Banco Central estuda impor novas restrições ao Pix
Banco Central estuda impor novas restrições ao Pix
Proposta prevê restrições para instituições financeiras com fragilidades na segurança cibernética e busca reforçar a proteção contra ataques hackers.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- O Banco Central (BC) estuda a implementação de novas regras de segurança para o Pix com o objetivo de mitigar fraudes e combater ataques cibernéticos no sistema financeiro nacional. As medidas propostas visam atuar de forma preventiva, aplicando restrições que vão desde limites em transações até a suspensão temporária do acesso ao sistema para bancos e fintechs que apresentarem vulnerabilidades em suas defesas digitais.
- As penalidades serão direcionadas exclusivamente às instituições financeiras que descumprirem as exigências de segurança da autoridade monetária, garantindo que o serviço continue inalterado para os usuários de bancos em conformidade. O projeto ainda está em fase de estudos e não possui um cronograma de implementação definido, podendo passar por ajustes antes de sua eventual adoção.
Foto: Marcello Casal jr | Agência Brasil
O Banco Central (BC) estuda adotar novas regras para reforçar a segurança do Pix e reduzir os riscos de fraudes e ataques cibernéticos no sistema financeiro. As medidas em análise poderão impor restrições a bancos e fintechs que apresentem falhas em seus mecanismos de proteção digital. A proposta tem como objetivo atuar de forma preventiva, dificultando a ação de hackers e minimizando prejuízos para clientes e instituições financeiras que utilizam o Pix como meio de pagamento. Entre as medidas avaliadas pelo Banco Central estão a imposição de limites para valores e horários de transações, a proibição do registro de novas chaves Pix por instituições consideradas de maior risco e, em situações mais graves, a suspensão temporária do acesso ao sistema de pagamentos instantâneos. Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, o projeto também prevê um tratamento diferenciado entre as instituições financeiras. Bancos e fintechs que cumprirem rigorosamente os padrões de segurança cibernética continuarão operando normalmente, enquanto aquelas que apresentarem vulnerabilidades poderão sofrer restrições até regularizar seus sistemas. A iniciativa faz parte da estratégia do Banco Central para fortalecer a proteção do sistema financeiro nacional diante do aumento das tentativas de ataques virtuais e golpes envolvendo operações eletrônicas. Até o momento, o Banco Central não divulgou um cronograma para a implementação das novas regras. As medidas ainda estão em fase de estudos e poderão passar por ajustes antes de uma eventual adoção. Caso sejam aprovadas, as mudanças deverão atingir apenas as instituições financeiras que não atenderem aos requisitos de segurança definidos pela autoridade monetária. Para os usuários do Pix, o funcionamento do sistema deverá permanecer inalterado nas instituições que mantiverem seus padrões de proteção em conformidade com as exigências do Banco Central.
PF prende 19 suspeitos de desviar R$ 813 milhões em ataque hacker a instituições financeiras
Ação cumpre mandados em seis estados e no exterior; grupo é acusado de invasão de sistemas, lavagem de dinheiro e fraude eletrônica.
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Foto: Divulgação | Polícia Federal
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (30) uma operação para cumprir mandados de prisão e busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento em um ataque hacker que desviou mais de R$ 800 milhões de instituições financeiras no país. Segundo as investigações, os criminosos desviaram R$ 813 milhões de contas usadas para gerenciar transferências via PIX, mantidas por bancos e instituições de pagamento.O Banco Central informou que o sistema PIX não foi invadido e que nenhum cliente das instituições afetadas teve prejuízo. Até o momento, 19 suspeitos foram presos — 12 no Brasil e 7 no exterior. Ao todo, a PF cumpre 26 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão em Goiás, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Paraíba, Bahia e no Distrito Federal, além de países como Espanha, Argentina e Portugal, com apoio da Interpol.De acordo com a PF, o grupo possuía estrutura sofisticada e divisão de tarefas, incluindo integrantes especializados em invasões cibernéticas. Os criminosos também movimentavam valores em criptoativos, realizando transações diretas entre carteiras digitais para dificultar o rastreamento. A investigação aponta que os valores das fraudes eram lavados por meio de investimentos em criptomoedas, posteriormente convertidos em dinheiro e bens no Brasil e no exterior. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 640 milhões em bens dos investigados.Os acusados devem responder pelos crimes de organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. O ataque, registrado em julho de 2025, teve como alvo a empresa C&M Software, que presta serviços tecnológicos a instituições financeiras. Segundo a empresa, criminosos obtiveram credenciais e senhas de clientes para acessar indevidamente sistemas conectados ao Banco Central (BC).As invasões atingiram contas de reserva, usadas por bancos e fintechs para processar operações financeiras, cumprir obrigações com o BC e participar de transações de liquidez e aplicações em títulos públicos. A C&M relatou o incidente ao Banco Central, que confirmou não haver indícios de falhas no sistema do PIX nem prejuízo direto a clientes de bancos. O caso motivou uma investigação conjunta com cooperação internacional entre polícias e agências de segurança digital.
























