acordo com o Ministério do Planejamento, o subsídio à gasolina representa uma despesa de aproximadamente R$ 1,3 bilhão por mês. Já o programa de apoio ao diesel tem custo estimado em cerca de R$ 5,5 bilhões mensais. A equipe econômica afirma que seguirá avaliando o comportamento do mercado internacional e dos preços nas bombas antes de decidir se haverá mudanças na política de subsídios aos combustíveis. Enquanto isso, o governo mantém a prioridade de equilibrar a proteção ao consumidor com a responsabilidade fiscal.
























