Flávio Bolsonaro promete enquadrar facções como terroristas durante ato em Vitória da Conquista
Em discurso no Lomantão, senador afirmou que pretende declarar guerra a esses grupos a partir de janeiro de 2027; mobilização teve registros de trechos com público reduzido.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Flávio Bolsonaro (PL) destacou o combate ao crime organizado como prioridade em discurso realizado na quinta‑feira (17) em frente ao Estádio Municipal Lomanto Júnior, em Vitória da Conquista (Bahia). O senador prometeu buscar apoio no Congresso para classificar facções criminosas e milícias como organizações terroristas e anunciou que, caso eleito, declarará guerra a esses grupos a partir de janeiro de 2027, marcando seu primeiro compromisso de campanha no Nordeste.
- A agenda incluiu uma motociata pelas ruas da cidade, embora o candidato tenha percorrido o trajeto em carro de apoio. O evento contou com presença de aliados como o deputado Alfredo Gaspar (vice‑presidente), João Roma (candidato ao Senado) e outros parlamentares bolsonaristas, mas registrou público reduzido nas imagens divulgadas nas redes sociais.
Foto: Reprodução
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) colocou o combate ao crime organizado no centro do discurso durante ato realizado nesta quinta-feira (17), em frente ao Estádio Municipal Lomanto Júnior, em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. Ele afirmou que, se eleito, buscará apoio do Congresso para classificar facções criminosas e milícias como organizações terroristas e declarou que pretende “declarar guerra” a esses grupos a partir de janeiro de 2027. A proposta foi apresentada pelo próprio candidato durante o discurso. A agenda marcou o primeiro compromisso de campanha de Flávio na Bahia. A mobilização começou com uma motociata pelas ruas da cidade. Diferentemente do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que costuma participar desse tipo de evento pilotando motocicletas, o senador percorreu o trajeto em um carro de apoio, de onde acenou e gravou imagens dos apoiadores. Durante o percurso e na concentração em frente ao estádio, foram registrados espaços vazios. Imagens divulgadas nas redes sociais do próprio candidato mostraram trechos com público reduzido, apesar da presença de motociclistas e militantes vestidos de verde e amarelo. Antes do evento, aliados haviam anunciado a participação de lideranças e caravanas de municípios da região. O local também remete a um ato eleitoral realizado por Jair Bolsonaro em 2022, durante a campanha à reeleição. No palanque, Flávio citou o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), indicado como seu vice, e destacou sua atuação como ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas. O candidato também foi recebido por aliados, entre eles João Roma (PL), candidato ao Senado, e parlamentares bolsonaristas. A passagem por Vitória da Conquista integra a agenda eleitoral do senador pelo Nordeste.
Otto Alencar e Alcolumbre definem relatores de PECs do fim da escala 6x1 e da Segurança Pública
Omar Aziz será responsável pela proposta que reduz a jornada de trabalho, enquanto Rogério Carvalho relatará o texto que amplia a atuação federal no combate ao crime organizado
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar, definiu com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, os relatores das PECs que tratam do fim da escala 6x1 e da Segurança Pública, nomeando Omar Aziz e Rogério Carvalho, respectivamente. As propostas foram encaminhadas à CCJ na última sexta-feira e são consideradas estratégicas pelo presidente Lula no contexto eleitoral, com a expectativa de votação no próximo esforço concentrado do Senado.
- A PEC do fim da escala 6x1 reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, com transição gradual, enquanto a PEC de Segurança Pública cria um sistema único de segurança na Constituição, amplia as atribuições da Polícia Federal, constitucionaliza fundos de Segurança Pública e Penitenciário, e prevê mecanismos de combate a facções e milícias de alta periculosidade.
Foto: Reprodução | Agência Senado
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), definiu com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), os relatores das PECs que tratam do fim da escala 6x1 e da Segurança Pública. O senador Omar Aziz (PSD-AM) ficará responsável pela relatoria da proposta que prevê o fim da escala 6x1. Já Rogério Carvalho (PT-SE) será o relator da PEC da Segurança Pública. As duas propostas foram encaminhadas à CCJ nesta sexta-feira (21) e são consideradas estratégicas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no contexto eleitoral. Segundo Otto Alencar, os relatores agora devem definir o cronograma de análise das matérias. A partir disso, será avaliada a possibilidade de votação durante o próximo esforço concentrado do Senado, previsto para o fim de agosto e o início de setembro. PECs - A PEC do fim da escala 6x1 reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial. A transição prevê redução para 42 horas nos primeiros dois meses e, depois, mais 12 meses para chegar às 40 horas. A mudança poderá ser aplicada a empresas que funcionam todos os dias, desde que sejam respeitados os limites de jornada e folgas. Já a PEC da Segurança Pública cria um sistema único de segurança pública na Constituição, com responsabilidades compartilhadas entre União, estados e municípios. O texto amplia as atribuições da Polícia Federal para combater organizações criminosas e milícias com atuação interestadual ou internacional e permite que a PRF atue também em ferrovias e hidrovias. A proposta ainda constitucionaliza os fundos nacionais de Segurança Pública e Penitenciário. A PEC também prevê mecanismos de combate a facções e milícias de alta periculosidade. A redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, que chegou a ser incluída em uma versão anterior, foi retirada antes da votação e deverá ser discutida separadamente.
MPF e defensorias públicas apontam envolvimento de milícia de PMs em mortes de indígenas na Bahia
Uma mulher pataxó foi assassinada no último domingo em Potiraguá, sul da Bahia, após fazendeiros tentarem expulsar indígenas que ocupavam uma fazenda na região
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Foto: Reprodução | Redes Sociais
- O MPF e as Defensorias Públicas da União e da Bahia afirmam que o assassinato de indígenas tem ligação com com a atuação de uma milícia armada que atua no estado. Investigações apontam que o grupo conta com a participação de PMs. Segundo comunicado do MPF e das defensorias, as apurações começaram após a implantação de um gabinete de crise instalado pelo Ministério dos Povos Indígenas para investigar o assassinato de três jovens indígenas no sul da Bahia, entre setembro de 2022 e janeiro de 2023. As reuniões terminaram sem apontar soluções para o problema de segurança. O MPF e as defensorias dizem que o governo da Bahia negou solicitações feitas por lideranças indígenas para utilização da Força Nacional na região após as mortes. A gestão estadual teria alegado que a segurança poderia ser feita pelas próprias forças locais. As informações são do portal Uol. Uma mulher pataxó foi assassinada no último domingo (21) em Potiraguá, sul da Bahia, após fazendeiros tentarem expulsar indígenas que ocupavam uma fazenda na região. Dois homens foram presos sob a suspeita de ligação com o homicídio.
























