Trabalhadores são resgatados em propriedade rural da região em condições de trabalho análogas à escravidão
Além dos trabalhadores, viviam no local, suas eposas e mais 13 crianças
Por: redação do Sudoeste Bahia
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Foto: Divulgação | MPT
- Na segunda-feira (20), o Ministério Público do Trabalho (MPT) divulgou informações sobre o resgate de dois trabalhadores, que exerciam atividades laborais exaustivas em uma fazenda da cidade de Maiquinique, no sudoeste da Bahia. De acordo com o MPT, os homens trabalhavam sem descanso semanal e sem férias, em jornadas bem superior ao que manda a legislação brasileira, o que de acordo com o órgão, se caracteriza como trabalho em condições análogas à escravidão. No alojamento, sem qualquer condição digna de moradia, viviam as esposas dos trabalhadores e 13 crianças. O caso veio à tona após o pagamento das verbas rescisórias ter sido quitado pelo dono da propriedade. O MPT também vai solicitar que o proprietário indenize as vítimas por danos morais, sendo que os artífices já receberam um valor (não divulgado) referente à rescisão de contrato de trabalho. A ação de resgate contou com a participação de diversos órgãos ligados ao combate ao trabalho escravo, entres eles o MPT, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a Polícia Federal (PF) e Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado (SJDH), além da Defensoria Pública da União (DPU).
Governo baiano se prepara para acolher baianos resgatados no Rio Grande do Sul
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Foto: Divulgação | Polícia Rodoviária Federal
- O governo da Bahia informou, em nota divulgada na noite deste sábado (25), que tem mobilizado os órgãos públicos federais, estaduais e municipais para o acolhimento aos baianos resgatados no Rio Grande do Sul. Os trabalhadores foram encontrados em situação semelhante à escravidão em Bento Gonçalves. Desde a última sexta-feira (24), 194 dos 207 resgatados iniciaram a viagem de volta à Bahia. Outros quatro baianos preferiram permanecer no Rio Grande do Sul. As idades dos 207 resgatados variam entre 18 e 57 anos. O governo baiano pretende atuar de imediato em três áreas, assegurado assegurar assistência social, cuidados na área de saúde física e mental e acesso à justiça e articulação de programas de proteção e de trabalho decente no retorno dos trabalhadores aos seus municípios. De acordo com a assessoria da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), ainda na sexta-feira (24), o secretário da pasta, Felipe Freitas, conversou por telefone com o secretário de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos gaúcho, Mateus Wesp. O gestor baiano sinalizou a disposição do governo em adotar medidas para reduzir danos causados aos trabalhadores.























