MPBA prepara regras para fiscalizar gastos com São João de 2027
MPBA prepara regras para fiscalizar gastos com São João de 2027
Órgão quer avaliar contratos de shows conforme a capacidade financeira de cada prefeitura
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Ministério Público da Bahia (MPBA) deu início a uma nova fase de discussões para ampliar a transparência e o controle dos gastos públicos nos festejos juninos dos municípios baianos, com foco no ciclo festivo de 2027. A reunião, realizada no Centro Administrativo da Bahia (CAB) em Salvador, contou com a presença de representantes do MPBA, do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), empresários do setor artístico e, futuramente, de autoridades da União dos Municípios da Bahia (UPB) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
- Entre os principais pontos abordados estão os critérios de capacidade financeira das prefeituras, previstos na Nota Técnica Conjunta nº 01/2025, e a coleta de informações sobre eventuais inadimplências para prevenir riscos às contas públicas. A iniciativa visa garantir que municípios em situação financeira delicada não assumam compromissos incompatíveis com seus orçamentos, reforçando o Compromisso Público de Economicidade e a transparência nos contratos de artistas, shows e estruturas para as festas.
Foto: Reprodução
O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) iniciou uma nova etapa de discussões para ampliar a transparência e o controle dos gastos públicos com os festejos juninos realizados pelos municípios baianos. A iniciativa tem como foco o ciclo festivo de 2027 e envolve representantes do MPBA, do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e empresários do setor artístico. A reunião ocorreu no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, e teve como objetivo discutir critérios contratuais que poderão servir de referência para a fiscalização das prefeituras. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Rita Tourinho, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Patrimônio Público (Caopam), com apoio do Centro de Autocomposição e Construção de Consensos (Compor). A agenda dá continuidade a uma articulação iniciada em 2023 e deverá envolver, nas próximas reuniões, representantes dos municípios, da União dos Municípios da Bahia (UPB) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Entre os pontos discutidos está a capacidade financeira de cada prefeitura como um dos critérios para avaliar a compatibilidade dos valores destinados à contratação de artistas, shows e estruturas para os festejos. O parâmetro está previsto na Nota Técnica Conjunta nº 01/2025, reafirmada em 2026. A intenção é identificar antecipadamente possíveis riscos às contas públicas e evitar que municípios em situação financeira delicada assumam compromissos considerados incompatíveis com seus orçamentos. Como parte da estratégia preventiva, o MPBA solicitou aos empresários do setor artístico informações sobre eventuais casos de inadimplência envolvendo prefeituras baianas. Os dados deverão ajudar os órgãos de controle a identificar dificuldades financeiras dos municípios e planejar medidas antes do período de festas. Durante a reunião, a promotora Rita Tourinho destacou os resultados do diálogo entre os órgãos públicos e o setor artístico e citou o Compromisso Público de Economicidade como instrumento para discutir custos, formação de preços e riscos relacionados aos contratos. Também participaram do encontro o promotor de Justiça Frank Ferrari, coordenador do projeto Painel da Transparência dos Festejos Juninos, além de auditores e assessores do TCM e representantes do setor artístico.
Justiça determina readequação de cachês no São João de Anagé após pedido do MP‑BA
Município terá de depositar mais de R$ 107 mil em valores considerados acima dos parâmetros de órgãos de controle
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Justiça da Bahia acatou um pedido liminar do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e determinou que a Prefeitura de Anagé readeque os cachês das bandas Magníficos e Cacau com Leite, atrações do Arraiá dos Gaviões, previsto para junho. A decisão, emitida nesta quinta-feira (19), ordena o depósito judicial de R$ 107.711,42, valor considerado acima dos limites de razoabilidade para as contratações, que somavam R$ 413 mil e R$ 160 mil, respectivamente.
- A apuração do MP-BA, baseada em nota técnica conjunta com os Tribunais de Contas do Estado e dos Municípios, apontou valores razoáveis inferiores, sem que a Prefeitura apresentasse justificativas válidas para os reajustes. O juiz considerou, ainda, a situação de emergência de Anagé por estiagem. O promotor Leandro Aguiar reforçou que o objetivo é garantir o uso responsável dos recursos públicos, pautado na economicidade e moralidade administrativa, sem impedir a realização dos festejos juninos.
Foto: Divulgação
A Justiça acatou um pedido liminar do Ministério Público da Bahia (MP‑BA) e determinou que a Prefeitura de Anagé readeque os cachês contratados para as bandas Magníficos e Cacau com Leite, atrações do Arraiá dos Gaviões, previsto para acontecer entre 21 e 23 de junho. A decisão, emitida nesta quinta‑feira (19), também ordena o depósito judicial de R$ 107.711,42, referentes aos valores considerados acima dos limites de razoabilidade. Segundo a ação civil pública movida pelo promotor de Justiça Leandro Carvalho Duca Aguiar, a banda Magníficos foi contratada por R$ 413 mil, enquanto Cacau com Leite receberia R$ 160 mil. A apuração do MP‑BA, baseada na Nota Técnica Conjunta nº 01/2026 — elaborada em conjunto com o Tribunal de Contas do Estado (TCE‑BA) e o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM‑BA) — apontou que os valores razoáveis seriam R$ 332.556,27 e R$ 132.732,31, respectivamente. Com isso, a Justiça determinou que o município deposite, em até 24 horas, a diferença entre os valores contratados e os considerados adequados: R$ 80.443,73 referentes ao contrato da Magníficos e R$ 27.267,69 relativos à contratação de Cacau com Leite. A decisão destaca que as justificativas apresentadas pela Prefeitura não demonstraram aumento de notoriedade dos artistas nem fatos novos que justificassem reajustes tão elevados em relação ao ano anterior. O juiz também levou em conta o contexto socioeconômico de Anagé, que está em situação de emergência devido à estiagem prolongada que afeta a zona rural. O promotor Leandro Aguiar reforçou que o objetivo do MP não é impedir a realização do São João, mas garantir o uso responsável dos recursos públicos. “Busca‑se apenas assegurar que as contratações respeitem os princípios da economicidade, eficiência e moralidade administrativa. Os recursos empregados nos festejos pertencem à coletividade e devem ser administrados com o mesmo rigor exigido para qualquer outra política pública”, afirmou. A Prefeitura de Anagé ainda não se manifestou sobre a decisão.
Presidente da UPB comemora redução dos cachês e economia nos festejos juninos
Presidente da UPB comemora redução dos cachês e economia nos festejos juninos
Segundo o presidente da entidade, acordo entre municípios, Ministério Público e empresários ajudou a conter despesas e ampliar a valorização dos artistas regionais.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, celebrou os resultados positivos da implantação do teto de R$ 700 mil para a contratação de atrações nos festejos juninos baianos. A medida, fruto de discussões entre a UPB e o Ministério Público da Bahia, visa reduzir significativamente os cachês de artistas, aliviando os cofres públicos e permitindo a destinação de recursos para áreas essenciais como saúde, educação e assistência social, combatendo um desequilíbrio nos valores praticados nos últimos anos.
- Cardoso também destacou que a iniciativa fortalece a cultura nordestina, incentivando a valorização de características tradicionais do São João, e projeta que os eventos movimentarão a economia local com maior responsabilidade fiscal. Dados do Painel de Transparência dos Festejos Juninos do MPBA revelam que, com cerca de R$ 124 milhões já registrados em contratações, a adoção do teto já gerou uma economia de aproximadamente R$ 10 milhões para os municípios.
Foto: Reprodução
O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, comemorou os resultados obtidos com a implantação do teto de R$ 700 mil para contratação de atrações nos festejos juninos realizados pelos municípios baianos. Segundo ele, a medida já provocou uma redução significativa nos cachês cobrados por artistas e representa um importante alívio para os cofres públicos. Em entrevista, o dirigente destacou que a iniciativa surgiu a partir de discussões entre a UPB e o Ministério Público da Bahia ainda no início deste ano. A proposta tinha como principal objetivo estabelecer limites para os gastos das prefeituras com atrações musicais, preservando recursos destinados a áreas essenciais como saúde, educação e assistência social. De acordo com Cardoso, o diálogo entre gestores municipais, representantes do Ministério Público e empresários do setor artístico contribuiu para adequar os valores cobrados durante o período junino. Para ele, havia um desequilíbrio nos cachês praticados nos últimos anos, o que dificultava a organização financeira das administrações municipais. Além da economia, o presidente da UPB avalia que a medida favorece o fortalecimento da cultura nordestina. Segundo ele, muitos festejos vinham perdendo características tradicionais ao abrir espaço para atrações sem ligação com o repertório típico do São João. “O São João tem uma identidade cultural muito forte e precisa ser preservado. Com essa reorganização, ganham os municípios, os artistas regionais e a população”, afirmou. Wilson Cardoso também destacou que a expectativa é de que os festejos deste ano movimentem a economia local sem comprometer o equilíbrio fiscal das prefeituras. Segundo ele, a redução dos custos permitirá a realização de eventos com maior responsabilidade na aplicação dos recursos públicos. Dados divulgados pelo Painel de Transparência dos Festejos Juninos do Ministério Público da Bahia apontam que os municípios já registraram cerca de R$ 124 milhões em contratações artísticas para o São João de 2026. De acordo com o órgão, a adoção do teto de gastos já proporcionou uma economia próxima de R$ 10 milhões, valor que pode aumentar à medida que novas informações forem inseridas na plataforma.
























