Flávio diz ao TSE aceitar abrir sigilo de 20 anos, mas cria lista de condições de divulgação de Lula
Senador responde a desafio feito pelo presidente petista
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- Flávio Bolsonaro (PL) apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral uma petição pedindo a quebra de seus próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, mas condicionou a medida à divulgação de informações financeiras e registros de pessoas próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, incluindo dados sobre gastos e agendas do governo federal. O senador também solicitou a abertura de sigilos de empresas das quais é sócio, de familiares citados por Lula e de figuras ligadas a supostas fraudes contra aposentados do INSS.
- Além disso, a petição exige a publicação de reuniões entre Lula e o banqueiro Daniel Vorcaro, voos de aeronaves associadas ao mesmo, detalhes do cartão corporativo da Presidência desde janeiro de 2023, agenda da primeira‑dama Rosângela Lula da Silva e despesas de helicópteros e do Palácio da Alvorada. Flávio alerta que, caso Lula recuse as condições, a recusa deve ser registrada no processo, reforçando seu pedido de transparência total sobre pessoas e empresas próximas ao presidente.
Foto: Werther Santana | Estadao
O candidato à Presidência da Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, em petição apresentada nesta quarta-feira (21), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que autoriza a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico referentes aos últimos 20 anos. O senador condicionou, porém, a medida à divulgação de informações financeiras e registros de pessoas próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de dados sobre gastos e agendas do governo federal. Na manifestação, Flávio respondeu à iniciativa de Lula de autorizar a abertura dos próprios sigilos e dos de familiares, além dos registros da empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações. O presidente havia condicionado a medida à adoção de procedimento semelhante pelo adversário. Flávio afirmou que também não se opõe à divulgação de mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O senador estendeu a autorização às empresas das quais é sócio ou administrador e aos familiares citados por Lula. Alegou, no entanto, que a abertura de seus dados deve ocorrer simultaneamente à divulgação de informações que, segundo ele, permitiriam esclarecer suspeitas envolvendo pessoas próximas ao presidente. A petição listou uma série de exigências, entre elas a divulgação de registros de reuniões de Lula com Vorcaro, em dezembro de 2024, e de entradas do banqueiro e de intermediários nos Palácios do Planalto e da Alvorada. O senador também pediu informações sobre reuniões do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega com integrantes do governo e registros de voos de uma aeronave atribuída a Vorcaro. O documento ainda solicitou a abertura de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de pessoas relacionadas a investigações sobre as fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS. Entre os nomes citados estão Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”; “Marcola”, ex-chefe de gabinete de Lula; e a empresária e lobista Roberta Luchsinger. Flávio também pediu informações sobre empresas ligadas aos filhos do presidente e ao Instituto Lula. Outro eixo da petição trata da transparência dos gastos públicos. O senador solicitou a divulgação integral das despesas do cartão corporativo da Presidência desde janeiro de 2023, além da agenda da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, anterior a fevereiro de 2025, dos registros de visitas dos filhos do presidente e de informações sobre o uso de helicópteros e despesas do Palácio da Alvorada. Flávio argumentou que a proposta de Lula seria insuficiente para esclarecer suspeitas relacionadas a terceiros e que a transparência deveria abranger informações sobre pessoas e empresas próximas ao presidente, além de despesas custeadas com recursos públicos. Caso o presidente não aceite as condições, Flávio solicita que a recusa seja registrada no processo.
























