Senado aprova projeto que amplia divulgação do Ligue 180 em todo o país
Senado aprova projeto que amplia divulgação do Ligue 180 em todo o país
Texto prevê campanhas em meios de comunicação, escolas, hospitais, órgãos públicos e transporte coletivo.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O plenário do Senado Federal aprovou o projeto de lei que amplia a divulgação do Ligue 180, canal telefônico voltado para o recebimento de denúncias de violência contra a mulher. Como o texto já passou pela Câmara dos Deputados, a proposta segue agora para a sanção do presidente da República, consolidando um passo importante para o fortalecimento da rede de proteção às mulheres no país.
- A nova medida estabelece que o Governo Federal deve promover campanhas informativas em meios de comunicação de massa e fixar peças de divulgação em locais públicos e privados de grande circulação, como escolas, hospitais e transportes coletivos. A relatora do projeto, senadora Mara Gabrilli, ressaltou que a iniciativa ampliará o conhecimento do serviço pelas vítimas, facilitando o acesso a um mecanismo seguro de denúncia e acolhimento.
Foto: Roque de Sá | Agência Senado
O plenário do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (8), o projeto de lei que amplia a divulgação do Ligue 180, serviço telefônico destinado ao recebimento de denúncias de violência contra a mulher. Como o texto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados, a proposta segue agora para sanção do presidente da República. Pelo projeto, o Governo Federal deverá promover campanhas de divulgação do canal em meios de comunicação de massa e em locais públicos e privados com grande circulação de pessoas. A medida prevê que o Ligue 180 seja divulgado em escolas, hospitais, órgãos públicos, casas de espetáculos, espaços de lazer, estabelecimentos privados e também em meios de transporte coletivo, com o objetivo de ampliar o acesso da população ao serviço. Relatora da proposta no Senado, a senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) destacou que a iniciativa pode fortalecer as políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher. Segundo a parlamentar, ampliar a divulgação do canal permitirá que mais vítimas conheçam o serviço e tenham acesso a um mecanismo seguro para denunciar casos de violência e buscar orientação. O Ligue 180 funciona como um canal nacional de atendimento, orientação e encaminhamento de denúncias relacionadas à violência contra a mulher, contribuindo para o acionamento da rede de proteção e das autoridades competentes.
Denúncias de violência digital contra mulheres crescem 188%
Denúncias de violência digital contra mulheres crescem 188%
Central Ligue 180 recebeu mais de 16 mil denúncias entre janeiro e maio; aumento pode indicar redução da subnotificação.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- As denúncias de violência contra mulheres em ambientes digitais dispararam 188,6% nos cinco primeiros meses de 2026, com 16.725 registros na Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, em comparação com 5.795 no mesmo período de 2025. Dados do Ministério das Mulheres revelam que plataformas como redes sociais, aplicativos de mensagens e jogos online têm sido usadas para ameaçar, perseguir, humilhar e expor mulheres e meninas. A ministra Márcia Lopes atribui parte do aumento à redução da subnotificação, indicando maior confiança no serviço de denúncias.
- Diante do cenário, o governo federal tem agido, promovendo a capacitação de cerca de 350 atendentes do Ligue 180 para identificar e encaminhar casos de violência digital. A entrada em vigor do Decreto nº 12.976/2026, que exige a remoção de imagens íntimas sem consentimento em até duas horas por plataformas digitais, e o lançamento da campanha “O Digital é Nosso Lugar” são outras iniciativas. A violência digital agora ocupa a quinta posição entre as denúncias da central, e em 2025, quase metade das vítimas eram mulheres negras, com a faixa etária de 35 a 44 anos sendo a mais afetada.
Foto: Ministério das Mulheres
As denúncias de violência contra mulheres em ambientes digitais cresceram 188,6% nos cinco primeiros meses de 2026, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (22) pelo Ministério das Mulheres. Entre janeiro e maio deste ano, a Central de Atendimento à Mulher — Ligue 180 registrou 16.725 denúncias desse tipo, contra 5.795 no mesmo período de 2025. De acordo com o levantamento, redes sociais, aplicativos de mensagens, jogos online e outras plataformas digitais têm sido utilizados para ameaçar, perseguir, humilhar, chantagear, expor indevidamente e intimidar mulheres e meninas. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, afirmou que o aumento dos registros pode estar relacionado à redução da subnotificação. Segundo ela, mais mulheres estão confiando no serviço e se sentindo seguras para denunciar. “Ter os dados da realidade é muito importante. A gente só vai acertar nas respostas pelos governos e políticas públicas quando tiver mais realismo nas informações”, destacou. Para melhorar o atendimento às vítimas, o Ministério das Mulheres e a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) promoveram a capacitação de cerca de 350 atendentes do Ligue 180. O treinamento teve foco na identificação e no encaminhamento de casos de violência digital. Os dados mostram ainda que esse tipo de violência já ocupa a quinta posição entre as denúncias recebidas pela central. Em 2025, estava em sétimo lugar. Segundo o ministério, quase metade das vítimas registradas no ano passado eram mulheres negras. A faixa etária com maior número de denúncias foi a de 35 a 44 anos. O crescimento das ocorrências acontece no momento em que entra em vigor o Decreto nº 12.976/2026, que estabelece regras para o combate à violência contra mulheres na internet. Entre as medidas, está a obrigação de plataformas digitais removerem, em até duas horas, imagens íntimas divulgadas sem consentimento. O governo federal também lançou a campanha nacional “O Digital é Nosso Lugar”, que incentiva a denúncia e o enfrentamento da violência contra mulheres nos ambientes virtuais.
























