Em mensagens, Motta e Vorcaro citam negócio de R$ 45 milhões na Paraíba: "formato em sociedade"
Conversas extraídas pela PF discutem compra de terreno na Paraíba, empréstimo de R$ 22 milhões e assuntos como FGC e mercado de carbono
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Novas mensagens vazadas pela Polícia Federal revelam que Hugo Motta (Republicanos‑PB) manteve contato direto com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para discutir a compra de um terreno de mais de 400 hectares em João Pessoa, avaliado em R$ 45 milhões, e um empréstimo de pelo menos R$ 22 milhões concedido à empresa da cunhada de Motta. As conversas detalham a assinatura de documentos, o pagamento à Intercement e a formação de sociedade, além de mencionar o valor fiscal de R$ 101 milhões do imóvel, indicando forte vínculo entre o parlamentar e o setor bancário.
- Além da negociação imobiliária, as mensagens abordam um estudo sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), um projeto de lei relacionado ao mercado de carbono e a logística de um voo de Guarulhos a Brasília. Em nota, Motta nega qualquer irregularidade, afirmando que suas relações com o empresariado são legítimas e que confia nas investigações em curso.
Foto: Mário Agra | Câmara dos Deputados
Novas mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mostram Hugo Motta (Republicanos-PB) discutindo com o ex-banqueiro detalhes de uma negociação imobiliária na Paraíba. As conversas, que foram divulgadas pelo site Fatos Online e confirmadas pela Folha, se somam aos diálogos que já haviam revelado a proximidade entre o presidente da Câmara e Vorcaro. O novo conjunto de mensagens, porém, trata principalmente de negócios e assuntos de interesse do ex-banqueiro. Entre eles estão a compra de um terreno em João Pessoa, um empréstimo de pelo menos R$ 22 milhões concedido pelo Master à empresa da cunhada de Motta, além de discussões sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e um projeto de lei relacionado ao mercado de carbono. “Formato de sociedade” - Em 9 de março de 2024, Motta procurou Vorcaro durante a negociação para comprar uma área de uma antiga fábrica de cimento em João Pessoa. Na mensagem, o deputado afirmou que os documentos para transferir a empresa para sua cunhada já estavam assinados e mencionou um acordo de sociedade. "Boa noite amigo! Td bem? Desculpa incomodar no sábado, estou aqui reunido com o pessoal para finalizar a negociação de compra da área aqui de JP. Conforme falamos, já temos os documentos assinados passando a empresa para minha cunhada ela iniciou a negociação com a Adriana mas acredito que ela não tá sabendo do formato de sociedade que ficou combinado", escreveu. Motta terminou a mensagem pedindo orientação sobre como proceder diante do prazo para o pagamento à Intercement. Quatro dias depois, o deputado voltou a falar sobre a negociação. Ele afirmou que o sogro estava com ele e que haviam sido concluídas as assinaturas necessárias para o pagamento. "Certo, meu sogro está até aqui, queria levar ele pq acabamos agora de desenrolar as assinaturas que faltavam para poder prosseguir o pagamento. Se vc achar conveniente, analisa e me avisa", escreveu. Em 15 de março, Motta agradeceu a Vorcaro pela parceria e disse que a negociação havia sido concluída dentro do prazo. "Deu tudo certo a tempo de cumprir o contrato. Depois vamos marcar uma conversa para traçar os próximos passos, acredito que vamos ter êxito no projeto! Forte abraço!", afirmou. Vorcaro respondeu: "Muito feliz de estarmos juntos! Te admiro muito e esse é o início de uma parceria de vida". Terreno de R$ 45 milhões - O negócio envolvia um terreno de mais de 400 hectares, pertencente a uma antiga fábrica de cimento em João Pessoa. A área foi comprada por R$ 45 milhões e seria destinada à construção de um novo bairro. O negócio ocorreu no mesmo período em que a cunhada de Motta obteve um empréstimo de pelo menos R$ 22 milhões junto ao Banco Master. O crédito foi utilizado para financiar a aquisição do imóvel. Segundo as matrículas, o valor fiscal do terreno era de R$ 101 milhões. Esse valor é calculado pela prefeitura e serve como referência para a cobrança de impostos. FGC e mercado de carbono - As mensagens também mostram Motta tratando de outros assuntos de interesse de Vorcaro. Em 23 de março de 2024, o deputado pediu ao banqueiro um estudo relacionado ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). "Quando puder lembra de pedir a seu pessoal o estudo daquele assunto do FGC, se vc for a Brasília essa semana podemos voltar a falar para ver onde podemos tentar encaixar esse assunto", escreveu. Meses depois, em novembro, Vorcaro procurou Motta para conversar sobre um projeto de lei relacionado ao mercado de carbono. "consegue encontrar mais tarde hoje", perguntou o ex-banqueiro. Motta respondeu: "Sim. Pegando o texto aqui para te mandar". As mensagens também registram uma conversa sobre o uso de uma aeronave. Em abril de 2024, Motta perguntou a Vorcaro de onde sairia o avião que o levaria de Guarulhos para Brasília. "Já vai estar te esperando", respondeu o ex-banqueiro. Motta nega irregularidades - Em nota enviada por sua assessoria, Hugo Motta afirmou que mantém diálogo com diferentes segmentos do empresariado e representantes da sociedade. "Enfatizo que não há nenhum ilícito retratado nos diálogos publicados e repudio a tentativa de atribuir conversas descontextualizadas a qualquer relação de interesse espúrio ou de favorecimento por minha parte. Tenho uma vida limpa, assim como é limpa a minha atuação política nesses 15 anos de vida pública", afirmou. Sobre o empréstimo, Motta disse que "o contrato de empréstimo realizado por empresa privada com um banco privado se deu quando não se tinha conhecimento dos fatos e investigações que posteriormente vieram a público sobre o Master e o seu dono". "Reitero que confio nos órgãos responsáveis pelas investigações, a quem cabe responder pelas apurações", declarou.
Mendonça acusa Moraes de abuso de autoridade em caso Master
Mendonça acusa Moraes de abuso de autoridade em caso Master
Ministro apresentou defesa a Edson Fachin e questionou a legalidade dos relatórios de inteligência usados contra ele
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O ministro André Mendonça, do STF, acusou o colega Alexandre de Moraes de ilegalidades ao solicitar à Polícia Federal relatórios de inteligência que questionam sua atuação como relator do caso Banco Master. Mendonça alegou abuso de autoridade e denunciação caluniosa, destacando que os documentos carecem de assinatura e valor probatório, e que foram usados para tentar intimidar a Justiça.
- A disputa se insere no contexto da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de corrupção envolvendo o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master. Enquanto Mendonça defende a retirada de sigilo de mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes, o ministro acusado nega irregularidades e pede investigação contra Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.
Foto: Antônio Augusto | STF
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou o também ministro Alexandre de Moraes de cometer ilegalidades ao solicitar à Polícia Federal relatórios de inteligência utilizados para questionar sua atuação como relator do caso envolvendo o antigo Banco Master. A manifestação foi apresentada nesta terça-feira (22) ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, dentro do prazo estabelecido para que Mendonça respondesse às acusações feitas por Moraes. Segundo Mendonça, o procedimento adotado pelo colega poderia configurar abuso de autoridade e direcionamento de investigação. “Os vícios que o prolator imputou a este signatário são, na realidade e em verdade, aqueles verificados em seu próprio ato —e não naquele que ele visa atacar”, escreveu o ministro. A controvérsia teve origem na divulgação de um relatório de inteligência atribuído à Polícia Federal que levantou suspeitas sobre a condução, por Mendonça, das investigações da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master. O documento divulgado não possui assinatura nem timbre da PF e traz advertências sobre seu caráter conjectural e a ausência de valor probatório. Outros relatórios também foram encaminhados à Corte. Na defesa, Mendonça afirmou que os documentos apresentam críticas à condução das investigações e questionou a forma como Moraes teria obtido acesso ao material. O ministro também sustentou que houve inserção de seu nome no chamado Inquérito das Fake News sem investigação prévia e afirmou que a apuração de ministros do Supremo deveria observar a competência do plenário da Corte. “São ‘relatórios’ sem qualquer identificação de autoria, com múltiplas advertências quanto à sua ausência de validade probatória”, escreveu Mendonça. Em outro trecho, afirmou que haveria “atividade ilícita da Polícia Federal” e “evidente denunciação caluniosa e abuso de autoridade” na tentativa, segundo ele, de intimidar e obstruir a Justiça. As afirmações integram a defesa apresentada pelo ministro e não representam conclusões judiciais sobre eventual prática de crime. O caso está relacionado ao confronto entre os ministros após Mendonça retirar o sigilo de documentos da Operação Compliance Zero que continham informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro. Segundo a Polícia Federal, o material reunia 52 mensagens que teriam sido enviadas por Vorcaro a Moraes entre 2023 e novembro de 2025, quando o empresário foi preso. Em uma das mensagens, o ex-banqueiro aparenta mencionar um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Em outro trecho, Vorcaro aparenta buscar informações sobre uma possível operação policial contra ele. Os investigadores informaram que as respostas atribuídas ao interlocutor não puderam ser recuperadas. Moraes, por sua vez, negou irregularidades e classificou como “inconstitucional e ilegal” a investigação conduzida por Mendonça relacionada às mensagens. Em reação à divulgação do material, Moraes encaminhou ao presidente do STF os relatórios de inteligência que levantavam suspeitas sobre a atuação de Mendonça e pediu a abertura de investigação contra o ministro por suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O embate entre os dois ministros ocorre em meio à disputa institucional envolvendo a condução do caso Master. Em setembro, o plenário do STF chegou a analisar questões relacionadas aos pedidos de investigação, mas o mérito não foi examinado naquela sessão após pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Áudio mostra Nikolas Ferreira pedindo ajuda a dono do Banco Master
Áudio mostra Nikolas Ferreira pedindo ajuda a dono do Banco Master
Deputado diz que mensagens são irrelevantes e afirma nunca ter recebido dinheiro do ex-banqueiro.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- Deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) teria solicitado ao empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, ajuda para seu ex‑assessor Thiago Faria e o advogado dele, segundo reportagem da jornalista Juliana Dal Piva (ICL Notícias). O pedido incluía a liberação de um ativo de mineração, e a defesa de Vorcaro ainda não se manifestou.
- Em vídeo divulgado nas redes, Nikolas nega qualquer proximidade com Vorcaro, rotulando as mensagens como “irrelevantes” e “cortina de fumaça”. Ele também pediu desculpas por criticar um evento financiado pelo Banco Master em Londres e afirmou que Vorcaro teria auxiliado nos custos de transporte durante a campanha de Jair Bolsonaro no Nordeste em 2022. As conversas fazem parte de uma série de áudios vazados que envolvem políticos, autoridades e membros do Judiciário.
Foto: Reprodução
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu ajuda a Daniel Vorcaro, do Banco Master, para seu ex-assessor Thiago Faria e o advogado dele, segundo reportagem da jornalista Juliana Dal Piva, do ICL Notícias. O pedido envolveria a liberação de um ativo de mineração. Procurada nesta quinta-feira (3), a defesa de Vorcaro não respondeu. Faria também não foi localizado. Ao ICL, ele negou irregularidades. Em vídeo publicado nas redes sociais, Nikolas negou ter proximidade com Vorcaro. Ele chamou as mensagens de “irrelevantes” e afirmou que os áudios divulgados seriam uma “cortina de fumaça”. “Eu nunca recebi um tostão de Vorcaro e nunca encontrei com ele”, declarou. Um áudio obtido pelo ICL foi enviado por Nikolas a Vorcaro em março de 2025. Na conversa, o deputado chama o empresário de “Dani”, diz que gostaria de se aproximar dele e, depois, encaminha o contato de Thiago Faria. No dia seguinte, informa que o ex-assessor estaria disponível em Brasília. As mensagens não mostram se Vorcaro atendeu ao pedido. Nikolas também pediu desculpas por uma publicação em que havia criticado um evento financiado pelo Banco Master em Londres. Segundo o deputado, ele recebeu o contato de Vorcaro por meio do pastor André Valadão. Nikolas afirmou ainda que o empresário teria ajudado com gastos de transporte durante sua participação na campanha de Jair Bolsonaro no Nordeste, em 2022. O parlamentar disse não ter identificado irregularidades na ocasião. Em mensagens de 2024, Vorcaro também teria afirmado a um empresário que havia custeado voos de Nikolas, sem informar quantos ou em qual período. As conversas fazem parte de uma série de mensagens atribuídas a Vorcaro que vieram a público nos últimos dias e envolvem políticos, autoridades e integrantes do Judiciário.
























