Sem resposta do governo, docentes da UNEB realizam paralisação de 24h na Bahia
Sem resposta do governo, docentes da UNEB realizam paralisação de 24h na Bahia
Mobilização acontece nesta quarta (20) em todos os campi; em Salvador, categoria prepara “Café da Manhã com o Governador” para simbolizar ausência de negociação
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- A UNEB decidiu paralisar as atividades acadêmicas em 27 campi da Bahia em protesto contra a falta de diálogo com o governo estadual. Os docentes reivindicam a regularização de adicionais de insalubridade, recomposição de direitos retirados e outras melhorias.
- A paralisação é uma manifestação que pode ser a mais intensa do ano, com panfletagens, intervenções artísticas e distribuição de lanches. Os docentes afirmam que novas ações podem ser anunciadas caso o governo não retome o diálogo.
Foto: Divulgação | ADUNEB
As professoras e os professores da UNEB decidiram paralisar as atividades acadêmicas nesta quarta-feira (20) em todos os 27 campi da instituição na Bahia. O protesto de 24 horas denuncia a falta de diálogo com o governo estadual, que, segundo a categoria, não negocia a pauta de reivindicações há quase dez meses. A decisão foi aprovada por unanimidade em assembleia híbrida da ADUNEB, realizada na última quinta-feira (14), em Salvador. A mobilização será realizada simultaneamente em várias regiões do estado. No campus de Salvador (Cabula), a categoria organiza, às 7h30, o ato “Café da Manhã com o Governador”. Uma cadeira ficará reservada ao chefe do Executivo, simbolizando o que os docentes chamam de “cadeira vazia do diálogo”. Lanches serão distribuídos na entrada da universidade. Após o café, estão previstas panfletagens e intervenções artísticas, com músicas, poesias e outras manifestações em defesa da educação pública e do cumprimento das leis que regem o Estatuto do Magistério das Universidades Estaduais. A coordenadora-geral da ADUNEB, Karina Sales, afirma que a última reunião com o governo ocorreu em 29 de julho de 2025. “Há quase dez meses buscamos negociação. Temos direitos garantidos em lei que estão sendo desrespeitados, como os adicionais de insalubridade. É importante lembrar que o governador, que agora vira as costas às universidades, é professor da UEFS. Esse desrespeito é um absurdo”, criticou. O que os docentes reivindicam: A pauta unificada foi protocolada em dezembro de 2025 pelo Fórum das ADs, que reúne representantes da UNEB, UEFS, UESB e UESC. Entre os principais pontos estão: Regularização dos adicionais de insalubridade e periculosidade; Recomposição de direitos retirados, como os anuênios; Revogação da reforma da previdência estadual; Melhorias no Planserv, com ampliação do investimento; Aumento do orçamento das universidades para, no mínimo, 7% da Receita Líquida de Impostos; Cumprimento integral do orçamento aprovado. Pressão aumenta: Para tentar retomar as negociações, o Fórum das ADs intensificou ações de comunicação nos últimos meses. Outdoors foram instalados em cidades do interior denunciando o “silêncio do governo”. Em Salvador, ônibus circulam com busdoors que reforçam a mesma mensagem. A paralisação desta quarta marca mais um capítulo da mobilização dos docentes, que afirmam que novas ações poderão ser anunciadas caso o governo não retome o diálogo.






















