Novas regras para doação de sangue entram em vigor em outubro; veja o que muda
Novas regras para doação de sangue entram em vigor em outubro; veja o que muda
Mudanças reduzem o tempo de espera após tatuagens, procedimentos estéticos e endoscopia e ampliam a idade para doadores regulares
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Brasil altera as regras para doação de sangue após procedimentos como tatuagem, endoscopia e exposição à malária. As novas regras reduzem o prazo de espera e ampliam a idade para doadores regulares.
- As mudanças visam facilitar a doação sem comprometer a segurança, com a introdução de exames mais precisos e a atualização dos padrões internacionais para identificação e transmissão do material.
Foto: Camila Souza | GOV/ BA
A partir de outubro, o prazo para doar sangue após tatuagem, procedimentos estéticos e endoscopia será reduzido no Brasil. As novas regras também ampliam a idade para doadores regulares, que poderão continuar contribuindo após os 70 anos, e mudam critérios para pessoas expostas à malária. A atualização busca facilitar a doação sem reduzir os cuidados de segurança. Menos tempo de espera - Quem fizer tatuagem, maquiagem definitiva, botox, preenchimento ou microagulhamento poderá doar após sete dias, desde que o procedimento tenha sido realizado em local que cumpra as normas de segurança. Sem essa comprovação, será necessário aguardar quatro meses. No caso de piercing na boca ou na região genital, o prazo será de quatro meses após a retirada. A espera também será menor para quem passou por endoscopia ou utilizou anabolizantes sem prescrição médica: o período cai de seis para quatro meses. Para pessoas que estiveram em áreas de risco para malária, o intervalo poderá ser reduzido para 30 dias, desde que sejam atendidos os demais critérios. Exames reforçam segurança - As mudanças estão previstas na Portaria GM/MS nº 11.685/2026, publicada em julho. Entre as novidades está o uso do exame NAT Plus, capaz de identificar HIV, hepatites B e C e o parasita causador da malária nas amostras de sangue. A medida permite atualizar os períodos de espera de acordo com os recursos atuais de detecção. As bolsas e amostras também passarão a usar o padrão internacional ISBT 128. A identificação permite acompanhar o material desde a coleta até a transfusão ou o envio do plasma para produção de medicamentos, reduzindo riscos de erros. Mais tempo para usar plaquetas - Outra mudança envolve os concentrados de plaquetas, cuja validade poderá passar de cinco para até sete dias. O aumento amplia o período em que o material pode ser utilizado por pacientes com câncer, doenças hematológicas e outras condições que exigem transfusões frequentes. Doação após os 70 anos - Doadores regulares poderão continuar doando depois de completar 70 anos. Para isso, precisam estar saudáveis, respeitar os intervalos entre as doações e ser considerados aptos durante a avaliação do serviço de hemoterapia. Quem pode doar - Ter pelo menos 18 anos; adolescentes de 16 e 17 anos precisam de autorização do responsável; Pesar no mínimo 50 kg; Apresentar documento oficial com foto; Ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas; Estar alimentado e evitar alimentos gordurosos nas três horas anteriores; Após o almoço, aguardar duas horas. A doação é feita em um hemocentro, após uma triagem clínica que verifica se o candidato está apto e se a coleta pode ocorrer com segurança.
SUS pode oferecer injetável contra o HIV ainda em 2026; medicamento será avaliado para incorporação
Ministério da Saúde quer incluir tratamento com aplicação a cada dois meses; objetivo é ampliar a prevenção e facilitar a adesão dos pacientes
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Ministério da Saúde anunciou que encaminhará à Conitec o pedido para inclusão do cabotegravir, medicamento injetável utilizado como profilaxia pré-exposição (PrEP), no Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento, que é aplicado a cada dois meses e impede a replicação do vírus HIV, tem como principal vantagem facilitar a adesão ao tratamento preventivo.
- A decisão final sobre a oferta do medicamento caberá ao Ministério da Saúde, que ainda negocia com a farmacêutica GSK o preço do medicamento e a quantidade de doses que serão adquiridas.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O Sistema Único de Saúde (SUS) poderá oferecer ainda este ano uma nova forma de prevenção ao HIV. O Ministério da Saúde anunciou que encaminhará à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) o pedido para inclusão do cabotegravir, medicamento injetável utilizado como profilaxia pré-exposição (PrEP). Diferentemente da versão em comprimidos, que precisa ser tomada diariamente, o cabotegravir é aplicado por injeção a cada dois meses. O medicamento impede a replicação do vírus HIV e tem como principal vantagem facilitar a adesão ao tratamento preventivo. Antes de ser incorporado à rede pública, o pedido será analisado pela Conitec, que avaliará critérios como eficácia, segurança e custo-benefício. A decisão final sobre a oferta do medicamento caberá ao Ministério da Saúde. Segundo o ministro Alexandre Padilha, o governo negocia com a farmacêutica GSK o preço do medicamento e a quantidade de doses que serão adquiridas. Ele afirmou que o valor apresentado pela empresa está dentro do esperado para viabilizar a oferta pelo SUS. O ministro também explicou que outra alternativa, o lenacapavir, que oferece proteção por até seis meses, não será incorporada neste momento devido ao alto custo. Segundo Padilha, o preço apresentado pela fabricante inviabiliza a compra pelo sistema público brasileiro. Atualmente, o SUS já disponibiliza gratuitamente a PrEP oral para pessoas com maior risco de exposição ao HIV. Mais de 350 mil brasileiros já utilizaram o tratamento preventivo. Estudos realizados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontam que a versão injetável pode aumentar a adesão ao tratamento. Em uma pesquisa com 1,4 mil participantes, 83% preferiram a aplicação em vez dos comprimidos diários, e nenhum dos voluntários que seguiu corretamente o protocolo foi infectado pelo HIV durante o acompanhamento. A expectativa do Ministério da Saúde é que, caso a incorporação seja aprovada, a PrEP injetável amplie o acesso à prevenção e fortaleça as estratégias de combate ao HIV no Brasil.
Anvisa aprova lenacapavir como nova estratégia de PrEP no país e com quase 100% de eficácia
Remédio depende agora da definição de preço e de avaliação para possível incorporação ao SUS.
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (12) o registro do lenacapavir para uso como profilaxia pré-exposição (PrEP), com a finalidade de diminuir o risco de infecção pelo HIV-1 por transmissão sexual no Brasil. A indicação é voltada a adultos e adolescentes a partir de 12 anos, com peso mínimo de 35 quilos, que apresentem risco de exposição ao vírus. Antes do início do tratamento, é obrigatória a realização de teste com resultado negativo para HIV-1.Apesar da autorização sanitária, o medicamento ainda não pode ser comercializado. A liberação depende da definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A eventual oferta pelo Sistema Único de Saúde (SUS) será analisada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e pelo Ministério da Saúde. O lenacapavir atua em diferentes etapas do ciclo de vida do HIV-1, inibindo a função do capsídeo viral e impedindo a replicação do vírus. Com isso, o agente infeccioso perde a capacidade de sustentar a transcrição reversa, processo essencial para a infecção das células humanas.O medicamento possui duas apresentações: uma injeção subcutânea aplicada a cada seis meses e um comprimido oral utilizado no início do esquema terapêutico. A proposta é reduzir a dependência do uso diário de medicamentos, ampliando a adesão ao tratamento preventivo. Segundo a farmacêutica Gilead Sciences Brasil, o registro também contempla o uso do lenacapavir no tratamento de pacientes multiexperimentados (HTE), que vivem com HIV-1 e apresentam resistência a múltiplas classes de antirretrovirais.A PrEP é considerada uma das principais estratégias de prevenção ao HIV. Ela consiste no uso de antirretrovirais por pessoas não infectadas, mas em situação de maior vulnerabilidade, com comprovada redução do risco de transmissão do vírus. No Brasil, a PrEP está disponível gratuitamente pelo SUS desde 2018, na forma de comprimido diário, com a combinação de tenofovir disoproxil e emtricitabina. Embora eficaz, o modelo exige adesão contínua e acompanhamento periódico em unidades de saúde.O lenacapavir já recebeu aprovação da Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos, tanto para uso como PrEP injetável semestral quanto para tratamento de pacientes HTE. Na União Europeia, foi autorizado sob o nome comercial Yeytuo, e outros países seguem com processos regulatórios em andamento. Em julho de 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar o lenacapavir como alternativa adicional para a PrEP, classificando-o como a opção mais promissora depois de uma vacina contra o HIV.A PrEP integra a chamada prevenção combinada, que reúne diferentes estratégias de controle da infecção, como testagem regular para HIV, uso de preservativos, tratamento antirretroviral para pessoas vivendo com o vírus, profilaxia pós-exposição (PEP) e cuidados específicos no acompanhamento de gestantes soropositivas. Com o aval da Anvisa, o lenacapavir passa a compor o conjunto de tecnologias disponíveis no país para o enfrentamento do HIV, ampliando as possibilidades de prevenção e fortalecendo as políticas públicas de controle da infecção.Ensaios clínicos apresentados à agência reguladora indicaram 100% de eficácia na redução da incidência de HIV-1 entre mulheres cisgênero. Os estudos também apontaram redução de 96% em comparação à incidência de base e desempenho 89% superior ao da PrEP oral diária.
Semob de Feira de Santana suspende Passe Livre de pessoas com HIV e divulga nomes em diário oficial
Cerca de 245 beneficiários foram identificados com nome e número do cartão em publicação oficial; suspensão segue decisão judicial, mas levanta alerta sobre violação de privacidade
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A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) de Feira de Santana publicou, na edição do Diário Oficial da última sexta-feira (20), a Portaria nº 19/2025, determinando a suspensão do benefício do Passe Livre concedido a pessoas vivendo com HIV/AIDS. A medida atende a uma decisão judicial que revogou uma tutela provisória de urgência anteriormente concedida. O documento, assinado pelo secretário Sérgio Barradas Carneiro, estabelece um prazo de cinco dias úteis para que os beneficiários devolvam seus cartões à secretaria. Também foi aberto prazo para apresentação de defesa administrativa, sob risco de suspensão ou cancelamento definitivo do benefício. A entrega dos documentos deve ser feita presencialmente na sede da Semob, no bairro Mangabeira.O que chama atenção, no entanto, é a divulgação nominal dos usuários afetados. Em dois anexos publicados na mesma edição do Diário Oficial, a prefeitura exibiu os nomes completos e números dos cartões de cerca de 245 cidadãos, distribuídos entre os Anexos I e II. A medida levanta preocupações sobre violação de privacidade e exposição indevida de dados sensíveis, uma vez que o benefício está diretamente ligado à condição de saúde dos indivíduos. A publicação gerou reações de entidades ligadas aos direitos humanos e à luta contra o estigma do HIV, que avaliam medidas jurídicas diante do que consideram uma exposição injustificável e potencialmente discriminatória.
Cerca de 11 mil pessoas morreram de Aids no Brasil em 2022; vítimas negras são quase o dobro de brancas
Entre 2007 e junho deste ano, foram notificados 489.594 casos de infecção pelo HIV no país
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Foto: Agência Aids
- Cerca de 11 mil brasileiros morreram no ano passado tendo o HIV ou a Aids como causa básica. Os números foram divulgados pelo Ministério da Saúde, nesta quinta-feira (30). O número representa uma queda de 25,5% no coeficiente de mortalidade da doença, nos últimos dez anos, que passou de 5,5 para 4,1 óbitos por 100 mil habitantes. Ao todo, das 10.994 mortes registradas, as vítimas negras representam quase o dobro de brancas. Foram 61,7% mortes entre pessoas negras, sendo 47% pardos e 14,7% pretas. Os brancos representaram 35,6% do total. Ainda de acordo com o boletim do ministério, foram registrados 43.403 de casos com HIV em 2022. A estimativa é que um milhão de pessoas vivam com HIV no Brasil. Entre 2007 e junho deste ano, foram notificados 489.594 casos de infecção pelo HIV no país. A maior incidência é entre homens e na faixa etária entre 25 e 39 anos. 190 mil pessoas que sabem ser portadoras da doença ainda não iniciaram o tratamento. A estatística é liderada pela região Sudeste, com 203 mil casos, seguida pelo Nordeste (104 mil), Sul (93 mil), Norte (49 mil) e Centro-Oeste (38 mil).
Anvisa aprova novo tratamento para HIV
Anvisa aprova novo tratamento para HIV
Medicamento aprovado reúne dois antirretrovirais em uma dose
Por: Kamille Martinho
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Foto: Reprodução
- A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento para o tratamento do HIV. Trata-se da combinação de duas substâncias – a lamivudina e o dolutegravir sódico – em um único comprimido. Para a agência, a aprovação representa um avanço no tratamento, já que reúne em uma dose diária dois antirretrovirais. “A possibilidade de doses únicas simplifica o tratamento e a adesão de pacientes”, informou, por meio de nota. De acordo com a bula aprovada pela Anvisa, o novo medicamento reduz a quantidade de HIV no organismo, mantendo-a em um nível considerado baixo. Além disso, o remédio promove o aumento da contagem de cédulas CD4, que exercem papel importante na manutenção de um sistema imune saudável, ajudando a combater infecções. Indicação - O novo medicamento será indicado como um regime complemento para o tratamento da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana tipo 1 (HIV-1) em adultos e adolescentes acima de 12 anos pesando pelo menos 40 quilos, sem histórico de tratamento antirretroviral prévio ou em substituição ao regime antirretroviral atual em pessoas com supressão virológica. O registro foi concedido ao laboratório GlaxoSmithKline Brasil Ltda. que, segundo a Anvisa, apresentou estudos de eficácia e segurança com dados que sustentam as indicações autorizadas. A bula aprovada pode ser consultada aqui.
























