MPF investiga suspeitas de irregularidades no uso de recursos da merenda escolar na Bahia
Inquérito civil apura a aplicação de verbas federais do PNAE destinadas a uma associação de agricultores entre 2024 e 2025
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para investigar irregularidades na execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) em Santo Antônio de Jesus. A investigação visa apurar possíveis atos de improbidade administrativa ou prática criminosa envolvendo a destinação de recursos federais para a alimentação escolar.
- O procedimento foi aberto após o recebimento de uma notícia de fato que aponta possíveis irregularidades na utilização dos recursos do PNAE. O MPF solicitou documentos e informações à Prefeitura de Santo Antônio de Jesus e ao Conselho de Alimentação Escolar do município.
Foto: Jefferson Peixoto | Secom
O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para investigar possíveis irregularidades na execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano. A apuração tem como foco a aplicação de recursos federais repassados a uma associação de agricultores entre os anos de 2024 e 2025. A investigação foi formalizada pela procuradora da República Flávia Galvão Arruti, titular do 8º Ofício do Núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria da República na Bahia (PR/BA). A portaria foi publicada na última terça-feira (14). Segundo o MPF, o procedimento foi aberto após o recebimento de uma notícia de fato que aponta possíveis irregularidades na utilização dos recursos do PNAE. O objetivo é verificar se houve ato de improbidade administrativa ou eventual prática criminosa envolvendo a destinação das verbas federais para a alimentação escolar. Como uma das primeiras medidas, o órgão solicitou à Prefeitura de Santo Antônio de Jesus cópias dos procedimentos administrativos relacionados aos pagamentos feitos à associação com recursos do programa entre 2024 e 2025. Também foram requisitadas notas fiscais e documentos que comprovem a entrega dos produtos fornecidos. O Conselho de Alimentação Escolar (CAE) do município também deverá encaminhar pareceres, relatórios de fiscalização, atas de reuniões e demais documentos referentes ao acompanhamento da execução do PNAE no mesmo período. Além disso, o conselho foi solicitado a informar se identificou eventuais irregularidades nos repasses destinados à associação investigada. Outra frente da apuração será conduzida pela Assessoria de Pesquisa e Análise do MPF (ASSPAD), que fará um levantamento para identificar a composição da associação, verificar se uma servidora mencionada na denúncia integra o quadro da Prefeitura e apurar a existência de eventual vínculo entre agentes públicos municipais e dirigentes da entidade. O inquérito civil terá prazo inicial de um ano para conclusão, podendo ser prorrogado. Procurada, a Prefeitura de Santo Antônio de Jesus informou que ainda não se manifestou sobre o caso.
MP denuncia prefeito por gastos de R$ 2,2 milhões com festa em Palmas de Monte Alto
Órgão aponta gasto excessivo com atrações da vaquejada enquanto município enfrenta problemas na saúde, estradas e assistência social.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Ministério Público da Bahia (MP-BA) acionou o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA) contra o prefeito de Palmas de Monte Alto, Marcos Túlio Laranjeira Rocha, em função dos vultosos gastos com a XXII Vaquejada do município. A representação aponta que apenas os cachês artísticos para o evento somam R$ 2,275 milhões, destacando valores como R$ 800 mil para Natanzinho Lima, R$ 350 mil para Mano Walter, R$ 300 mil para Trio Parada Dura e R$ 250 mil para Henrique e Diego, com shows previstos entre 28 e 31 de maio.
- A denúncia questiona a aplicação de tais recursos milionários diante dos graves problemas enfrentados pela população em áreas essenciais como saúde, educação, saneamento básico e infraestrutura rural, além de citar deficiências no Conselho Tutelar. Diante das alegações, o conselheiro do TCM, Nelson Pellegrino, determinou que o prefeito seja notificado para apresentar esclarecimentos detalhados em cinco dias, incluindo cópias dos contratos, justificativa dos valores e demonstração da viabilidade econômica da festa, bem como explicar a priorização de verbas para o evento em detrimento de demandas urgentes da comunidade.
Foto: Divulgação
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) acionou o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA) contra o prefeito de Palmas de Monte Alto, Marcos Túlio Laranjeira Rocha, por causa dos gastos da XXII Vaquejada do município. Segundo a representação, apenas os cachês artísticos da festa somam R$ 2,275 milhões. A denúncia questiona o volume de recursos investidos no evento diante de problemas enfrentados pela população em áreas consideradas essenciais, como saúde, educação, saneamento básico e infraestrutura rural. Entre as contratações citadas pelo MP, o maior valor é o do cantor Natanzinho Lima, contratado por R$ 800 mil. Também aparecem na programação atrações como Mano Walter, com cachê de R$ 350 mil, Trio Parada Dura, por R$ 300 mil, e Henrique e Diego, por R$ 250 mil. Os shows estão previstos para acontecer entre os dias 28 e 31 de maio. Na ação, o Ministério Público afirma que o município acumula investigações relacionadas à falta de medicamentos, deficiência no atendimento de saúde e precariedade em estradas vicinais. O órgão cita ainda problemas estruturais no Conselho Tutelar da cidade. Diante do caso, o conselheiro do TCM, Nelson Pellegrino, determinou a notificação do prefeito para apresentação de esclarecimentos no prazo de cinco dias. O gestor deverá encaminhar cópias dos contratos firmados, justificar os valores pagos aos artistas e demonstrar a viabilidade econômica da festa. O TCM também quer explicações sobre como o município pretende atender demandas urgentes da população enquanto destina milhões de reais para a realização do evento.























