Movimentos articulam nome de promotora negra Lívia Sant’Anna Vaz para o STF
Movimentos articulam nome de promotora negra Lívia Sant’Anna Vaz para o STF
A defesa do nome de Lívia ocorre em um contexto de inexistência de mulheres negras no STF
Por: Juliana Rodrigues
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Narração automática (IA)Resumo
- Movimentos sociais e entidades de defesa dos direitos das mulheres negras estão mobilizando o nome da promotora do MP-BA, Lívia Sant’Anna Vaz, para uma possível indicação ao Supremo Tribunal Federal, destacando a histórica ausência de mulheres negras na Corte.
- Lívia, promotora desde 2004, atua em direitos humanos, combate ao racismo e à intolerância religiosa, e foi reconhecida em 2020 pelo MIPAD como uma das 100 pessoas de ascendência africana mais influentes no Direito, reforçando a pressão por maior representatividade racial e de gênero nas próximas indicações.
Foto: Reprodução | Arquivo pessoal
Movimentos sociais e entidades ligadas à defesa dos direitos das mulheres negras articulam o nome da promotora de Justiça do Ministério Público da Bahia (MP) Lívia Sant’Anna Vaz para uma possível indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). A mobilização ocorre em meio à expectativa de que o governo federal considere, pela primeira vez, o nome de uma mulher negra para integrar a Corte. O nome de Lívia foi apresentado pelo Instituto Juristas Negras entre as opções defendidas pelo movimento. A entidade tem atuado na articulação pela presença de mulheres negras em espaços de poder e defende que a próxima composição do Supremo amplie a representatividade racial e de gênero. Promotora do MP-BA desde 2004, Lívia atua na área de direitos humanos e no combate ao racismo e à intolerância religiosa. Desde 2015, trabalha na Promotoria de Justiça de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa, Defesa das Comunidades Tradicionais e das Cotas Raciais. Ela também coordenou o Grupo de Atuação Especial de Proteção dos Direitos Humanos e Combate à Discriminação. Em 2020, ela foi reconhecida pela organização internacional MIPAD (Most Influential People of African Descent) como uma das 100 pessoas de ascendência africana mais influentes do mundo na área de Direito e Justiça. Na ocasião, foi a única brasileira com atuação no sistema de Justiça a receber a homenagem. A defesa do nome de Lívia ocorre em um contexto de inexistência de mulheres negras no STF. Em 135 anos de história, a Corte nunca teve uma mulher negra entre seus ministros. A mobilização de entidades busca colocar essa possibilidade no debate sobre as próximas indicações ao tribunal.
























