Lula diz que não vai interferir em investigação contra o filho e afirma: "Se errar, vai pagar"
Presidente afirma que Fábio Luís Lula da Silva não terá tratamento diferenciado e deverá responder à Justiça como qualquer cidadão
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não usará o cargo para beneficiar o filho Lulinha, alvo de investigação da Polícia Federal. Lula ressaltou que o filho será tratado como qualquer cidadão e não receberá privilégios, e que caberá a ele apresentar sua defesa durante a investigação.
- O presidente também declarou que jamais pediria a delegados ou magistrados para favorecer familiares e que, caso seja chamado pela Justiça, Fábio Luís responderá ao processo e não tentará fugir das investigações.
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não pretende usar o cargo para beneficiar o filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, que é alvo de uma investigação da Polícia Federal. A declaração foi feita nesta quarta-feira (30), durante entrevista. Segundo Lula, o filho será tratado da mesma forma que qualquer outro cidadão e não receberá privilégios por ser integrante da família do presidente. Ele ressaltou que não fará qualquer tipo de interferência no trabalho da Polícia Federal ou da Justiça. O presidente disse que acredita na inocência do filho, mas destacou que caberá a ele apresentar sua defesa durante a investigação. Lula afirmou ainda que, caso fique comprovado que Lulinha cometeu algum crime, deverá responder pelos seus atos e cumprir a punição prevista em lei. Durante a entrevista, o presidente também declarou que jamais pediria a delegados ou magistrados para favorecer familiares e lembrou que enfrentou processos judiciais ao longo de sua trajetória política, afirmando que o mesmo procedimento deve ser seguido em relação ao filho. Lula acrescentou que, caso seja chamado pela Justiça, Fábio Luís responderá ao processo e não tentará fugir das investigações. A apuração conduzida pela Polícia Federal segue em andamento.
Desembargadora afastada por suspeita de venda de sentenças recebeu R$ 1,3 milhão
Desembargadora afastada por suspeita de venda de sentenças recebeu R$ 1,3 milhão
Segundo investigação, magistrada é acusada de integrar esquema de corrupção e lavagem de dinheiro ligado à venda de decisões judiciais no oeste baiano
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago recebeu aproximadamente R$ 1,3 milhão em salários desde seu afastamento em abril de 2024, devido à suspeita de envolvimento em um esquema de venda de sentenças investigado pela Operação Faroeste. As informações, divulgadas pelo jornal Estadão, apontam que o Tribunal de Justiça da Bahia efetuou pagamentos mensais médios de R$ 54,3 mil à magistrada durante os 24 meses de afastamento cautelar, sendo R$ 104 mil líquidos recebidos apenas em abril deste ano.
- Maria do Socorro é acusada de integrar o núcleo principal do esquema, que envolve corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro ligadas à comercialização de decisões judiciais e disputas fundiárias no oeste da Bahia. Segundo as investigações, ela teria simulado empréstimos para ocultar o recebimento de propinas. Em resposta, a defesa da desembargadora nega as acusações, reiterando sua convicção na inocência e afirmando que não há comprovação de ilícitos.
Foto: Reprodução
A desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago recebeu cerca de R$ 1,3 milhão em salários desde que foi afastada do cargo, em abril de 2024, por suspeita de participação em um esquema de venda de sentenças investigado na Operação Faroeste. As informações foram divulgadas pelo jornal Estadão. A defesa da magistrada nega as acusações. Segundo a publicação, o Tribunal de Justiça da Bahia registrou média mensal de R$ 54,3 mil pagos à desembargadora durante os 24 meses de afastamento cautelar. Em abril deste ano, quando se tornou ré após decisão do Superior Tribunal de Justiça, Maria do Socorro recebeu o maior contracheque do período: R$ 104 mil líquidos. Apenas em 2026, os pagamentos já somam cerca de R$ 267 mil. Em 2025, segundo o Estadão, ela recebeu R$ 664 mil. De acordo com investigações da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, a desembargadora integraria o núcleo principal do esquema investigado pela Operação Faroeste. O caso envolve suspeitas de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro relacionadas à venda de decisões judiciais e disputas fundiárias no oeste da Bahia. Também se tornaram réus no processo Adailton Maturino dos Santos e Geciane Souza Maturino dos Santos. Segundo a PGR, a magistrada teria simulado empréstimos com familiares no valor de R$ 480 mil para ocultar pagamentos de propina supostamente feitos por Adailton Maturino, por meio de cheques emitidos por empresas ligadas ao investigado. Ao Estadão, a defesa afirmou que não há comprovação de ilícitos e sustentou que os fatos apresentados pela acusação não foram confirmados durante a instrução processual. “A defesa reafirma sua convicção na absoluta inocência da desembargadora”, declararam os advogados em nota enviada ao jornal.























