Candidatos criticam STF e saem em defesa de André Mendonça no 7 de Setembro
Candidatos criticam STF e saem em defesa de André Mendonça no 7 de Setembro
Enquanto candidatos da oposição intensificaram críticas ao Supremo e defenderam André Mendonça, Lula manteve discurso institucional e evitou abordar a crise.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou destaque nas manifestações de 7 de setembro, com candidatos à Presidência usando o tema para atacar a Corte ou apoiar o ministro André Mendonça. Enquanto a oposição intensificou as críticas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve um discurso institucional, participando das comemorações ao lado do presidente do STF, Edson Fachin, e evitando referências ao conflito.
- Nos bastidores, a decisão de André Mendonça de retirar o sigilo das mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro alimentou o debate nas redes sociais, fortalecendo manifestações de apoio ao ministro e gerando preocupação na campanha petista sobre possíveis desgastes políticos.
Foto: Reprodução
A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) dominou parte dos discursos dos candidatos à Presidência da República durante as manifestações de 7 de Setembro. Enquanto nomes da oposição aproveitaram os atos para intensificar as críticas à Corte e manifestar apoio ao ministro André Mendonça, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) evitou abordar o assunto e adotou um tom institucional. Segundo integrantes das campanhas, o tema ganhou força após a repercussão da decisão de André Mendonça de retirar o sigilo das mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A avaliação é de que o episódio ampliou as críticas ao STF nas redes sociais e fortaleceu manifestações de apoio a Mendonça. Durante os atos, Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) defenderam publicamente o ministro e reforçaram o discurso contra decisões do Supremo. Na Avenida Paulista, manifestantes entoaram gritos de apoio a André Mendonça, enquanto lideranças políticas e religiosas exaltaram sua atuação. Já Lula participou das comemorações da Independência ao lado do presidente do STF, ministro Edson Fachin, sem fazer referências à crise. Segundo aliados, a estratégia foi preservar uma postura institucional. Nos bastidores, integrantes da campanha petista admitem, no entanto, que a crise pode provocar desgaste político ao associar o presidente ao ministro Alexandre de Moraes em meio ao debate nacional.
Em discurso da Independência, Lula afirma que o Brasil "não será colônia de ninguém"
Presidente destacou soberania nacional, recursos estratégicos e protagonismo brasileiro no cenário internacional.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em pronunciamento nacional no Dia da Independência, reforçou que o Brasil não aceitará interferências externas e destacou a soberania política, econômica e comercial do país, afirmando que “não somos colônia e não seremos colônia de ninguém”.
- Lula ressaltou as riquezas estratégicas do Brasil – a segunda maior reserva de terras raras, a maior fonte de água doce e novas jazidas de petróleo – como motores do desenvolvimento nacional, vinculando a independência à garantia de direitos, saúde, educação e ao papel de liderança do país em meio ambiente, transição energética e combate à emergência climática.
Foto: Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (6), em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão em alusão ao Dia da Independência do Brasil, que o país não aceitará interferências externas em suas decisões políticas, econômicas e comerciais. Durante o discurso, Lula reforçou a soberania nacional e declarou: "Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém." O presidente também afirmou que "Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender. Somos um país soberano e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém." Ao abordar as riquezas naturais do país, Lula destacou que o Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, a maior fonte de água doce e novas jazidas de petróleo. Segundo ele, esses recursos devem impulsionar o desenvolvimento nacional. "Nossas riquezas devem servir ao futuro do povo brasileiro", afirmou. Durante o pronunciamento, o chefe do Executivo também defendeu que a independência do Brasil deve ser refletida na garantia de direitos e oportunidades para a população. "Um país soberano é aquele capaz de criar as oportunidades que o seu povo precisa para conquistar a própria independência: a independência financeira; a independência de poder estudar e pensar livremente, escolher a melhor profissão e o melhor emprego; ter mais tempo para si mesmo e para a sua família; a independência de contar, como previsto na Constituição Federal, com saúde pública de qualidade e a melhor educação gratuita para seus filhos; e de viver em um país livre da fome, da pobreza e de todas as formas de desigualdade, com direitos para todos, em vez de privilégios para poucos", declarou. Ao encerrar o discurso, Lula destacou o papel do Brasil no cenário internacional e afirmou: "Somos exemplo na defesa do meio ambiente. Nossa riqueza cultural encanta o mundo. Somos referência mundial em transição energética e no enfrentamento da emergência climática que ameaça o futuro da humanidade."
























