Otto Alencar assume apoio a Wagner e Rui Costa em 2026
Declaração foi feita em evento com Lula em Salvador; senador cita “conspirações” internas
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Foto: Reprodução
O senador Otto Alencar (PSD) confirmou nesta sexta-feira (data) que apoiará as candidaturas de Jaques Wagner e Rui Costa, ambos do PT, ao Senado Federal nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante a cerimônia de entrega de ambulâncias e equipamentos do Samu, em Salvador, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao discursar no evento, Otto afirmou que a aliança entre PSD e PT será reforçada no próximo pleito e citou nominalmente Wagner e Rui como seus candidatos ao Senado.“Essa cooperação que avança há muitos anos vai estar ainda mais sólida nas eleições de 2026, com a eleição de Jerônimo e com a eleição dos meus candidatos ao Senado Federal, Rui Costa e Jaques Wagner”, disse o senador. Sem mencionar diretamente a tentativa do senador Angelo Coronel de assumir o comando estadual do PSD, Otto afirmou estar habituado a enfrentar disputas internas e conspiratórias. Ele comparou o cenário atual ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016.“Eu já sou acostumado a enfrentar conspirações e vou enfrentar qualquer conspiração que se promova contra o nosso grupo e o nosso projeto”, declarou. A fala de Otto sinaliza o alinhamento do PSD baiano ao PT na disputa majoritária de 2026 e tende a aprofundar as tensões internas no partido, especialmente em relação ao espaço de Angelo Coronel na chapa ao Senado.
Bruno Reis confirma ACM Neto na disputa pelo governo
Em Salvador, prefeito afirma que ex-prefeito não repetirá decisão de 2018, minimiza ruídos na oposição e diz que grupo apoiará Ronaldo Caiado à Presidência.
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O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou nesta quarta-feira (21) que ACM Neto será candidato ao governo da Bahia nas eleições deste ano. A declaração foi feita durante entrevista à imprensa na entrega de uma obra de contenção de encosta no bairro de Matatu de Brotas. Bruno descartou qualquer possibilidade de o ex-prefeito repetir a decisão de 2018, quando abriu mão da disputa pelo Palácio de Ondina. Na ocasião, o União Brasil lançou o então prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, derrotado pelo governador Rui Costa (PT), reeleito no primeiro turno.“Acho que isso confirma a preocupação que eles têm com a candidatura de ACM Neto. Se não tivessem medo de enfrentá-lo, não ficariam desejando que ele não fosse candidato. Esse desejo é dos adversários, não nosso”, afirmou Bruno.“Você nunca viu ninguém do nosso grupo cogitar que Neto pudesse deixar de ser candidato. Isso só aparece do lado de lá”, completou. O prefeito disse que as especulações sobre um possível recuo são tentativas de enfraquecer a pré-campanha. Para ele, o cenário está definido dentro do grupo político liderado por ACM Neto.Ao comentar as declarações de Marcelo Nilo (Republicanos), que admitiu lançar candidatura própria caso não seja contemplado na chapa majoritária, Bruno minimizou o impacto e afirmou que as conversas seguem em andamento. “Todas as pretensões são legítimas. As discussões estão acontecendo e as decisões serão tomadas de forma coletiva, para que todos possam ser contemplados. Ainda tem muita água para passar por debaixo dessa ponte”, disse.Bruno Reis também tratou da eleição presidencial e sinalizou uma mudança de postura em relação a 2022, quando ACM Neto adotou neutralidade na disputa entre Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, o grupo agora tem posição clara. “Nosso candidato a presidente é Ronaldo Caiado. Ele foi lançado aqui em Salvador. Pode haver mudanças no cenário nacional? Pode. Mas, hoje, o nosso caminho é esse”, afirmou.O prefeito defendeu ainda a união das forças de oposição em um eventual segundo turno.“Uma certeza é que nós estamos juntos contra o PT. Queremos uma alternativa para o Brasil. Quem for para o segundo turno contra o PT terá o nosso apoio”, concluiu. A fala de Bruno Reis consolida o discurso de que ACM Neto será, sem recuos, o nome da oposição para a disputa pelo Palácio de Ondina e marca o alinhamento do grupo também na corrida presidencial.























