Trecho da Fiol entre Caetité e Ilhéus será retomado; previsões apontam para agosto
Trecho entre Caetité e Ilhéus está com cerca de 75% das obras concluídas e é considerado prioridade do Novo PAC.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- As obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 1), na Bahia, devem ser retomadas em agosto deste ano sob a execução do Grupo Mota-Engil. A previsão foi confirmada pelo ministro dos Transportes, George Santoro, que informou que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) está na fase final de análise da documentação da empresa. Com cerca de 75% do trecho entre Caetité e Ilhéus já concluído, o projeto é considerado estratégico para a infraestrutura nacional e integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
- O empreendimento, que havia sido paralisado devido a dificuldades financeiras da concessionária anterior, receberá um investimento de aproximadamente R$ 7 bilhões para a conclusão de seu primeiro trecho. Quando finalizada, a ferrovia será conectada ao Porto Sul, em Ilhéus, facilitando o escoamento da produção mineral e agrícola baiana, além de compor uma rota estratégica de longo prazo para a integração logística e o comércio exterior na América do Sul.
Foto: Divulgação | Infra S.A
As obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 1), na Bahia, devem ser retomadas em agosto, após meses de paralisação. A previsão foi confirmada pelo ministro dos Transportes, George Santoro, que informou que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) analisa a documentação apresentada pelo Grupo Mota-Engil, empresa que assumirá a execução do empreendimento. Segundo o ministro, o processo está na fase final de avaliação e a expectativa do Governo Federal é concluir a autorização ainda neste mês, permitindo o reinício das atividades no canteiro de obras. A prioridade é finalizar o trecho da Fiol 1 que liga os municípios de Caetité e Ilhéus, considerado estratégico para a logística nacional e um dos principais projetos de infraestrutura incluídos no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Quando concluída, a ferrovia será integrada ao Porto Sul, em Ilhéus, fortalecendo o escoamento da produção mineral e agrícola da Bahia para os mercados nacional e internacional. O Grupo Mota-Engil, que assumirá a continuidade das obras, tem como principal acionista a estatal chinesa China Communications Construction Company (CCCC), empresa que também participa do consórcio responsável pela construção da Ponte Salvador-Itaparica. O investimento previsto para concluir o primeiro trecho da ferrovia é de aproximadamente R$ 7 bilhões. Já o projeto completo, que integra mina, ferrovia e porto, está estimado em cerca de R$ 15 bilhões. As obras da Fiol foram interrompidas em março de 2025, após a Bahia Mineração (Bamin) suspender os serviços devido a dificuldades financeiras. Mesmo com a paralisação, cerca de 75% do trecho entre Ilhéus e Caetité já foi executado. Quando entrar em operação, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste será um dos principais corredores logísticos do país, conectando o Porto Sul ao interior baiano e ampliando a integração da malha ferroviária brasileira. O projeto também faz parte de uma estratégia de longo prazo para conectar os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de corredores ferroviários na América do Sul, fortalecendo o comércio exterior e reduzindo os custos de transporte de cargas.























