Em discurso da Independência, Lula afirma que o Brasil "não será colônia de ninguém"
Presidente destacou soberania nacional, recursos estratégicos e protagonismo brasileiro no cenário internacional.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em pronunciamento nacional no Dia da Independência, reforçou que o Brasil não aceitará interferências externas e destacou a soberania política, econômica e comercial do país, afirmando que “não somos colônia e não seremos colônia de ninguém”.
- Lula ressaltou as riquezas estratégicas do Brasil – a segunda maior reserva de terras raras, a maior fonte de água doce e novas jazidas de petróleo – como motores do desenvolvimento nacional, vinculando a independência à garantia de direitos, saúde, educação e ao papel de liderança do país em meio ambiente, transição energética e combate à emergência climática.
Foto: Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (6), em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão em alusão ao Dia da Independência do Brasil, que o país não aceitará interferências externas em suas decisões políticas, econômicas e comerciais. Durante o discurso, Lula reforçou a soberania nacional e declarou: "Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém." O presidente também afirmou que "Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender. Somos um país soberano e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém." Ao abordar as riquezas naturais do país, Lula destacou que o Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, a maior fonte de água doce e novas jazidas de petróleo. Segundo ele, esses recursos devem impulsionar o desenvolvimento nacional. "Nossas riquezas devem servir ao futuro do povo brasileiro", afirmou. Durante o pronunciamento, o chefe do Executivo também defendeu que a independência do Brasil deve ser refletida na garantia de direitos e oportunidades para a população. "Um país soberano é aquele capaz de criar as oportunidades que o seu povo precisa para conquistar a própria independência: a independência financeira; a independência de poder estudar e pensar livremente, escolher a melhor profissão e o melhor emprego; ter mais tempo para si mesmo e para a sua família; a independência de contar, como previsto na Constituição Federal, com saúde pública de qualidade e a melhor educação gratuita para seus filhos; e de viver em um país livre da fome, da pobreza e de todas as formas de desigualdade, com direitos para todos, em vez de privilégios para poucos", declarou. Ao encerrar o discurso, Lula destacou o papel do Brasil no cenário internacional e afirmou: "Somos exemplo na defesa do meio ambiente. Nossa riqueza cultural encanta o mundo. Somos referência mundial em transição energética e no enfrentamento da emergência climática que ameaça o futuro da humanidade."
Depois de peruca e discurso transfóbico, deputados querem cassação de Nikolas
Depois de peruca e discurso transfóbico, deputados querem cassação de Nikolas
Deputado mais votado das últimas eleições, teve fala transfóbica no Dia Internacional da Mulher
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Reprodução
- Depois de o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) realizar um discurso transfóbico chegando a usar uma peruca loira ao subir na tribuna, um grupo de deputados federais anunciou nesta quarta-feira (8) que pretendem entrar com pedido de cassação do mandato do colega ao Conselho de Ética. Na tribuna, o deputado vestiu uma peruca amarela e disse que “se sentia uma mulher” no Dia Internacional da Mulher e que “as mulheres estão perdendo seu espaço para homens que se sentem mulheres”. A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) disse que ela, ao lado da bancada do partido, irá apresentar pedido de cassação do mandato de Nikolas Ferreira pelo crime de transfobia. Já a bancada do PSOL informou que irá ingressar com uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o deputado seja responsabilizado pelo crime de transfobia. “Estamos falando de um homem, no Dia Internacional das Mulheres, tirou nosso tempo de fala para trazer uma fala preconceituosa, criminosa, absurda e nojenta. A transfobia ultrapassada a liberdade de discurso, que é garantida pela imunidade parlamentar. Transfobia é crime no Brasil”, disse a Tabata, ao chamar o deputado de “moleque”. “Nenhuma transfobia terá palco. E nenhuma transfobia passará sem respostas políticas e jurídicas à altura. Transfobia é crime”, disse a deputada Erika Hilton (PSOL-SP). Erika Hilton e Duda Salabert (PDT-MG) são as primeiras deputadas federais transexuais do país. Nas redes sociais, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), criticou a atitude do deputado Nikolas Ferreira. “O Plenário da Câmara dos Deputados não é palco para exibicionismo e muito menos discursos preconceituosos. Não admitirei o desrespeito contra ninguém. O deputado Nikolas Ferreira merece minha reprimenda pública por sua atitude no dia de hoje. A todas e todos que se sentiram ofendidas e ofendidos, minha solidariedade”, disse Lira. Desde 2019, a transfobia é considerada crime no país. O Brasil é o país que mais mata pessoas transexuais e travestis no mundo, pelo 14º ano consecutivo. A expectativa de vida de transexuais no país é de 35 anos, menos da metade da média geral (77 anos).
Com números superdimensionados, Bolsonaro demonstra está acuado em pronunciamento extemporâneo
Por: Tiago Rego | Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Reprodução | O Globo
- O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se pronunciou na noite de quarta-feira (02), em rede nacional, sobre as ações do seu governo. Bolsonaro e sua comitiva têm sentido o desgaste de uma gestão pandêmica desastrosa, de uma economia sem rumo e da CPI da Covid-19 que tem jogado luz sobre os acontecimentos que envolvem o atraso de compra de vacinas. Outra baixa na imagem do governo, diz respeito às manifestações de rua acontecidas no último sábado (28), em que o presidente até tentou desmerecer, mas o que se viu foram sete quarteirões da Paulista lotados de pessoas indignadas. Portanto, não há dúvida que desde quando assumiu a presidência, o governo Bolsonaro vive seu pior momento. Neste cenário, se existe um ditado no futebol que é perfeitamente aplicável em política é que o time que está perdendo tem que atacar para poder virar o jogo. Foi exatamente o que o ex-capitão fez ontem, em um pronunciamento sem nenhuma razão de acontecer, pois não havia nenhuma data a ser celebrada, servindo apenas para apresentar números superdimensionados de seu governo, principalmente no que tange a compra de imunizantes contra a Covid-19. É fato que o Brasil já distribuiu oficialmente mais de 100 milhões de doses de vacina, mas não é verdade que o país é o 4º que mais vacinou. Por uma relação proporcional, quando se analisa o percentual de brasileiros imunizados, com 21,6%, o Brasil ocupa a posição de número 79, isso sem levar em consideração a quantidade de pessoas que recebeu as duas doses, pois se assim for, o país despenca ainda mais no ranking. Outra incongruência apresentada pelo presidente foi quando ele disse que economia e pandemia tiveram o mesmo tratamento por parte de sua gestão, o que não condiz com a verdade. Por diversas vezes o chefe do Executivo minimizou os efeitos da pandemia, disse que não compraria vacina e nem sequer visitou um hospital de campanha, nem muito menos um centro de pesquisa. Para finalizar, o PIB — Produto Interno Bruto — de fato apresentou um crescimento em relação ao primeiro trimestre do ano passado, mas esta crescente aconteceu em relação a um parâmetro negativo, sem contar que, na prática, o consumo das famílias diminuiu substancialmente em 2021, o inclui produtos de primeira necessidade, como alimentos. Por tudo isso, espere daqui pra frente, mais aparições públicas, mais motociatas e mais inaugurações de pontes, viadutos e duplicações de rodovias.
























