Sete cidades da 94ª CIPM somam anos sem registros de homicídio
Dados apontam longos períodos sem registros de homicídios em municípios do sudoeste da Bahia.
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Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
Municípios atendidos pela 94ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) acumulam expressivos períodos sem registro de homicídios, conforme levantamento atualizado da corporação.Em Caetité, o último caso foi registrado em 2 de julho de 2025, totalizando 188 dias sem homicídios. Caculé contabiliza 21 dias sem ocorrências desde 16 de dezembro de 2025, enquanto Ibiassucê alcança a marca de 207 dias, com último registro em 13 de junho de 2025.Em Tanque Novo, não há homicídios há 1 ano e 1 dia, desde 5 de janeiro de 2025. Lagoa Real apresenta o maior intervalo, com 8 anos e 8 dias sem crimes letais, desde 29 de dezembro de 2017.Já Jacaraci soma 4 anos, 4 meses e 17 dias sem registros, tendo o último ocorrido em 20 de agosto de 2021, enquanto Licínio de Almeida permanece há 3 anos, 2 meses e 4 dias sem homicídios, desde 2 de novembro de 2022.Os números refletem o monitoramento permanente das forças de segurança e serão atualizados conforme novos registros oficiais.
Bahia tem mais de 1,2 mil mortes em ações policiais em 2025; governador reage
Sinesp aponta que Bahia registrou mais de 1,2 mil mortes em ações policiais até setembro; SSP-BA contesta e diz que índices de violência caíram.
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Foto: Divulgação
A Bahia registrou 1.252 mortes decorrentes de intervenções policiais entre janeiro e setembro de 2025, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. O número é mais que o dobro das mortes registradas no Rio de Janeiro no mesmo período. Com 11,2 mortes por 100 mil habitantes, a Bahia ocupa o segundo lugar no país em letalidade policial, ficando atrás apenas do Amapá, que apresenta taxa de 20,3 por 100 mil habitantes.O levantamento também aponta que a Bahia lidera o número de mortes violentas intencionais, com 4.255 registros — à frente de Rio de Janeiro (3.201) e São Paulo (2.589). Entre os crimes mais recorrentes estão feminicídio, homicídio doloso e intervenções policiais. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública já havia classificado a Bahia e o Amapá como os estados mais perigosos do país.Apesar dos indicadores, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que os índices de violência vêm apresentando queda pelo terceiro ano consecutivo. Declaração do governador: Em entrevista ao portal UOL, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou que o Estado enfrenta um desafio estrutural no modelo policial. Segundo ele, é necessário reformar o processo de formação e capacitação dos agentes. “São 18 anos de governo, mas estamos enfrentando um modelo de polícia de 200 anos. Culturalmente, precisamos modificar a forma de concurso, a formação e aplicar uma lei firme para quem sair dos padrões da corregedoria”, declarou o governador.























