Presidente da UPB comemora redução dos cachês e economia nos festejos juninos
Presidente da UPB comemora redução dos cachês e economia nos festejos juninos
Segundo o presidente da entidade, acordo entre municípios, Ministério Público e empresários ajudou a conter despesas e ampliar a valorização dos artistas regionais.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, celebrou os resultados positivos da implantação do teto de R$ 700 mil para a contratação de atrações nos festejos juninos baianos. A medida, fruto de discussões entre a UPB e o Ministério Público da Bahia, visa reduzir significativamente os cachês de artistas, aliviando os cofres públicos e permitindo a destinação de recursos para áreas essenciais como saúde, educação e assistência social, combatendo um desequilíbrio nos valores praticados nos últimos anos.
- Cardoso também destacou que a iniciativa fortalece a cultura nordestina, incentivando a valorização de características tradicionais do São João, e projeta que os eventos movimentarão a economia local com maior responsabilidade fiscal. Dados do Painel de Transparência dos Festejos Juninos do MPBA revelam que, com cerca de R$ 124 milhões já registrados em contratações, a adoção do teto já gerou uma economia de aproximadamente R$ 10 milhões para os municípios.
Foto: Reprodução
O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, comemorou os resultados obtidos com a implantação do teto de R$ 700 mil para contratação de atrações nos festejos juninos realizados pelos municípios baianos. Segundo ele, a medida já provocou uma redução significativa nos cachês cobrados por artistas e representa um importante alívio para os cofres públicos. Em entrevista, o dirigente destacou que a iniciativa surgiu a partir de discussões entre a UPB e o Ministério Público da Bahia ainda no início deste ano. A proposta tinha como principal objetivo estabelecer limites para os gastos das prefeituras com atrações musicais, preservando recursos destinados a áreas essenciais como saúde, educação e assistência social. De acordo com Cardoso, o diálogo entre gestores municipais, representantes do Ministério Público e empresários do setor artístico contribuiu para adequar os valores cobrados durante o período junino. Para ele, havia um desequilíbrio nos cachês praticados nos últimos anos, o que dificultava a organização financeira das administrações municipais. Além da economia, o presidente da UPB avalia que a medida favorece o fortalecimento da cultura nordestina. Segundo ele, muitos festejos vinham perdendo características tradicionais ao abrir espaço para atrações sem ligação com o repertório típico do São João. “O São João tem uma identidade cultural muito forte e precisa ser preservado. Com essa reorganização, ganham os municípios, os artistas regionais e a população”, afirmou. Wilson Cardoso também destacou que a expectativa é de que os festejos deste ano movimentem a economia local sem comprometer o equilíbrio fiscal das prefeituras. Segundo ele, a redução dos custos permitirá a realização de eventos com maior responsabilidade na aplicação dos recursos públicos. Dados divulgados pelo Painel de Transparência dos Festejos Juninos do Ministério Público da Bahia apontam que os municípios já registraram cerca de R$ 124 milhões em contratações artísticas para o São João de 2026. De acordo com o órgão, a adoção do teto de gastos já proporcionou uma economia próxima de R$ 10 milhões, valor que pode aumentar à medida que novas informações forem inseridas na plataforma.























