Financiamento de R$ 6,59 bilhões pode destravar obras do Porto Sul e da Fiol 1
Financiamento de R$ 6,59 bilhões pode destravar obras do Porto Sul e da Fiol 1
Projeto de R$ 6,59 bilhões integra complexo logístico da Ferrovia Oeste-Leste
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O Ministério de Portos e Aeroportos aprovou um financiamento de R$ 6,59 bilhões, liberado pelo Fundo da Marinha Mercante, para a construção do Terminal de Uso Privado da Bahia Mineração (Bamin) em Ilhéus, na Bahia. O empreendimento integra o projeto do Porto Sul e faz parte da infraestrutura de escoamento da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 1), crucial para o transporte da produção mineral e agrícola da região.
- Atualmente, o grupo controlador da Bamin negocia a venda de todo o complexo logístico para a empresa portuguesa Mota-Engil. A aprovação deste expressivo aporte financeiro sob condições vantajosas busca destravar as negociações de transferência de controle e viabilizar a retomada das obras da ferrovia e do porto, que sofreram paralisações após descumprimentos de cronograma.
Projeto previa ligação entre Caetité e Ilhéus - Foto: Divulgação | Bamin
O Ministério de Portos e Aeroportos aprovou um financiamento de R$ 6,59 bilhões para a construção do Terminal de Uso Privado (TUP) da Bahia Mineração (Bamin), em Ilhéus, no sul da Bahia. O valor, equivalente a cerca de US$ 1,2 bilhão, foi autorizado pelo Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (FMM) e divulgado nesta terça-feira (11). O terminal integra o projeto do Porto Sul e faz parte da estrutura logística da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 1), destinada ao escoamento da produção mineral e agrícola do interior baiano. Segundo informações da Agência Infra, a Bamin, controlada pelo grupo Eurasian Resources Group (ERG), negocia a venda do complexo para a empresa portuguesa Mota-Engil. O empreendimento inclui a mina de ferro, a ferrovia e o terminal portuário. A expectativa é que a aprovação do financiamento, com condições consideradas mais vantajosas, fortaleça as negociações para a transferência do projeto e contribua para a retomada dos investimentos. O planejamento do Porto Sul prevê a implantação de dois Terminais de Uso Privado em Ilhéus. Um deles será operado pela Bamin e o outro contará com participação do Governo da Bahia. Os dois empreendimentos foram planejados para atuar de forma complementar. A Fiol 1 foi concedida à Bamin em leilão realizado em 2021, com previsão de conclusão das obras até 2026. No entanto, o cronograma não foi cumprido e os trabalhos foram paralisados em 2025 após a execução de apenas parte do contrato. Desde então, o governo federal e a concessionária buscam alternativas para viabilizar a retomada da Fiol 1 e do Porto Sul. As negociações chegaram a envolver a Vale e, atualmente, o plano prevê que a Mota-Engil assuma o empreendimento. A transição está sob análise da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável pela regulação da concessão ferroviária.
Aeroporto de Guanambi não recebe lances em leilão federal
Aeroporto de Guanambi não recebe lances em leilão federal
Terminal foi o único da Bahia a ficar sem lances; outros dois aeroportos baianos foram arrematados
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Divulgação | Governo de Guanambi
O Aeroporto Municipal Isaac Moura Rocha, em Guanambi, no sudoeste da Bahia, foi o único terminal do estado a não receber propostas no leilão da primeira rodada do Programa AmpliAR, realizado nesta quinta-feira (27) na B3, em São Paulo. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, dos 19 aeroportos regionais ofertados, apenas 13 receberam lances, com expectativa de movimentar cerca de R$ 730 milhões em investimentos privados. Na Bahia, os aeroportos de Lençóis e Paulo Afonso foram arrematados pela GRU Airport, concessionária que administra o Aeroporto Internacional de Guarulhos. Os contratos preveem investimentos de mais de R$ 179 milhões em melhorias estruturais e operacionais. No caso de Guanambi, o edital previa R$ 80 milhões em obras, incluindo ampliação da pista, reforço de pavimento, melhorias no terminal de passageiros e no pátio de aeronaves. Atualmente, o aeroporto recebe voos regulares da Azul Linhas Aéreas, ligando a cidade a Salvador e Belo Horizonte. Com o insucesso no leilão, o futuro do terminal depende de eventual manifestação de interesse nos próximos 30 dias ou de nova modelagem por parte do governo federal.
























