Otto confirma amizade com advogado citado em áudio de dono do Banco Master, mas nega pedido sobre banqueiro
Senador confirmou que Ciro Soares já trabalhou para o PSD e afirmou manter relação de amizade com o advogado.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O senador Otto Alencar (PSD‑BA) confirmou manter relação de amizade e profissional com o advogado baiano Ciro Soares, citado em áudios vazados nas conversas com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Apesar das gravações sugerirem uma reunião envolvendo o senador, o advogado e o ministro do STF André Mendonça, Alencar negou ter sido procurado para o encontro e afirmou que não fez pedidos ao empresário ou à instituição financeira, ressaltando que os contatos com membros do Supremo estavam ligados à indicação de Jorge Messias para a Corte.
Foto: Reprodução | Agência Senado
O senador Otto Alencar (PSD-BA) confirmou que mantém relação de amizade e profissional com o advogado baiano Ciro Soares, citado em áudios vazados durante conversas com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Apesar disso, o parlamentar negou ter sido procurado para participar de um encontro com o banqueiro e afirmou que não fez pedidos relacionados ao empresário ou à instituição financeira. Em uma das gravações, Ciro Soares afirma a Vorcaro que pretendia levar Otto Alencar a uma reunião com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. Na conversa, o advogado diz que o magistrado teria manifestado interesse em receber os dois. Em outro trecho, Ciro relata que Otto havia perguntado anteriormente sobre Vorcaro durante uma festa. Procurado, Otto confirmou que Ciro já prestou serviços jurídicos ao PSD e disse considerar o advogado um amigo. O senador também afirmou que já viajou com ele entre Salvador e Brasília, mas negou que tenha tratado com Ciro sobre Daniel Vorcaro ou sobre o Banco Master. “Ciro viajou comigo, mas não pediu nada de Daniel Vorcaro”, afirmou. Otto também disse que não se encontrou com André Mendonça no período mencionado nos áudios. Segundo o senador, os contatos que manteve naquele período com integrantes do Supremo estavam relacionados principalmente à indicação de Jorge Messias para uma vaga na Corte. A indicação de Messias foi formalizada pelo governo federal em abril deste ano. As declarações de Otto foram dadas após a divulgação das gravações em que seu nome aparece relacionado a uma possível reunião entre Ciro Soares, o senador, Vorcaro e o ministro do STF. O parlamentar nega, porém, que tenha participado da articulação ou tratado de interesses ligados ao dono do Banco Master.
Lula se reúne com ministros do STF em meio à crise envolvendo Alexandre de Moraes
Interlocutores do presidente relataram críticas a André Mendonça, relator do caso que envolve o Banco Master
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu na noite de terça‑feira (1º) com ministros do Supremo Tribunal Federal para discutir a crise desencadeada pela divulgação de conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Na reunião, aliados de Moraes criticaram o relator do caso, ministro André Mendonça, apontando que suas decisões favorecem adversários políticos de Lula, apesar das negativas dos interlocutores.
- A conversa também abordou a postura do advogado‑geral da União, Jorge Messias, que não teria avançado com medidas na AGU para contestar as iniciativas de Mendonça. O episódio destaca tensões entre o Executivo e o Judiciário, envolvendo figuras como Jair Bolsonaro e seu filho Flávio Bolsonaro, e reforça a atenção da mídia, como a CNN, sobre o impasse judicial.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou na noite de terça-feira (1º) com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a crise envolvendo a Corte após a divulgação de conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo informações divulgadas pela CNN, Lula ouviu ministros próximos a Moraes, que fizeram críticas à atuação do ministro André Mendonça, relator do caso relacionado ao banco. Aos interlocutores do presidente, aliados de Moraes afirmaram que Mendonça estaria adotando medidas alinhadas a adversários políticos de Lula. Mendonça foi indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do senador Flávio Bolsonaro (PL), apontado como um dos principais nomes da oposição. As acusações contra o ministro, no entanto, são rejeitadas por seus interlocutores. Durante as conversas, aliados de Moraes também defenderam uma atuação mais contundente de Lula diante da crise. Ainda de acordo com a CNN, integrantes do grupo ligado ao ministro criticaram o advogado-geral da União, Jorge Messias, por não ter avançado com uma medida na Advocacia-Geral da União (AGU) para contestar iniciativas de Mendonça relacionadas ao caso.
Alcolumbre quer reunião com Lula após derrota no Senado
Alcolumbre quer reunião com Lula após derrota no Senado
Presidente do Senado afirma que não atuou contra indicação de Jorge Messias ao STF e tenta reconstruir diálogo com o Planalto.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, iniciou um movimento de reaproximação com o governo federal. A derrota, considerada um dos maiores reveses para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, levou Alcolumbre a buscar diálogo direto com Lula, defendendo que não atuou contra a nomeação e que havia alertado o Planalto sobre o risco, atribuindo o resultado à insatisfação dos parlamentares e buscando "passar a régua" no episódio.
- Em resposta à crise, ministros como José Múcio Monteiro e José Guimarães intensificaram reuniões com Alcolumbre e aliados governistas no Congresso. Apesar dos sinais de distensão e da necessidade de apoio do Senado em pautas prioritárias como as PECs da Segurança Pública, do SUAS e da mineração, setores do Planalto ainda cogitam mudanças na articulação política. A relação entre Planalto e Senado permanece tensa, com o governo buscando evitar novos desgastes em votações estratégicas.
Foto: Reprodução
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, iniciou movimentos de reaproximação com o governo federal após a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal. A derrota imposta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi considerada uma das mais duras enfrentadas pelo Palácio do Planalto no atual mandato. Segundo interlocutores do governo, Alcolumbre demonstrou interesse em conversar diretamente com Lula para encerrar o desgaste político provocado pela votação. A aliados, o senador afirmou que deseja “passar a régua” no episódio e sustentou que não trabalhou contra a indicação do chefe da AGU. Nos bastidores, o presidente do Senado argumenta que alertou previamente o Planalto sobre o risco de rejeição e atribui o resultado à insatisfação de parlamentares da Casa. O discurso adotado pelo senador é o de preservação da relação institucional com o governo federal. Após a derrota de Messias, ministros do governo intensificaram articulações para reduzir a crise. O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, se reuniu com Alcolumbre na terça-feira (5). Já o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, almoçou com o senador na quarta-feira (6). No Senado, Alcolumbre também manteve conversas com aliados do governo, entre eles o líder governista no Congresso, Randolfe Rodrigues. Apesar disso, setores do Planalto defendem mudanças na articulação política da Casa, incluindo possíveis trocas em cargos de liderança. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, também enfrenta resistência. Segundo integrantes do governo, a relação entre Wagner e Alcolumbre se deteriorou durante a tramitação da indicação de Jorge Messias ao STF. A preocupação do Planalto é evitar novos desgastes em votações consideradas estratégicas para o governo. Entre os projetos prioritários estão as PECs da Segurança Pública e do Sistema Único de Assistência Social (Suas), além da proposta que regulamenta a exploração de minerais críticos no Brasil. Outro tema que depende do aval político do Senado é a PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6x1. A matéria ainda tramita na Câmara dos Deputados, mas o governo avalia que precisará do apoio de Alcolumbre para acelerar a votação no Senado antes do avanço do calendário eleitoral. Apesar dos sinais de distensão, integrantes do governo admitem que a relação entre o Planalto e o presidente do Senado ainda atravessa um momento de forte desgaste político.
Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF
Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF
Indicado recebeu 42 votos contrários e não alcançou maioria necessária
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para o cargo de ministro do STF, com 42 votos contrários. A escolha do governo agora será encaminhada para um novo nome. A rejeição de um indicado ao STF é um fato raro, com a última vez tendo ocorrido em 1894.
- A votação ocorreu em plenário, de forma secreta, e terminou com 42 votos contrários, 34 favoráveis e uma abstenção. O governo agora deverá encaminhar um novo nome para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso.
Foto: Brenno Carvalho | Agência O Globo
O Senado rejeitou, na noite desta quarta-feira (29), a indicação de Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A votação ocorreu em plenário, de forma secreta, e terminou com 42 votos contrários, 34 favoráveis e uma abstenção. Para ser aprovado, o indicado precisava de 41 votos, que representam a maioria absoluta da Casa. Com o resultado, a mensagem presidencial foi arquivada. O governo agora deverá encaminhar um novo nome para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso. Mais cedo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) havia aprovado a indicação por 16 votos a 11. Durante a sabatina, Messias respondeu a questionamentos sobre temas jurídicos e posicionamentos pessoais. A rejeição de um indicado ao STF é um fato raro. Segundo registros históricos, a última vez que o Senado recusou nomes para a Corte foi em 1894, quando cinco indicações foram barradas durante o governo de Floriano Peixoto. Messias era o terceiro nome enviado pelo governo ao Supremo neste mandato. Antes dele, Cristiano Zanin e Flávio Dino foram aprovados e tomaram posse.
























