Jerônimo indica Camila Negromonte para o TCM
Jerônimo indica Camila Negromonte para o TCM
Procuradora do Ministério Público de Contas foi escolhida para ocupar cadeira aberta após aposentadoria de conselheiro.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, encaminhou à Assembleia Legislativa do estado a indicação da procuradora Camila Vasquez Negromonte para preencher a vaga de conselheira no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).
- A publicação oficial está prevista para segunda-feira (8), marcando o início dos trâmites legislativos que incluirão uma sabatina da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na terça-feira (9) e posterior votação em plenário pelos deputados estaduais, encerrando uma espera de quase um ano pela definição de uma vaga destinada ao Ministério Público de Contas.
- Camila Negromonte, procuradora de carreira do MPC, foi selecionada de uma lista tríplice e possui ligação familiar com o ex-conselheiro Mário Negromonte, cuja aposentadoria abriu a vaga, sendo casada com o deputado federal Mário Negromonte Júnior. A indicação é interpretada nos bastidores como um movimento de articulação política dentro da base governista. Agora, caberá à ALBA analisar as qualificações técnicas da procuradora e decidir pela sua aprovação para assumir uma cadeira no órgão fiscalizador das contas municipais.
Foto: Reprodução
O governador Jerônimo Rodrigues encaminhou à Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) a indicação da procuradora Camila Vasquez Negromonte para ocupar a vaga aberta no Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM). A publicação oficial deve ocorrer na próxima segunda-feira (8), dando início aos trâmites legislativos necessários para a confirmação do nome. A expectativa é que a candidata seja submetida à sabatina da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) já na terça-feira (9). Após essa etapa, a indicação seguirá para apreciação e votação em plenário pelos deputados estaduais. A escolha encerra um período de quase um ano de espera, desde a entrega da lista tríplice ao chefe do Executivo estadual. O documento havia sido encaminhado ao governo em agosto de 2025, após processo conduzido para preenchimento da vaga destinada ao Ministério Público de Contas (MPC). Procuradora de carreira do MPC, Camila foi selecionada entre os três nomes que integravam a lista tríplice. Também disputavam a indicação os procuradores Guilherme Costa Macêdo e Aline Paim Monteiro do Rego. A vaga surgiu após a aposentadoria do então conselheiro Mário Negromonte, que deixou o cargo no Tribunal de Contas dos Municípios. A futura conselheira indicada possui ligação familiar com o ex-conselheiro: ela é casada com o deputado federal Mário Negromonte Júnior, filho de Mário Negromonte. Nos bastidores da política baiana, a indicação é vista como um movimento de articulação dentro da base governista. Interlocutores apontam que a definição do nome ocorreu após reuniões realizadas nos últimos dias entre o governador e integrantes do grupo político ligado ao deputado federal. Com a formalização da indicação, caberá agora à Assembleia Legislativa analisar a qualificação técnica da procuradora e decidir pela aprovação ou rejeição do nome. Caso receba aval dos parlamentares, Camila Negromonte assumirá uma das cadeiras do TCM, órgão responsável pela fiscalização e controle das contas dos municípios baianos.
Pressionados por protestos e críticas, deputados recuam após apoio à PEC da Blindagem
Deputados de diferentes espectros políticos afirmam ter sido enganados, pressionados ou desatentos durante a votação.
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Foto: Uol
Enquanto milhares de pessoas se reuniam na orla de Salvador neste domingo (21), em protesto contra a Proposta de Emenda à Constituição conhecida como PEC da Blindagem, o deputado federal Mário Negromonte Júnior (PP) discursava em um evento na cidade de Pedro Alexandre, no sertão da Bahia. Ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o parlamentar tentou justificar o voto favorável à proposta, alegando ter sido induzido ao erro. Mais tarde, em vídeo divulgado nas redes sociais, Negromonte afirmou sentir-se vítima de um golpe. “Essa PEC da Bandidagem não me representa, não condiz com a minha trajetória. Fui enganado”, declarou o deputado, que é aliado político do relator da PEC, Cláudio Cajado (PP).Assim como ele, ao menos outros oito deputados federais voltaram atrás publicamente, alegando arrependimento. As justificativas variam entre erro de interpretação, desatenção, pressão de líderes partidários e até covardia.A votação gerou forte reação popular. Manifestações contra a PEC e contra a proposta de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro ocorreram em todas as 27 capitais do país. Parlamentares que apoiaram a medida passaram a ser alvo de críticas intensas nas redes sociais e, em muitos casos, optaram por bloquear comentários em suas postagens.Entre os 12 deputados do PT que votaram a favor, pelo menos dois se pronunciaram em tom de retratação. O mineiro Paulo Guedes (PT-MG), internado em um hospital no momento da votação, afirmou em live que foi orientado por telefone a apoiar a proposta. “Minha cabeça não estava focada. Se estivesse no plenário, jamais teria votado a favor. Peço desculpas aos meus eleitores”, disse.Já o deputado Merlong Solano (PT-PI) divulgou uma nota de desculpas à população do Piauí, afirmando ter cometido um grave equívoco.O deputado Rafael Brito (MDB-AL), próximo ao ministro dos Transportes, Renan Filho, apoiou a PEC no primeiro turno, mas se ausentou na segunda votação. Posteriormente, classificou o voto como um erro.Outro aliado do governo baiano, Gabriel Nunes (PSD-BA), também admitiu equívoco ao apoiar a proposta. No campo conservador, a deputada Silvye Alves (União Brasil-GO) votou contra a PEC no primeiro turno, mas mudou de posição no segundo. Em vídeo, afirmou que foi pressionada por influentes do Congresso e cedeu por medo de retaliações.“Fui covarde. Não tive força para fazer o que era certo. Peço perdão”, declarou emocionada.O deputado Thiago de Joaldo (PP-SE), ligado ao bolsonarismo e cotado para disputar o governo de Sergipe, também voltou atrás:“Vergonha é persistir no erro. Coragem é reconhecer e lutar para consertar”, afirmou.PEC segue para o Senado sob forte rejeiç. A proposta ainda será apreciada no Senado Federal. O relator designado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), já adiantou que apresentará parecer contrário à matéria.“Essa PEC joga a imagem do Congresso no lixo. Ela será derrubada”, declarou o senador. O parecer deve ser apresentado na próxima quarta-feira (24).























