Jornalista brasileiro é deportado da Argentina e proibido de voltar
Jornalista brasileiro é deportado da Argentina e proibido de voltar
Rogério Tomaz Jr. afirma que recebeu ordem de deportação e foi proibido de entrar no país por cinco anos; jornalista suspeita de motivação política, mas a alegação não foi confirmada oficialmente.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Jornalista brasileiro Rogério Tomaz Jr. foi impedido de entrar na Argentina após desembarcar em Buenos Aires na segunda‑feira (12). Autoridades migratórias apresentaram ordem de deportação e proibiram sua visita ao país pelos próximos cinco anos, alegando irregularidade no visto de residência permanente, que teria validade até 2037. Tomaz Jr. contestou a medida, sugerindo que o caso pode estar ligado a recentes atritos com membros do partido do presidente argentino Javier Milei, e informou que pretende recorrer da sanção.
- Em entrevista ao portal UOL, o jornalista destacou que não há confirmação independente de motivação política e que, embora possa recorrer, não conseguirá recuperar o visto de residência permanente. Ele retornou ao Brasil, com destino ao aeroporto de Guarulhos, e segue trabalhando em seu livro sobre a gestão do governo argentino, previsto para publicação em fevereiro de 2027.
Foto: Reprodução
O jornalista brasileiro Rogério Tomaz Jr. foi impedido de entrar na Argentina após desembarcar em Buenos Aires nesta segunda-feira (12). Segundo ele, autoridades migratórias apresentaram uma ordem de deportação e uma restrição que o proíbe de visitar o país pelos próximos cinco anos. Em entrevista ao portal UOL, o brasileiro afirmou que a justificativa apresentada foi uma suposta irregularidade em seu visto de residência permanente, que, segundo ele, tinha validade até 2037. As autoridades alegaram que o jornalista não permaneceu no país pelo tempo necessário para manter o documento. Em mensagem enviada a contatos brasileiros, Tomaz Jr. levantou a hipótese de que a medida esteja relacionada a embates recentes com integrantes do partido do presidente argentino Javier Milei. Ele escreve um livro sobre a gestão do governo argentino, com previsão de publicação em fevereiro de 2027. “Eu até posso recorrer dessa sanção, mas não posso mais recuperar o visto de residência permanente”, afirmou o jornalista antes de embarcar de volta ao Brasil, com destino a Guarulhos, em São Paulo. Até o momento, não há confirmação independente de que a decisão tenha motivação política.
Javier Milei endurece regras e poderá barrar ou expulsar estrangeiros por ataques à Argentina
Novo decreto prevê punições para quem promover discurso de ódio, discriminação ou ofensas aos símbolos nacionais; medida ocorre em meio à tensão com o Brasil
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente da Argentina, Javier Milei, assinou um decreto que endurece as regras para a entrada e permanência de estrangeiros, permitindo a expulsão ou o impedimento de ingresso de indivíduos que promovam discursos de ódio, discriminação ou realizem ofensas aos símbolos nacionais do país. A medida, de acordo com o governo argentino, visa resguardar a defesa do país e de seus cidadãos, estabelecendo barreiras para quem incitar a violência motivada por questões de nacionalidade.
- A iniciativa é anunciada em meio ao acirramento das tensões diplomáticas entre Argentina e Brasil, intensificadas após críticas de Milei ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, em evento em São Paulo. Como resposta, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil convocou o embaixador argentino e chamou o embaixador brasileiro de volta a Brasília para consultas, sinalizando um forte desgaste nas relações bilaterais.
Foto: Reprodução | X
O presidente da Argentina, Javier Milei, assinou um decreto que endurece as regras para a entrada e permanência de estrangeiros no país. A medida, anunciada nesta quarta-feira (29), autoriza o governo argentino a impedir o ingresso ou expulsar pessoas que promovam discursos de ódio, discriminação ou violência contra cidadãos argentinos por causa de sua nacionalidade. Segundo o governo, o decreto também prevê sanções para quem praticar atos considerados ofensivos aos símbolos nacionais da Argentina. Em nota oficial, a Presidência afirmou que a defesa do país e de seus cidadãos é "inegociável" e que pessoas que atacarem a Argentina não serão bem-vindas. O texto estabelece que poderão ser barrados ou expulsos estrangeiros que incentivem o ódio contra argentinos, promovam discriminação, defendam atos de violência motivados pela nacionalidade ou desrespeitem os símbolos oficiais do país. As regras de aplicação da medida ainda serão regulamentadas pelo governo argentino. A decisão foi anunciada em meio ao aumento da tensão diplomática entre Argentina e Brasil. O clima entre os dois países piorou após Javier Milei participar de um evento político em São Paulo, onde fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Após as declarações, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil convocou o embaixador da Argentina para prestar esclarecimentos e chamou de volta a Brasília o embaixador brasileiro em Buenos Aires para consultas diplomáticas, em um gesto que demonstra o desgaste nas relações entre os dois países.
























